Imposto de renda 2026: oito erros ao informar rendimentos isentos

Em todo início de ano, quando chega o momento de pensar na declaração anual de ajuste do imposto de renda, percebo o quanto muitas pessoas se sentem inseguras ao preencher cada detalhe do formulário. Já vi de perto profissionais com experiência na área contábil cometendo deslizes bobos, especialmente no campo dos rendimentos isentos. Eu mesmo já me peguei repassando três vezes minhas informações só para garantir que não estava caindo em alguma das armadilhas comuns. E, em 2026, com a chegada da nova tabela e regras mais generosas para isenção, a responsabilidade de informar corretamente aumentou: um erro simples pode gerar dor de cabeça desnecessária, cair na malha fina ou até pagar imposto indevido.

Ao longo deste artigo, vou compartilhar alguns dos principais equívocos que observei, e vivi, ao informar rendimentos isentos no imposto de renda e como evitar cada um deles. Afinal, a rotina do contador já é suficientemente cheia de detalhes e, para escritórios de contabilidade e setores administrativos/financeiros, o apoio de tecnologias como as soluções da Robolabs pode ser um diferencial para evitar erros, economizar tempo e focar no que realmente importa: seu cliente e seu planejamento.

O que são os rendimentos isentos?

Antes de tratar dos erros, preciso explicar, de modo simples, o que são rendimentos isentos. Na declaração, eles se referem a valores recebidos que, pela legislação atual, não sofrem incidência do imposto de renda. Muitas vezes, mesmo sem pagar imposto, o contribuinte é obrigado a declarar essas quantias.

Alguns exemplos frequentes:

  • Distribuição de lucros de empresas do Simples Nacional ou lucro presumido;
  • Indenizações por rescisão de contrato de trabalho;
  • Auxílio-doença, salário-maternidade e parte do seguro-desemprego;
  • Julgados judiciais referentes a danos morais ou matérias;
  • Poupança, certos tipos de LCI, LCA e letras do Tesouro;
  • Pensão alimentícia (a partir de mudanças recentes);
  • Herança, doações e outros previstos na legislação vigente.

Rendimentos isentos não são obrigatoriamente dispensados de registro na declaração. Deixar de declará-los pode ser um erro grave.

Quais mudanças trouxe o novo imposto de renda em 2026?

Analisando a nova tabela do imposto, que passou a valer com força total a partir de janeiro de 2026, observei dois pontos principais que impactam quem vai declarar:

  • Isenção ampliada: Só precisa declarar imposto quem receber acima de R$ 5.000,00 por mês;
  • Redução gradual: Faixas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 passam por regra de redução progressiva.

Mas preste atenção: a obrigatoriedade da declaração não se limita àqueles que pagam imposto. Ela alcança todos que recebem determinados tipos de rendimentos, mesmo que sejam isentos ou estejam na faixa superior da nova tabela.

“Informar mal os rendimentos isentos pode virar um problema sério.”

Erro 1: Não declarar rendimentos isentos por achar que estão “livres do leão”

Começo por esse erro porque foi o que mais vi acontecer, especialmente entre pessoas físicas e até pequenos empresários. Muita gente acredita que, por ser isento, aquele rendimento não precisa constar na declaração. Já precisei explicar, mais de uma vez, que esse é um mito.

Quando o fisco cruza dados bancários e encontra valores não declarados (mesmo que isentos), pode solicitar comprovação e, em alguns casos, abrir investigação por sonegação. Inclusive, um ponto importante: não declarar rendimentos isentos pode impactar financiamentos, obtenção de crédito e até heranças futuras.

Na prática, sempre incluo tudo. Utilizo sistemas inteligentes e automatizados, como os da Robolabs, que ajudam no mapeamento dos lançamentos para não perder nada, mesmo de fontes diferentes.

Erro 2: Confundir rendimentos isentos com não tributáveis

Pode parecer apenas semântica, mas vi muitos colegas confundirem esses conceitos. Isentos são rendimentos expressamente absolvidos do imposto, segundo lei vigente. Já os não tributáveis dependem de enquadramento específico, limite de valor, ou condições particulares.

  • Poupança é isenta, desde que dentro dos produtos legais;
  • Bolsa de estudo pode ser considerada isenta, mas depende do valor e da finalidade;
  • Indenizações trabalhistas têm regras diferentes a depender do tipo de verba e do relacionamento empregatício.

Ignorar essa diferenciação gera informações erradas nos campos da declaração e atrai questionamentos da Receita.

Pessoa analisando papéis de declaração de imposto de renda Erro 3: Declarar valores de forma acumulada e não por fonte pagadora

Em anos anteriores, vi muitos clientes chegando com uma lista de valores isentos já “somados”. Eles apenas lançavam o montante global na ficha de rendimentos isentos, sem detalhar quem pagou o quê. Cada fonte pagadora exige um lançamento, individualizado, mesmo que o CNPJ seja semelhante ou os valores pequenos.

Eu sempre recomendo reunir cada informe de rendimento recebido de diferentes empresas, bancos ou órgãos. Caso utilize um serviço de automação contábil como a Robolabs, esse risco é minimizado porque o próprio sistema mapeia cada entrada e direciona para o local correto.

Erro 4: Esquecer de atualizar dados após mudanças na legislação

Já aconteceu comigo em um ano de mudança de regra: o cliente seguiu lançando pensão alimentícia como tributável porque “sempre foi assim”, ignorando a atualização que tornou essa verba isenta após decisão do STF, absorvida legalmente depois.

Permanecer preso a padrões antigos pode distorcer toda a estrutura da declaração. É sempre fundamental revisar as mudanças antes de enviar o formulário, especialmente em anos como 2026, em que houve alteração significativa na tabela e em diversas regras.

  • Pensão alimentícia passou a ser totalmente isenta;
  • Algumas indenizações judiciais entraram como isentas;
  • Novos limites para saque de FGTS isentos foram definidos.

Quando uso automação, fico tranquilo porque o sistema já considera as normas mais recentes, reduzindo meu risco de repetir erros antigos.

“A legislação mudou? É hora de revisar seus hábitos de declaração.”

Erro 5: Declarar valores brutos, quando o correto seria o líquido

Um dos pontos mais polêmicos. Muitas vezes, ao receber um informe bancário, as pessoas tendem a declarar o valor bruto de um rendimento isento, antes de deduções legais, imposto retido, taxas e outros descontos.

Mas, em várias situações, o correto é informar apenas o valor efetivamente creditado. Por exemplo:

  • Distribuição de lucros empresariais: só o valor líquido apurado na contabilidade;
  • Rescisão de contrato: o que foi depositado após descontos sindicais, INSS etc.;
  • Aplicações financeiras isentas: valores líquidos de resgate.

Informar de forma incorreta pode, além de gerar inconsistências, aumentar suas chances de cruzamento automático e eventual malha fina.

Erro 6: Ignorar comprovantes e documentação de suporte

Um erro clássico que já presenciei: confiar apenas na memória ou em extratos bancários, sem se preocupar com os comprovantes formais.

Se ocorrer fiscalização, é preciso apresentar os documentos que originaram aquele rendimento isento:

  • Informes bancários;
  • Recibos de distribuição de lucros;
  • Sentenças judiciais;
  • Recibos de bolsa de estudos, doações, heranças, etc.

Particularmente, gosto de manter arquivos digitais organizados e renomeados por tipo, data e CNPJ. Soluções de automação recomendam e, em alguns casos, já organizam todos os comprovantes em pastas específicas, facilitando não apenas a declaração, como possíveis fiscalizações.

Erro 7: Não conferir códigos adequados para cada tipo de rendimento

Quem nunca ficou em dúvida se aquele rendimento da poupança vai para o código 12 ou 14? Em meu percurso, acompanhei diversas autuações porque o contribuinte escolheu o código errado e, assim, o sistema de cruzamento automático identificou “divergência”.

Selecionar o código incorreto pode afetar restituição, gerar multas, atrasar processos e complicar a vida do contribuinte e do contador.

Separei abaixo os códigos mais comuns para algumas situações:

  • Linha 12: Lucros e dividendos recebidos;
  • Linha 13: Indenização por rescisão de contrato de trabalho;
  • Linha 15: Pensão alimentícia;
  • Linha 26: Bolsas, auxílios, prêmios;
  • Linha 21: Rendimento de caderneta de poupança.

O preenchimento pode ser simples, mas não costuma perdoar disfunções. Por isso, mesmo que use plataforma automática, costumo revisar os códigos uma segunda vez antes de enviar.

Tela de computador mostrando erro na escolha do código do rendimento Erro 8: Deixar de atualizar cadastros de dependentes e fontes pagadoras

Por último, um erro recorrente principalmente em famílias e empresas com muitos beneficiários: esquecer de atualizar CPFs, dados de dependentes e informações de fontes pagadoras. Já precisei corrigir declarações que repetiam dados desatualizados ou usavam CNPJs antigos de empresas que não existem mais, só porque foi “copiado do ano anterior”.

Dados errados comprometem a ligação entre valores recebidos e comprovantes, alimentando suspeitas de inconsistência documental. O correto é atualizar o cadastro de todos os envolvidos a cada ano, especialmente se houve alguma movimentação, nascimentos, óbitos ou mudança de empresas.

“O cuidado com os detalhes faz toda a diferença no ajuste anual.”

Como a tecnologia pode ajudar a evitar esses erros?

A automação entrou em cena para poupar o contador e o responsável financeiro de tarefas mecânicas, como identificar rendimentos, separar comprovantes e inserir dados repetitivos. Em minha experiência, a Robolabs se destaca ao usar robôs personalizados para cada cliente, reunindo informações de forma inteligente e atualizando automaticamente códigos, valores e limites conforme as leis vigentes.

Com automação, o risco de erro diminui e sobra mais tempo para conferir o que realmente faz diferença. Mesmo ao utilizar soluções digitais, ainda recomendo uma breve checagem humana: revisar os lançamentos que geram dúvida e conferir a documentação.

Plataforma tecnológica de automação de contabilidade em uso Dicas finais para acertar nos rendimentos isentos em 2026

Depois de tantas mudanças na tabela, é fundamental adotar um processo cuidadoso para cada etapa do preenchimento:

  • Conferir todos os informes de rendimento e comprovantes antes de começar;
  • Separar os valores por fonte pagadora e lançar de acordo com os códigos oficiais;
  • Atualizar sempre os cadastros de dependentes, empresas e beneficiários;
  • Revisar a legislação do ano vigente antes de preencher a declaração;
  • Manter documentos organizados, físicos ou digitais, por pelo menos cinco anos.

E, claro, buscar auxílio de soluções tecnológicas pode poupar horas de trabalho repetitivo e virtualmente zerar os erros nas informações prestadas. Nesse ponto, o papel da Robolabs em digitalizar e automatizar a rotina do contador demonstra o real benefício de aproveitar a inteligência artificial a serviço da transparência e do cuidado.

Conclusão: O segredo está na atenção aos detalhes

Não existe fórmula mágica, nem para o leigo, nem para o profissional de contabilidade. Ao longo dos anos, aprendi que o segredo para uma declaração tranquila, sem surpresas ou multas, está na atenção aos pequenos detalhes e na atualização constante sobre as regras do imposto de renda vigente em cada ciclo.

Informar corretamente os rendimentos isentos significa evitar problemas com a Receita, garantir uma restituição adequada e, principalmente, transmitir confiança ao cliente e à equipe.

Se você quer revolucionar a forma como lida com dados, automatizar o que é repetitivo e empregar energia no que realmente importa, convido você a conhecer melhor as soluções da Robolabs. Dessa maneira, a contabilidade se torna um agente estratégico e os humanos podem, enfim, deixar de ser robôs diante do Imposto de Renda.

Novo Sistema de Procurações e-CAC: O que Muda na Prática?

Nos últimos meses, assisti a um movimento significativo dentro do universo fiscal brasileiro: a Receita Federal anunciou a versão modernizada do Sistema de Procurações Eletrônicas. Não exagero quando digo que muitas áreas foram impactadas, do meu cotidiano como redator especializado até as discussões que acompanho em grupos de profissionais contábeis. E há um motivo para tanta conversa: essa atualização mexe diretamente com a governança de acessos aos dados e operações no centro do e-CAC.

Escrevo aqui com um olhar atento, de quem conversa com desenvolvedores da Robolabs, que automatizam rotinas para escritórios e setores administrativos, mas também com quem debate todo dia questões como segurança digital, rastreabilidade e proteção patrimonial. Nesta nova era das procurações eletrônicas, a clareza e o controle deram passos largos. Mas há também mais responsabilidade, inclusive para você que lida com clientes que delegam poderes diariamente.

Entendendo a modernização do sistema de procurações eletrônicas

Antes de me aprofundar nos detalhes que mais me chamaram atenção, preciso explicar: o novo sistema é o “porteiro” do acesso digital à Receita. Toda vez que alguém acessa o ambiente virtual do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, geralmente assume os poderes que lhe foram outorgados por uma procuração eletrônica. O que mudou é que o mecanismo de concessão, gestão, acompanhamento e cancelamento dessas permissões ficou muito mais rígido e transparente.

Agora, ao acessar o ambiente de gestão de procurações, é possível verificar:

  • Qual a duração precisa de cada autorização
  • Quais escopos de acesso foram permitidos (impostos, declarações, certidões, entre outros)
  • Quem são os titulares e quais são os representantes autorizados
  • De que maneira esses representantes estão utilizando as permissões concedidas

Ou seja, a Receita Federal não só redesenhou a interface, mas trouxe junto uma camada mais sofisticada de controle e auditabilidade. O resultado é um sistema menos propenso a fraudes, esquecimentos e acessos não revogados por distração ou falta de processo.

Tela do novo sistema de procurações eletrônicas da Receita Federal Os novos protocolos de segurança e rastreamento

Algo que ficou marcante nessa atualização foram os novos protocolos de segurança. Uma das maiores reclamações que eu escutava, especialmente de contadores que dependem do acesso remoto ao ambiente digital fiscal de seus clientes, era a dificuldade de provar exatamente quem fez o quê e quando.

O sistema anterior permitia margem para dúvidas. Agora, com os logs detalhados, cada ação dentro do ambiente digital fica registrada com data, hora e identificação do usuário. Isso significa que, em uma eventual dúvida ou questionamento judicial, fica mais fácil comprovar responsabilidades.

Nos diálogos com parceiros da Robolabs, notei como isso impacta a automação: RPAs que acessam sistemas fiscais precisam lidar com credenciais detalhadas. O novo sistema simplificou a administração e atualização dessas permissões, facilitando auditorias internas e externas para grandes escritórios que mantêm dezenas ou centenas de procurações ativas.

Como funciona, na prática?

No acesso via ambiente digital, o responsável pela empresa ou pessoa física pode visualizar todas as permissões concedidas. É possível filtrar por representante, por escopo ou por prazo. Caso uma autorização não faça mais sentido, por fim de contrato, férias de colaborador, mudança de responsável, o cancelamento pode ser imediato.

O antigo processo era mais lento e, confesso, resultava em autorizações esquecidas ou nunca mais revisadas. Agora, ficou claro quem pode o quê, por quanto tempo e para qual finalidade. Isso me parece fundamental.

Revisar permissões digitais não é mais dica, é regra do jogo.

Outra ferramenta que julgo interessante é a notificação por expiração de procuração. O novo modelo emite alertas para o titular e para o representante autorizando, por exemplo, revisão ou renovação dos poderes. Assim, é menos provável ocorrer o típico “esqueci de revogar aquela autorização”, que, nas mãos erradas, pode causar dano real.

Interface atualizada: mais fácil de usar, mais difícil de errar

Se você trabalha ou já trabalhou com o ambiente antigo da Receita Federal, sabe o quanto a experiência era pouco amigável. A reformulação trouxe menus mais claros, instruções em linguagem direta, e uma visualização tipo painel, quase como um dashboard de permissões. Agora, não preciso de um manual para entender quais poderes uma empresa delegou ou para quem está valendo uma autorização específica. O ganho em usabilidade é notório.

Painel digital mostrando procurações ativas de empresa Destaco alguns pontos de destaque que percebi:

  • Alerta visual de permissões prestes a expirar
  • Diferenciação clara entre poderes plenos e limitados (por período, escopo, etc.)
  • Histórico de alterações e de uso, facilitando conferência posterior
  • Fluxo simplificado para inclusão e revogação de representantes

Essas ferramentas reduzem o risco de esquecimento de permissões antigas, facilitam auditorias e dão mais tranquilidade para empregadores e representados. Já vi na prática: escritórios contábeis gastando menos tempo corrigindo problemas e mais tempo focados em atividades estratégicas, algo que combina muito com a proposta da Robolabs, de robotizar tarefas exaustivas e liberar o capital humano.

Mais controle, menos risco de fraude e cruzamentos fiscais sofisticados

No passado, alegar desconhecimento ou alegar fraudes em acessos digitais era relativamente comum, e frequentemente a Receita Federal não tinha elementos para diferenciar má-fé de mera desorganização do contribuinte. Com a atualização das procurações eletrônicas, o padrão subiu.

Agora, toda movimentação no ambiente fiscal relacionado à autorização digital ficou mais visível e documentada. Para escritórios que processam informações de muitos clientes ou empresas com equipes financeiras numerosas, isso muda bastante. Não são raras histórias de autuações fiscais por ações realizadas após o fim do vínculo do representante, simplesmente porque ninguém lembrou de revogar o acesso digital.

Procuração ativa nas mãos erradas é convite para o desastre.

Autuações indevidas, vazamento de dados, envio de declarações sem ciência do titular, tudo isso ficou mais fácil de investigar e, o principal, de evitar. Com o rigor maior no registro de acessos e permissões, o cruzamento de dados fiscais ganhou uma camada extra de proteção e clareza.

Até mesmo profissionais como advogados tributaristas, como Daniel Guimarães, que acompanham a evolução normativa, vêm reconhecendo o avanço. Em declaração recente, ele se mostrou satisfeito com o progresso, mas alertou: “O contribuinte nunca teve tanta responsabilidade sobre os próprios acessos. Saber exatamente quem pode agir em seu nome, por quanto tempo e para qual finalidade deixou de ser recomendação para se tornar condição necessária”. Assino embaixo.

Visão do advogado Daniel Guimarães: mais proteção, mais responsabilidade

Em um bate-papo que assisti recentemente, Daniel Guimarães destacou, com clareza, como esse novo cenário é positivo para a proteção jurídica e patrimonial. Segundo ele:

“O sistema turbina a defesa do contribuinte, mas também não deixa margem para desatenção. Agora, falta de controle é sinônimo de exposição a riscos e autuações difíceis de reverter”

Essa fala me impactou e, honestamente, concordo muito. A falsa sensação de segurança, achar que o digital se regula sozinho ou que o risco é irrelevante, caiu por terra. Uma autorização esquecida pode ser usada de má-fé, entregar dados sensíveis, disparar obrigações acessórias ou até influenciar fiscalizações futuras.

  • Permissões antigas podem ser exploradas caso permaneçam ativas após término de contratos
  • Divergência nas datas de concessão e revogação já causou muitos problemas a empresas
  • Agora, é possível provar que expiração foi respeitada e que poderes não foram abusados

Na visão do advogado, atualizar controles e revisar regularmente as permissões digitais hoje é parte do compliance. Não dá para tratar o gerenciamento de acessos digitais como rotina burocrática, agora é política de proteção jurídica.

Benefícios práticos para escritórios contábeis, advogados e empresas

No meu dia a dia, conversando tanto com especialistas em automação quanto com advogados, vejo nitidamente o quanto o novo ambiente digital para procurações impacta positivamente a rotina dos escritórios. E destaco aqui, sem receio de repetir: o sistema melhora a governança digital para quem usa o e-CAC toda semana, seja controlando uma empresa ou gerindo dezenas de clientes.

Equipe de contadores analisando painel digital Os principais efeitos perceptíveis:

  • Rastreabilidade: facilita descobrir se um acesso não foi autorizado ou ultrapassou o período permitido
  • Padronização: agora é possível adotar controles internos automáticos, integrando inclusive com sistemas como os desenvolvidos pela Robolabs para monitoramento e revisão periódica
  • Redução de riscos: menos espaço para ações indevidas, fraudes internas ou externas
  • Jurisprudência favorável: com histórico detalhado de acessos, a defesa contra autuações fica mais robusta

Percebo que o ambiente ficou mais seguro também para os profissionais que dependem das autorizações dos clientes. Ninguém mais precisa depender da “memória” ou de planilhas avulsas para administrar acesso. Isso reduz o estresse, evita desgastes no relacionamento e profissionaliza ainda mais o segmento.

Como adaptar a rotina: sugestões do que observei e apliquei

Com base na experiência que acompanhei entre clientes e colegas, deixo uma lista de boas práticas que já se mostram úteis nesse novo cenário:

  1. Revise todas as procurações ativas: faça um checklist anual ou semestral
  2. Dê preferência sempre por delimitar prazos e escopos das autorizações
  3. Configure notificações de expiração e revise antes que o sistema as cancele automaticamente
  4. Registre todo processo de concessão e revogação: salve logs, notificações e recibos digitais
  5. Oriente colaboradores sobre seus acessos, evitando que compartilhem senhas ou criem atalhos inseguros
  6. Integre os controles do novo ambiente digital com sistemas internos, se possível usando soluções como as personalizadas da Robolabs para criar rotinas de investigação automática de solicitações suspeitas
  7. Em caso de dúvidas, consulte sempre um especialista em direito tributário

Pode parecer burocrático à primeira vista, mas, na minha observação, essas medidas evitam retrabalho, litígios e prejuízos muitas vezes irreparáveis.

Proteger quem pode acessar o ambiente fiscal digital é tão importante quanto proteger os dados bancários.

Exemplos reais: riscos de permissões antigas ou permissões mal definidas

Recentemente, um amigo que atua em escritório contábil compartilhou um caso que ilustra bem a gravidade do tema. Eles descobriram, apenas com a atualização, que um ex-funcionário seguia com acesso irrestrito porque a procuração eletrônica não foi revisada após a demissão. Imagina o potencial de dano, acesso a declarações, movimentação de dados fiscais, e riscos de autuações inesperadas.

Outro caso: uma empresa concedeu, sem limitar o escopo, poderes plenos a um colaborador terceirizado. Após o fim do contrato, esse representante enviou documentos sem autorização, ocasionando punição fiscal. Graças ao novo modelo digital, foi possível identificar que o problema decorreu da falha inicial na parametrização da procuração.

Esses exemplos, infelizmente, não são isolados. Periodicamente, ocorrem problemas envolvendo permissões concedidas sem revisão ou sem a atenção devida ao fim do relacionamento profissional. Fica evidente: a atualização do ambiente digital de autorizações chegou para deixar tudo mais transparente, e seguro para todos.

Impacto direto: automação, compliance e os próximos passos

Como alguém que observa a digitalização das rotinas fiscais e administrativas, consigo ver claramente que a modernização das procurações afeta diretamente três frentes:

  • Compliance: a regularidade fiscal exige agora controles e registros de acessos mais detalhados
  • Automação: sistemas automatizados precisam gerenciar permissões de modo inteligente, com atualização de escopos, prazos e auditoria constante
  • Responsabilidade: gestores e titulares devem adotar uma postura preventiva ativa, não esperando problemas surgirem para agir

Na Robolabs, por exemplo, já notei movimentação para integrar ferramentas que monitoram o painel de autorizações e alertam usuários sobre situações de risco. Assim, escritórios podem atuar de forma mais proativa, usando a automação para evitar esquecimentos e melhorar a qualidade do atendimento.

Mais do que recomendação, agora é obrigação

Sempre que converso com alguém do setor fiscal, costumo repetir: a revisão periódica das permissões digitais não pode ser deixada de lado. O novo cenário regulatório faz dessa prática uma necessidade básica. Deixar uma procuração ativa, fora dos controles, é pedir para ter dor de cabeça lá na frente, seja por danos financeiros, seja por questionamentos judiciais.

Controle não é só processo, é proteção para seu patrimônio e sua carreira.

Conclusão: Um novo paradigma para proteger acessos digitais e a reputação profissional

Neste momento, quem atua na área contábil, advocatícia ou administrativa precisa tratar o gerenciamento de autorizações no ambiente virtual da Receita Federal como prioridade inadiável. O novo sistema veio para aumentar o nível de clareza, segurança e controle sobre quem representa empresas e pessoas físicas no ambiente digital fiscal brasileiro.

Vejo, com otimismo, o quanto essa mudança contribui para fortalecer a confiança nas interações eletrônicas e prevenir problemas graves. Para mim, como para os clientes da Robolabs, que buscam eliminar tarefas repetitivas e fortalecer a governança digital, essa é uma oportunidade de elevar a maturidade do compliance.

Se você ainda não revisou as autorizações concedidas, ou sequer sabe dizer quem são todos os representantes ativos da sua empresa ou escritório, a hora de agir é agora. Faça desse novo sistema um aliado, e nunca um risco oculto.

Conheça também como a Robolabs pode ajudar seu escritório ou sua empresa a automatizar o monitoramento de autorizações digitais e proteger seus dados de forma inteligente. Venha conversar conosco e descubra como “libertar humanos de serem robôs” pode ser o passo seguinte na sua jornada de segurança fiscal e automação com propósito.

Pix: riscos, fraudes e proteção ao consumidor em discussão na Câmara

Desde que o Pix foi lançado no Brasil, acompanhei de perto as transformações que ele trouxe, tanto profissionalmente, em projetos como o da Robolabs, quanto como consumidora e cidadã. Parece até difícil lembrar como eram as transferências bancárias antes dele. Em pouco tempo, o Pix tornou-se parte do nosso dia a dia. Super prático, rápido, disponível 24 horas, sem precisar esperar horas para o dinheiro cair. Mas junto com tanta agilidade, surgiram novos desafios. E foi justamente para discutir essas questões que a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública no dia 4 de junho. O que estava em pauta? A privacidade, segurança e transparência do Pix, seus riscos e a proteção necessária ao consumidor.

O Pix mudou o Brasil, mas também mudou o perfil das ameaças digitais.

O Pix na rotina dos brasileiros: benefícios e preocupações crescentes

Não há dúvida de que o Pix caiu no gosto da população. Eu mesma, quase não uso mais dinheiro em espécie ou cartão para pequenas compras. Desde fruteiras de bairro até grandes empresas passaram a aceitá-lo e, na minha opinião, isso democratizou as transações.

No entanto, como toda ferramenta inovadora, o Pix trouxe consigo preocupações legítimas. Entre as principais, está o aumento de fraudes, golpes e crimes de engenharia social, esses últimos, conhecidos pelos golpes onde o criminoso engana a vítima, levando-a a agir acreditando estar segura. As discussões mais recentes mostram que explorar a vulnerabilidade humana continua sendo um dos caminhos preferidos dos criminosos digitais.

Celular exibindo tela do Pix em ambiente moderno de escritório O que foi debatido na Comissão de Defesa do Consumidor?

No dia 4 de junho, participei virtualmente da audiência pública promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O foco estava claro: entender se as novas ferramentas do Pix estão respeitando a privacidade e se garantem a segurança dos usuários. O debate ficou ainda mais tenso ao se falar sobre rastreabilidade das transações, controle, combate à lavagem de dinheiro, publicidade enganosa e práticas consideradas abusivas.

Os parlamentares e especialistas convidados apontaram uma preocupação crescente: a necessidade de ampliar a transparência, tanto para bancos quanto para órgãos de fiscalização, é urgente diante do aumento constante das tentativas de fraude. A sensação mista de liberdade e medo que muitos sentem ao usar o Pix foi ecoada nos relatos de pessoas que caíram em golpes, com consequências reais e graves.

Foco na proteção do consumidor

O deputado Vinicius Carvalho (Republicanos-SP) destacou algo com o que concordo totalmente:

Nenhuma ferramenta de pagamento pode crescer sem colocar o consumidor em primeiro plano.

Ele ressaltou que, apesar do sucesso do Pix no Brasil, a elevação dos crimes eletrônicos exige atenção redobrada ao consumidor. E se falou muito sobre três itens:

  • Fraudes eletrônicas cada vez mais sofisticadas;
  • Golpes utilizando engenharia social para enganar e pressionar a vítima;
  • Crimes digitais que, apesar de parecerem distantes, batem à porta de pessoas comuns diariamente.

Os riscos do Pix: uma porta aberta para golpes

No meu círculo, percebi que muita gente não sabe identificar golpes digitais, porque eles evoluem muito rápido. De tentativas grosseiras com mensagens suspeitas, passamos a táticas quase imperceptíveis, como mensagens idênticas às de bancos, ou o famoso “Golpe do WhatsApp”.

Os riscos associados ao Pix hoje não se limitam aos erros de digitação, mas às técnicas de manipulação e à apropriação de dados sensíveis das vítimas. Como já atendi clientes assustados com casos assim, posso dizer que o medo não é exagerado.

O golpe vai além do digital

O caso investigado recentemente pela Polícia Civil do Distrito Federal mostra como criminosos ampliaram seu repertório. A investigação revelou uma organização criminosa especializada em fraudes digitais e extorsão. Só para dar uma ideia: eles movimentaram mais de R$ 2,65 milhões com ameaças, sequestro e lavagem de dinheiro, e tudo começou quando uma vítima transferiu, via Pix, dois valores que somaram R$ 1 mil.

Polícia analisa dinheiro, celulares e computadores em mesa de perícia Como agiam os criminosos?

  • Entravam em contato usando aplicativos de mensagens instantâneas;
  • Ameaçavam as vítimas, inclusive mostrando armas de fogo em chamadas de vídeo;
  • Faziam pressão psicológica intensa, sugerindo ter conexões com o PCC;
  • Usavam informações sensíveis para tornar o medo mais palpável;
  • Exigiam transferências imediatas, sempre por Pix, aproveitando a rastreabilidade ainda limitada em algumas situações.

A investigação seguiu pistas digitais e rapidamente avançou: mandados de busca e apreensão foram cumpridos, os principais articuladores tiveram bens sequestrados, e até prisão preventiva foi decretada. O curioso é que os acusados podem responder por três crimes: extorsão, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, com penas que chegam a 28 anos de prisão.

O crime mudou: une digital, sensação de insegurança e violência psicológica.

O impacto desse caso para quem usa Pix

O que mais me chamou a atenção ao analisar detalhadamente esse caso foi como a criminalidade se adapta ao ritmo das inovações tecnológicas. Em ambientes empresariais, como os atendidos pela Robolabs, vejo as áreas de contabilidade e administração preocupadas com a exposição de dados sensíveis. Afinal, se um simples contato por aplicativo de mensagens pode precipitar uma série de agressões digitais, o que dizer de centenas de operações diárias?

Avanços na proteção: o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e outras iniciativas

Considerando essa realidade, fiquei satisfeita em observar que o Banco Central lançou, em 2024, o autoatendimento do chamado Mecanismo Especial de Devolução, ou “MED”. Trata-se de uma resposta direta ao aumento dos golpes e fraudes no ambiente do Pix.

A devolução automática é um alívio para quem foi vítima de fraude financeira.

O MED permite, de forma agilizada, a solicitação de devolução dos valores subtraídos em processos fraudulentos. A partir de agora, a vítima tem acesso a um canal mais direto, sem depender exclusivamente da proatividade das instituições financeiras. Eu acredito que isso melhora o sentimento de confiança entre os usuários, ao menos diante de incidentes que antes eram tratados com muita burocracia.

Como funciona o autoatendimento do MED?

  • A vítima identifica que caiu em um golpe via Pix;
  • Faz a solicitação através do próprio sistema do banco;
  • O processo é iniciado automaticamente, com prazos e trâmites bem definidos;
  • O dinheiro pode ser estornado se constatado o golpe, respeitando determinações do Banco Central.

Obviamente, nem todos os casos terão devolução garantida. Mas há mais transparência e um caminho claro, que era uma demanda antiga de consumidores.

Pix parcelado: o que muda para outubro de 2025?

Não menos relevante foi o anúncio de que a regulação do chamado “Pix Parcelado” está prevista para outubro de 2025. Apesar de já ser possível dividir pagamentos em algumas soluções de terceiros, essa solução oficial promete regras padronizadas, maior segurança legal e, espera-se, menos espaço para armadilhas.

Parcelar pelo Pix em breve deixará de ser uma aventura e se tornará uma opção regulamentada.

Por agora, fico atenta ao desenrolar dessas normas. Novos mecanismos, quando regulados, ampliam também o dever de fiscalizar e educar os usuários.

Audiência pública em sala da Câmara dos Deputados debate Pix O papel da rastreabilidade, transparência e controle

Na audiência pública, um dos pontos mais debatidos foi sobre a rastreabilidade das operações. Quem já tentou reverter um Pix sabe, na prática, como ainda é difícil rastrear todo o trajeto do dinheiro entre contas, sobretudo quando há uso de contas “laranjas” ou transferências em cadeia.

No contexto da Robolabs, vejo como tecnologias de automação, como as que desenvolvemos para escritórios contábeis ou áreas administrativas, podem ajudar na prevenção e alerta de transações suspeitas. Não são soluções mágicas, mas reduzem consideravelmente o espaço para falhas humanas, que muitas vezes são exploradas por criminosos digitais.

Mais rastreabilidade significa dar às autoridades, bancos e consumidores a possibilidade de agir mais rápido diante de fraudes, bloqueando o dinheiro antes que ele se dissipe.

Transparência e informações claras

Transparência virou palavra-chave no debate. Instituições financeiras precisam prestar contas sobre como analisam denúncias, tratam evidências de fraude e protegem seus clientes. Como consumidora, sinto falta de relatórios claros e didáticos. A informação técnica, muitas vezes, não chega ao cidadão comum, o que pode desestimular a busca pelos próprios direitos.

Educação é prevenção

Se tem algo que sempre repito em conversas sobre tecnologia financeira é que, por mais avançada que seja a inovação, a educação digital ainda é a maior barreira contra golpes. O caso investigado pela Polícia Civil mostra justamente isso: muitos criminosos contam com o medo e o desconhecimento das vítimas.

Educação digital é a principal vacina contra fraudes do Pix.

Na prática, algumas orientações básicas já ajudam bastante:

  • Sempre conferir o nome e CPF/CNPJ do destinatário antes de realizar transferências;
  • Desconfiar de mensagens urgentes ou ameaçadoras, principalmente vindas de contatos desconhecidos;
  • Nunca compartilhar informações bancárias em aplicativos de mensagens sem confirmação do pedido;
  • Utilizar sistemas de bloqueio, reconhecimento facial e autenticações em dois fatores sempre que disponíveis.

A Robolabs atua, inclusive, orientando clientes empresariais sobre essas práticas, integrando automação de processos a parâmetros de segurança.

Aula sobre segurança digital em Pix com professor, jovens e lousa digital O papel das empresas de tecnologia e automação

À frente de projetos como o da Robolabs, vejo com clareza o impacto da automação na redução de riscos. Automatizar tarefas digitais repetitivas, como conferência de comprovantes, bloqueio de transações suspeitas e geração de relatórios, é justamente libertar pessoas da sobrecarga operacional e evitar que erros humanos proporcionem brechas para golpes.

Colocando colaboradores digitais para atuar nessas etapas, as empresas ganham tempo e fiabilidade, restando aos profissionais humanos a análise crítica de ocorrências atípicas. Enxergar a tecnologia como um aliado do compliance e da cultura de prevenção faz parte da modernização, tanto para escritórios quanto para setores financeiros e contábeis.

Iniciativas para fortalecer a confiança no Pix

Mesmo diante dos riscos, é importante dizer: o Pix não é a causa dos crimes, mas sim o novo alvo da criminalidade adaptada aos tempos digitais. O combate será sempre de muitos lados, sistema financeiro, tecnologia, educação, legislação e, claro, participação ativa dos usuários.

  • Investimento contínuo em sistemas antifraude, sem burocratizar demais a experiência do usuário;
  • Campanhas educativas constantes, porque golpes evoluem e todos precisam ficar atualizados;
  • Colaboração entre empresas de tecnologia, instituições financeiras e autoridades para compartilhar dados e acelerar bloqueios em tempo real;
  • Facilidade para notificar suspeitas e buscar devolução, como o novo autoatendimento do MED.

Refletindo sobre a sofisticação dos golpes: o futuro do Pix depende de prevenção ativa

Eu já presenciei, em palestras e treinamentos, relatos de pessoas que tiveram suas vidas afetadas por golpes digitais. A complexidade dessas fraudes é crescente. Elas misturam abordagens clássicas (ameaçar a vítima, criar senso de urgência) com recursos tecnológicos modernos (falsificação de telas, clonagem de contas, engenharia social adaptada ao perfil da vítima).

Por isso, iniciativas como a audiência pública da Câmara e o avanço do MED sinalizam que a sociedade está em busca de soluções antes que a perda de confiança comprometa uma conquista tão valiosa quanto o Pix. Empresas, especialistas, legisladores e consumidores precisam agir juntos, e rapidamente.

O crescimento seguro do Pix: qual o caminho?

Em resumo, o crescimento do Pix exige um equilíbrio delicado. Praticidade e velocidade, sim, mas sem sacrificar a segurança do consumidor. O debate na Câmara dos Deputados mostra um país atento aos desafios e disposto a ajustar o que for necessário para proteger usuários.

A transparência na regulação de novas ferramentas como o Pix Parcelado, o fortalecimento de mecanismos de rastreio e devolução e o incentivo maciço à educação digital são passos certeiros para o futuro. Aqui na Robolabs, acredito que integrar automação ao monitoramento e prevenção é uma grande aliada: libera o potencial humano de nossos clientes e combate, com precisão, os riscos que só aumentam.

Confiança digital é conquistada, não imposta.

Conclusão: tecnologia, educação e legislação lado a lado

O caso investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal e o debate na Câmara dos Deputados deixaram claro: à medida que o Pix se consolida, as ameaças digitais se tornam mais sofisticadas e frequentes. Para garantir que todos possam seguir usando o Pix com tranquilidade, precisamos de rastreabilidade, transparência e, sobretudo, informação acessível ao consumidor.

Na prática, cabe a cada usuário e empresa se blindar, adotando medidas básicas de segurança e buscando atualizações frequentes sobre novas modalidades de golpe. E, se estiver se perguntando como proteger também o ambiente empresarial, saiba que automação sob medida, como a que oferecemos na Robolabs, pode ser um aliado valioso no combate a ameaças digitais e no alívio do trabalho repetitivo. Transformar processos é, no fim das contas, cuidar das pessoas.

Se ficou interessado em saber como a tecnologia pode ajudar seu escritório ou setor financeiro a navegar com mais segurança pelo universo digital do Pix, convido você a conhecer a Robolabs. Vamos, juntos, libertar quem trabalha de ser “robô” e fortalecer a confiança em cada operação digital. Estou à disposição para conversar!

COFINS: Guia Completo Sobre Cálculo, Impactos e Reforma Tributária

Durante muitos anos atuando em contabilidade, percebi como termos como COFINS cercam o dia a dia, mas há sempre dúvidas: o que é, como é calculada, o que mudou e, principalmente, como lidar quando o Brasil decide repensar tudo com a reforma tributária. Gosto de traduzir temas densos, como esse, em casos do cotidiano. Porque, no fim, toda empresa sente no caixa o impacto de cada modificação nessa famosa contribuição social.

O que é COFINS e para que serve?

Vou começar pelo princípio. COFINS, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, é um tributo federal criado pela Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991. Ela surgiu para garantir parte da verba que sustenta áreas fundamentais como saúde, previdência e assistência social no Brasil.

É o financiamento da seguridade social que bate direto no orçamento empresarial.

Diferente de outros impostos que se diluem em diferentes destinos, a COFINS vai exclusivamente para despesas dessas três áreas. Quem paga? Qualquer pessoa jurídica, inclusive aquelas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda. Em resumo, se você tem CNPJ, provavelmente já lidou com esse tributo de perto.

A arrecadação é focada em:

  • Saúde pública
  • Previdência Social
  • Assistência social

Como é calculada a COFINS?

Às vezes parece mais complicado do que é. A alíquota padrão da COFINS é 2% e incide sobre o faturamento mensal, ou seja, a receita bruta da venda de mercadorias ou prestação de serviços. Parece simples, mas tem nuances.

No cálculo, considera-se:

  • Venda de mercadorias
  • Venda de mercadorias e serviços
  • Prestação de serviços de qualquer natureza

Ou seja, qualquer receita bruta vai entrar na conta. O que muita gente não percebe é o impacto disso mensalmente, especialmente quando se pensa no crescente universo do e-commerce. Com o crescimento de 76% nos últimos três anos, segundo fontes do próprio mercado, vejo muito empresário sendo pego de surpresa pelo tamanho da fatia da COFINS no faturamento.

Teclado com papéis de cálculo de tributos ao lado O passo a passo do cálculo

  1. Levante a receita bruta mensal total.
  2. Aplique a alíquota de 2% diretamente sobre esse valor.
  3. Se a empresa estiver em regime de apuração cumulativa ou não cumulativa (lucro presumido ou real), verifique as deduções e créditos, já que isso pode alterar consideravelmente o valor final.

Já vi muitas dúvidas surgirem quanto à base de cálculo, principalmente com regimes tributários diferentes e por conta das discussões judiciais em torno do tema. Falarei disso mais adiante.

Discussões recentes e temas polêmicos ao redor da COFINS

A cada nova notícia sobre COFINS, novos desafios surgem para escritórios de contabilidade e áreas financeiras. Destaco alguns dos temas que mais geraram debates no último ano:

  • A União questionando a base de cálculo do PIS/COFINS: houve dúvidas se tributos deveriam ou não ser considerados dentro da base, especialmente o ICMS, levando a discussões intensas.
  • Relatório da MP 1303/2025: debateu-se um aumento significativo na tributação de instrumentos como LCI e LCA (letras de crédito), o que mexeu com produtos de investimento preferidos por muitos negócios rurais e imobiliários.
  • STF e a ADC 98: a inclusão (ou não) de outros tributos no PIS/COFINS está em pauta no Supremo Tribunal Federal, o resultado pode mexer na base de cálculo e alterar, para cima ou para baixo, valores recolhidos nos últimos anos.

Arrisco dizer, sem exagero, que (quase) todo contador do interior paulista já revisou planilhas mais de uma vez por conta dessas idas e vindas. No meu contato com clientes, percebo a insegurança sobre o que muda efetivamente, e até dúvidas sobre a escolha do regime tributário mais adequado, principalmente para quem está no Simples Nacional.

Impactos do crescimento do e-commerce na apuração da COFINS

O comércio eletrônico no Brasil avançou 76% em três anos. Impressionante, né? Só que, ao contrário do que muitos pensam, esse crescimento também gerou “efeitos colaterais” para quem apura COFINS.

  • Mais receitas digitais geram mais obrigatoriedades fiscais.
  • Crescimento rápido exige revisão constante do regime tributário.
  • Empresas precisam monitorar o acúmulo de notas e vendas, já que cada operação soma na base de cálculo.

Já presenciei empresas sendo apanhadas de surpresa pelo crescimento. O antigo processo manual de apuração simplesmente não dava mais conta. É nesse contexto que vejo a automação, como a que a Robolabs oferece, tornando-se cada vez mais necessária. Com robôs digitais, tarefas repetitivas são eliminadas e o risco de erro humano reduz bastante.

Automação é sinônimo de mais tranquilidade para sua operação contábil.

Reforma tributária: principais mudanças e desafios para COFINS, PIS e empresas

A reforma tributária em discussão no Brasil é, deixando a linguagem jurídica de lado, um verdadeiro terremoto. Eu já vi mudanças grandes acontecerem, mas nunca com um volume tão grande de temas discutidos ao mesmo tempo.

Unificação de tributos: IBS, CBS e CIB

O que vem aí? O texto da reforma propõe a unificação de uma série de tributos, criando o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e CIB. Isso vai, pelo menos no papel, simplificar a vida de quem calcula e paga COFINS e PIS, já que ambos seriam substituídos por uma única contribuição, a CBS.

Mas quem já trabalhou com nota fiscal ou ERP sabe, pela experiência, que “dar certo” depende de muitos detalhes. Muitas empresas do interior paulista, por exemplo, enfrentam dificuldades para atualizar sistemas, treinar equipes e entender o que fazer com históricos de créditos acumulados.

Profissional analisando documentos sobre reforma tributária na mesa Foco em simplificação: unificação de documentos fiscais

De todas as propostas da reforma, a que mais escuto como “favorita” entre os contadores é a simplificação documentária: um documento fiscal unificado para notas. Será o fim do pesadelo das inúmeras obrigações acessórias que conhecemos hoje?

O PLP 108, que trata de parte dessa reforma, já foi votado no Senado, reforçando a expectativa de que em breve exigências e controles ficarão menos complexos, pelo menos é o que se espera.

Possíveis impactos sobre o aluguel, fim do PERSE e desoneração de data centers

Alguns pontos menos discutidos, mas igualmente relevantes para vários setores:

  • Aluguel com IBS, CBS e CIB: contratos de aluguel (especialmente de imóveis comerciais) poderão ser impactados por novas cobranças, exigindo reavaliação de valores e contratos.
  • Fim do PERSE (programa de recuperação do setor de eventos): o fim desse regime especial aumenta a carga tributária para empresas do setor cultural e de entretenimento.
  • Nova política de desoneração de data centers: talvez menos visível no dia a dia, mas importante para quem depende de tecnologia, com potencial de baratear operações e armazenamento de dados.

Atenção especial para o Simples Nacional e ERPs contábeis

Empresas optantes pelo Simples Nacional vão ter que tomar decisões quanto à forma de tributação. A reforma prevê o fim de alguns regimes e a necessidade de escolha sobre como recolher impostos federais, estaduais e municipais.

Quem usa ERPs contábeis, como muitos dos clientes que acompanho, precisa ficar muito atento a atualizações. Mudanças em campos, cadastros e layouts afetam diretamente tanto a apuração quanto o pagamento da COFINS e futuros tributos unificados.

2026 será o ano da transição. Empresas preparadas sentem menos impacto.

Julgamento do STF e o impacto na base de cálculo da COFINS e PIS

Outro ponto que gera angústia, especialmente para departamentos fiscais: o julgamento da ADC 98 pelo STF, que decide sobre a inclusão de tributos nos cálculos da COFINS e PIS.

  • Há risco de modulação, ou seja, o STF pode definir desde quando vale a nova interpretação, afetando valores já pagos ou devidos em anos anteriores.
  • Especialistas alertam que uma decisão contrária pode gerar aumento de carga tributária de forma retroativa.

Em minhas conversas com outros profissionais, percebo muita gente revisando o passado. Algumas empresas fazem provisões para cobrir eventuais cobranças futuras, outras têm dúvidas se devem alterar imediatamente seus procedimentos internos. O impacto direto pode ser enorme, principalmente para setores que trabalham com margens apertadas.

Como a tecnologia e automação simplificam as tarefas ligadas a COFINS

Não posso deixar de falar sobre o papel da tecnologia nisso tudo. Empresas que investem em automação sentem diferença real. Na Robolabs, por exemplo, tenho acompanhado como a criação de colaboradores digitais personalizados alivia o peso das tarefas repetitivas ligadas à apuração de PIS e COFINS.

Robô digital trabalhando com documentos fiscais Já vi casos em que os processos manuais levavam até dois dias por mês só para apurar PIS/COFINS. Com automação, esse tempo caiu para algumas horas, sem o desgaste de erros ou retrabalhos. Vale lembrar alguns dos principais ganhos:

  • Eliminação de retrabalho, pois robôs não se esquecem de cruzar dados ou de prazos
  • Apuração mensal feita sem demora, liberando tempo dos profissionais para análise estratégica
  • Maior rastreabilidade nos cálculos, facilitando auditorias e revisões internas
  • Redução do estresse quando há mudanças inesperadas no sistema tributário

Automação tira o peso das tarefas mecânicas e libera o humano para análise e estratégia.

Obviamente, automação não resolve toda a complexidade tributária, que depende de legislação, interpretação e acompanhamento das regras, mas elimina boa parte do trabalho mecânico, como defendemos aqui na Robolabs.

Desafios na escolha do regime tributário e adaptação à reforma

Com tantas mudanças, muita gente me pergunta: qual regime escolher? Para empresas do Simples Nacional, cada vez mais comuns no interior paulista, o cenário fica delicado. Será preciso avaliar:

  • Se a unificação compensará ou aumentará o peso final dos tributos
  • Como acomodar possíveis créditos remanescentes na transição
  • Se vale ou não a pena migrar de regime, considerando faturamento, setor e localização

Em alguns casos, pelo que venho acompanhando, empresas preparadas já buscam simulações para definir o melhor cenário possível. Outras aguardam análises jurídicas e possíveis ajustes do Congresso e do Judiciário. A transição prevista para 2026 exige preparação desde já, tanto em termos contábeis quanto tecnológicos.

Inclusão de IBS e CBS no ICMS: risco de aumento de impostos?

A dúvida que paira sobre muitos setores é se a inclusão do IBS e CBS na base de cálculo do ICMS vai resultar em soma de imposto sobre imposto, inflando a carga final.

  • Alguns defendem que a reforma resolve o “efeito cascata”.
  • Outros alertam para possível aumento de impostos e preços ao consumidor final.

Eu, sinceramente, acredito que só sentiremos todos os efeitos nos próximos anos. Mas fica o conselho: monitorar de perto cada publicação do Senado e decisões do STF é bom negócio para qualquer contador ou empresário.

Notas fiscais brasileiras em formato digital, unificadas na tela do computador Impactos práticos nas rotinas de contabilidade e ERPs

Por fim, tenho visto muitos sistemas de ERP correndo atrás de atualizações para acompanhar as mudanças. Rotinas como apuração, geração de guias, conciliação de receitas e administração de créditos vão demandar adaptações frequentes de agora em diante. Empresas que se antecipam conseguem, inclusive, evitar gastos desnecessários com refação.

Automação, como já vivi na Robolabs, ajuda a mitigar erros nessas transições. Robôs podem rapidamente ser reprogramados para seguir a nova legislação, enquanto pessoas estariam dispersas conferindo alterações em manuais e legislações. A diferença no controle e rapidez é muito clara.

Checklist breve para preparação rumo a 2026

  • Monitorar notícias sobre o julgamento da ADC 98 do STF
  • Simular cenários com e sem a inclusão de tributos na base de cálculo do PIS/COFINS
  • Rever contratos de aluguel empresarial na ótica do IBS/CBS/CIB
  • Analisar o impacto do fim do PERSE nos custos e margens
  • Atualizar ERPs com bases legais recentes
  • Avaliar potencial de automação de tarefas fiscais repetitivas

A preparação de hoje define a tranquilidade do futuro.

Conclusão: COFINS em transformação e o papel da automação

Se tem algo que aprendi nesses anos é que a única constante na tributação brasileira é a mudança. COFINS pode até parecer apenas mais uma sigla no meio de tantas, mas faz diferença no caixa e na estratégia de qualquer negócio.

Com a reforma tributária em andamento, julgamentos importantes no STF e avanços gigantes na tecnologia, estamos diante de um momento decisivo. Empresas que investem em preparação e automação digital, como fazemos na Robolabs, estão mais perto de transformar o desafio em vantagem competitiva.

Quer entender como automatizar sua apuração de PIS e COFINS, reduzir riscos e liberar sua equipe do trabalho mecânico? Conheça mais sobre as soluções sob medida da Robolabs e prepare seu negócio para a próxima fase do sistema tributário brasileiro!

Reforma Fiscal e Mudanças Para Um Estado Mais Flexível

Introdução: Por que precisamos olhar além dos impostos?

Quando escuto a expressão “Reforma Fiscal”, confesso que a maioria das pessoas ao meu redor logo pensa em mudanças de impostos ou aumento de carga tributária. Mas, ao mergulhar em estudos e acompanhar debates, percebo que o conceito é bem mais profundo. Falar de reforma na gestão pública é pensar em como o Estado brasileiro organiza, administra e direciona os recursos, desde a elaboração do orçamento até a definição das prioridades e a execução de políticas públicas.

O que, na prática, temos é um sistema engessado, em que quase tudo já está previamente determinado. Não importa se estamos passando por uma crise na saúde, mudando o cenário da economia ou enfrentando novos desafios sociais. A margem de manobra é mínima, quase inexistente.

O orçamento público no Brasil parece uma camisa de força.

É sobre essa dificuldade de adaptação e sobre os caminhos para um Estado mais flexível que quero conversar aqui. Afinal, sem mudanças reais, continuaremos tropeçando nos mesmos obstáculos de sempre.

O que está travando o orçamento brasileiro?

Um ponto que sempre salta aos meus olhos quando analiso os números do orçamento é a quantidade assustadora de despesas obrigatórias. Aproximadamente 90% de tudo aquilo que o Estado movimenta todos os anos já está comprometido por regras constitucionais e outros dispositivos legais.

Isso significa que sobra pouco espaço para o gestor público escolher onde aplicar o dinheiro, mesmo quando circunstancias pedem respostas rápidas. A pandemia de Covid-19, por exemplo, deixou claro o quanto o Estado brasileiro tem pouca margem para redirecionar recursos.

Mudanças econômicas, emergências de saúde ou desastres naturais exigem flexibilidade, mas o modelo atual simplesmente não permite.

As amarras das vinculações orçamentárias

Mas o que torna o sistema tão rígido? Boa parte da resposta está nas famosas vinculações constitucionais que “carimbam” o dinheiro para determinados setores. Educação, saúde, transferências para estados e municípios, Previdência… tudo tem sua fatia já definida.

Entendo o valor dessas proteções, que nasceram de causas nobres: evitar que áreas fundamentais ficassem de fora do orçamento. Só que com o tempo, fomos amarrando o Estado ao ponto de torná-lo incapaz de priorizar medidas urgentes ou inovar em políticas públicas.

Hoje, reorganizar essas amarras não significa abandonar o compromisso com saúde ou educação, por exemplo. Significa dar mais autonomia ao gestor, permitindo uma realocação baseada em necessidades concretas, metas de qualidade e indicadores mensuráveis, não apenas valores travados na lei.

Homem com gráficos e papéis analisando orçamento público A necessária revisão das vinculações e o papel do gestor público

Cada vez que analiso discussões sobre o orçamento, vejo o debate se perder entre dois extremos: de um lado, quem não aceita abrir mão de proteção nenhuma; do outro, quem quer “descarimbar” tudo de uma vez só. Mas acredito que existe um meio-termo: rever as vinculações não para enfraquecer áreas-chave, mas para fortalecer a gestão pública.

  • Priorizar metas de resultado ao invés de valores fixos
  • Criar avaliações periódicas para garantir qualidade do gasto
  • Flexibilizar a alocação sem abandonar compromissos sociais

Não basta garantir dinheiro; é preciso garantir resultados reais para a população.

É como vejo empresas como a Robolabs fazendo no setor privado: a busca por melhores processos e decisões automatizadas libera talentos para trabalhos mais estratégicos. No governo, isso pode se traduzir em mais recursos indo para onde fazem diferença, conforme mudanças nas demandas sociais e econômicas.

Previdência e servidores públicos: O nó nos orçamentos estaduais e municipais

Fila de servidores públicos em agência de previdência social

Uma das maiores fontes de desequilíbrio nas contas dos estados e municípios é o déficit dos regimes próprios de Previdência dos servidores. Venho observando há anos que, apesar de tentativas de ajustes, o problema só cresce. O peso do pagamento de aposentadorias corrói os recursos locais, sobrando quase nada para outros investimentos.

O desafio é enorme porque envolve direitos adquiridos, pressão social e políticas locais. Ao meu ver, a saída está em regras de transição mais viáveis, que respeitem quem já planejou a aposentadoria, mas que corrijam distorções históricas e, ao mesmo tempo, incentivem a previdência complementar.

Sem mudanças estruturais na Previdência dos servidores, qualquer tentativa de flexibilizar o orçamento ficará sempre ameaçada pelo crescimento rápido desse tipo de despesa.

Acredito que é possível adotar regras de transição mais equilibradas, e incentivar fortemente fundos de previdência complementar. Não só se alivia o orçamento no médio e longo prazo, como também se prepara o sistema público brasileiro para desafios demográficos já conhecidos, como o envelhecimento da população.

O desgaste do atual arcabouço fiscal e a busca por um novo modelo

Sempre me pergunto: por que mesmo depois de muita discussão, as metas fiscais do Brasil parecem não funcionar como deveriam? A resposta pode estar no desgaste do atual arcabouço, que se apoia em parâmetros pouco flexíveis, sem considerar momentos de crise ou necessidade de maior investimento em certas áreas essenciais.

Metas engessadas não protegem o futuro, só dificultam o presente.

Já vi discussões acaloradas sobre tetos e travas, mas acredito que precisamos de algo mais realista. Um novo modelo deveria combinar:

  • Limites claros para crescimento do gasto público
  • Preservação de investimentos relevantes mesmo em tempos de ajuste
  • Permissão para atuação mais ampla do Estado em cenários de crise econômica

Esse novo desenho precisa ser transparente e com acompanhamento constante por parte da sociedade. Concordo que ter regras dá segurança, mas elas precisam refletir a realidade, não apenas criar obstáculos para o funcionamento do Estado.

Inclusive, há discussões interessantes sobre isso na categoria de produtividade do blog da Robolabs, principalmente refletindo sobre o impacto de regras rígidas em ambientes que deveriam ser inovadores.

Investimentos públicos: O ciclo do desperdício e a necessidade de um novo planejamento

Em minha experiência acompanhando obras públicas e projetos de infraestrutura, torna-se impossível ignorar a quantidade de iniciativas que começam sem orçamento garantido ou estudo aprofundado. O resultado são canteiros abandonados, recursos desperdiçados, expectativas frustradas.

O ciclo se repete: projetos iniciam antes da hora, param por falta de recursos, precisam ser retomados mais caros depois. Além disso, a falta de avaliação de impacto impede que o que de fato melhora a vida da população seja priorizado.

Planejar mal é gastar o dinheiro de todos à toa.

Defendo uma abordagem pautada em mecanismos para identificar, antes de tudo, quais projetos trazem maior retorno social e econômico. Só depois, caberia iniciar a execução, desde que as fontes de recursos estejam asseguradas do começo ao fim.

  • Estudo prévio de viabilidade
  • Reserva garantida de recursos
  • Avaliação contínua do impacto do projeto
  • Punição para atrasos e má gestão

Até sistemas automatizados, como os desenvolvidos pela Robolabs, podem ajudar na análise de dados e acompanhamento do andamento dessas obras, por exemplo. Já atendi clientes do setor público que, com automações simples, passaram a monitorar etapas de execução com mais precisão, reduzindo desperdícios.

Há mais sugestões sobre automação nesse contexto na seção automação contábil do nosso blog – fica a dica para quem gosta de processos mais ágeis.

Descentralização e o repasse de competências: União, estados e municípios em descompasso

Outra pedra no caminho de uma gestão pública mais adaptável é a concentração de receitas na União, enquanto Estados e Municípios carregam responsabilidades crescentes, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança.

Mapa do Brasil com fluxos de dinheiro entre União, estados e municípios Tenho acompanhado cidades pequenas assumindo compromissos impossíveis sem a transferência proporcional de receitas. Não é raro ver gestores locais em apuros para arcar com pisos salariais ou novos programas sociais sem os recursos necessários, criando dependência ou até descontinuidade de serviços importantes.

Por isso, penso que faz sentido repensar o pacto federativo brasileiro e suas bases:

  • Descentralizar não só obrigações, mas também receitas
  • Definir de forma objetiva as competências de cada ente
  • Criar critérios transparentes para transferências de recursos

Assim, municípios e estados teriam mais autonomia para tomar decisões de acordo com suas realidades, sem depender tanto de repasses emergenciais vindos do Governo Federal.

Transparência, indicadores e cultura de avaliação na administração pública

Um pensamento recorrente que tenho é: por que o setor público encontra tanta dificuldade em criar cultura de avaliação de resultados? No setor privado, há sempre cobrança por indicadores, metas, análises de qualidade. No serviço público ainda é raro.

Sem avaliação, não há aprendizado. Sem aprendizado, os erros se repetem.

O que defendo não é a simples flexibilização do orçamento, mas uma revisão acompanhada de mecanismos de transparência e cobrança de resultados. Alguns caminhos que acredito relevantes são:

  • Definir indicadores claros de qualidade de serviços públicos
  • Criar avaliações periódicas reais, com participação social
  • Adotar metas de médio e longo prazo, não apenas curtas e imediatistas

A transparência não é apenas publicar dados, mas sim compartilhar informações acessíveis e permitir debate qualificado.

A automação pode ser fundamental nesse cenário. Ferramentas inteligentes (como as desenvolvidas pela Robolabs) conseguem reunir, processar e apresentar dados em tempo real, facilitando a fiscalização e a gestão baseada em evidências. Tenho visto projetos pilotos interessantes que, só pela organização automática, já trazem ganhos para a administração.

Exemplos recentes de crises e a urgência da flexibilidade estatal

Não gosto de dramatizar, mas basta olhar alguns dos episódios dos últimos anos para perceber o quanto a falta de flexibilidade custa caro à sociedade. Penso na pandemia, onde hospitais precisaram de recursos que demoraram demais para chegar, na demora do socorro quando houve enchentes em cidades do Sul, ou nas mudanças abruptas de inflação.

Enfermeiros em hospital esperando recursos em crise da pandemia Em todos esses contextos, se o Estado tivesse tido mais margem legal para direcionar recursos rapidamente, a resposta teria sido melhor. A rigidez orçamentária expõe o país não só à demora nas soluções, mas também à sensação de impotência do gestor público diante de emergências.

Colocar a Reforma Fiscal em pauta significa não apenas “mexer em impostos”, mas revisar todo o processo de elaboração e execução do orçamento, prevendo espaço para adaptações rápidas e responsáveis.

O mundo muda. O orçamento também precisa acompanhar.

Como a inovação pode ajudar: automação e cultura de dados

Sou defensor da tecnologia como aliada, e vejo todos os dias seu impacto positivo quando o assunto é gestão pública. Automatizar não resolve tudo, mas elimina tarefas repetitivas e libera energia para atividades realmente estratégicas.

Na Robolabs, já acompanhei clientes do setor público ganhando agilidade ao implantar rotinas robotizadas: automatizar checagem de convênios, controlar prazos, auditar orçamentos, analisar grandes volumes de dados para tomada de decisão.

A transformação digital não é apenas adotar sistemas, mas mudar a lógica de trabalho, priorizando o raciocínio estratégico ao invés do operacional.

Quando inserimos automação em áreas ligadas à administração, à contabilidade pública ou aos departamentos financeiros, diminuímos o risco do erro humano em funções repetitivas, aumentamos o controle e promovemos uma visão mais ampla sobre o uso do dinheiro público. Para gestores interessados em mais informações, indico acompanhar a categoria de produtividade do blog da Robolabs, sempre com novidades e casos práticos.

Os grandes desafios: romper hábitos e criar uma nova cultura

Preciso admitir que, para qualquer Reforma Fiscal ser bem-sucedida, não basta mexer em leis e normas. Vai ser preciso também coragem coletiva para romper práticas antigas e criar o hábito de planejamento transparente, avaliação de resultados e diálogo social.

Mudar o Estado é também mudar a cultura de quem faz a gestão pública.

É um processo que exige tempo, negociação constante e foco em um objetivo: um Brasil capaz de colocar seus recursos onde eles mais fazem diferença no dia a dia das pessoas. Isso só ocorre quando metas, indicadores e avaliações deixam de ser exceção e passam a ser regra.

Conclusão: Reforma fiscal para um Estado mais prático e mais humano

Chego ao final desse texto com a convicção de que conversar sobre Reforma Fiscal é, antes de tudo, discutir como reorganizar a administração pública, tirando o Estado da camisa de força e tornando possíveis respostas rápidas, planejadas e equilibradas às demandas da sociedade.

Não se trata de abandonar áreas importantes, nem de abrir mão de conquistas históricas. É um convite para repensar o ciclo de priorizações, fortalecer a autonomia do gestor, estimular transparência, aprimorar investimentos e valorizar o resultado, e não o processo em si.

A urgência, comprovada por crises recentes, só reforça o valor de uma reforma que olhe menos para o passado e mais para necessidades futuras. Com o apoio da automação e de uma nova cultura de avaliação e planejamento, como faço questão de demonstrar em projetos da Robolabs, acredito que o Brasil pode caminhar para um Estado mais flexível, justo e conectado à vida real dos cidadãos.

A mudança começa com o debate – mas depende de ação e atualização constante.

Se você quer conhecer como a automação pode transformar o seu setor público, administrativo ou escritório contábil, te convido a conhecer os serviços e soluções da Robolabs. Siga acompanhando nossos conteúdos para se preparar para uma nova era de gestão inteligente, transparente e humana.

ECA Digital e Nova ANPD: O Que Muda na Proteção de Dados Infantils

Quando Felipe Castanhari, mais conhecido como Felca, publicou seu vídeo sobre a adultização das crianças, não imaginava, talvez, que reacenderia um debate nacional tão sério. Em pouco tempo, o conteúdo viralizou, ecoando preocupações sobre a segurança e o bem-estar dos pequenos no universo digital.

Esse movimento na internet acabou pressionando o Congresso Nacional a tirar da gaveta um antigo projeto de lei. O resultado foi a publicação do chamado ECA Digital.

Junto dessa iniciativa, uma reestruturação sem precedentes na proteção de dados no Brasil despontou: a Medida Provisória (MP) 1.317/2025, que transforma a ANPD em uma agência reguladora.

“Crianças merecem mais do que apenas filtros. Precisam de proteção real, agora.”

Como advogada com experiência em relações governamentais e envolvimento intenso na mediação de interesses ligados à LGPD e à ANPPD, venho acompanhando de perto esse cenário em rápida mutação. O objetivo deste artigo é explicar, com simplicidade e profundidade, como essas mudanças vão realmente afetar a vida de crianças, famílias, empresas – e você, que trabalha com automação, dados ou tecnologia, como é o caso da Robolabs.

O que é o eca digital?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), desde 1990, procura garantir direitos. Mas a internet mudou tudo. Vulnerabilidades surgiram, difíceis de se prever trinta anos atrás.

O “ECA Digital” – apelido da Lei 15.211/2025 – surge para cobrir essas novas lacunas. Ele não substitui o ECA tradicional, só amplia seu alcance para abranger ameaças e situações específicas do ambiente digital. São normas, de fato, pensadas para proteger infantes e adolescentes conectados.

Mas… O que há de diferente, falando em proteção de dados? Vamos detalhar passo a passo.

Criança usando tablet em ambiente interno Adultização, exposição e privacidade

Após o vídeo do Felca, “adultização” virou palavra do momento. O acesso precoce a conteúdos e perfis não adequados para idade ficou no centro dos debates. A explosão de desafios, visualizações e postagens sem limite escancarou o quanto dados sensíveis dos pequenos circulavam livremente.

O ECA Digital busca combater:

  • Coleta indevida de dados de menores em aplicativos e sites
  • Publicação e exposição não autorizada de imagens ou vídeos
  • Práticas de manipulação ou publicidade dirigida a crianças sem o devido consentimento parental
  • Falta de filtros ou barreiras adequadas em redes sociais, apps e games

Em resumo: o controle vai além dos pais, exigindo obrigações práticas diretamente das empresas, desenvolvedores e operadores de tecnologia.

A transformação da anpd: de autoridade para agência

Em 18 de abril de 2025, saiu no Diário Oficial: a ANPD agora se tornou oficialmente Agência Nacional de Proteção de Dados. O status mudou e, conforme a MP 1.317/2025, novas responsabilidades e poderes surgem.

  • Autonomia administrativa e financeira
  • Poder decisório próprio e mais amplitude nas investigações e fiscalizações
  • Criação de 200 novos cargos para especialistas, reforçando o corpo técnico
  • 18 cargos em comissão a partir de efetivos vagos e mais 26 posições de confiança
  • Tudo planejado sem aumento do orçamento

Por que isso agora? O próprio governo admite: a estrutura anterior é pequena demais para responder à avalanche de denúncias e casos crescentes – principalmente, com o ECA Digital exigindo respostas rápidas e coerentes.

Mais autonomia significa decisões mais ágeis e menos interferência política.

Isso tudo parece mudança burocrática, mas não é. Ganha força a fiscalização, as multas e, principalmente, a capacidade de acompanhar a evolução tecnológica.

Pressa e efeito imediato

Medidas provisórias têm força de lei desde o primeiro dia. Isso significa que, neste exato momento, a ANPD já opera como agência reguladora. No entanto, precisa ser confirmada pelo Congresso em, no máximo, 120 dias.

Se não passar na comissão mista, na Câmara e no Senado? Tudo perde efeito. A responsabilidade volta à estrutura anterior. Para o setor, essa incerteza vira preocupação constante.

Os principais pontos da lei 15.211/2025

A Lei do ECA Digital detalha regras muito diretas. Seguem, de forma simples, os principais aspectos:

  1. Consentimento dos pais: Coleta, uso e compartilhamento de dados de crianças só podem ocorrer mediante autorização expressa dos responsáveis.
  2. Transparência das informações: Políticas de privacidade precisam ser claras, lidas facilmente por crianças e adultos.
  3. Direito de exclusão: Pais podem solicitar a exclusão integral de dados dos filhos, inclusive de históricos em apps, com prazos objetivos para resposta.
  4. Proibição de publicidade invasiva: Não é permitido direcionar ofertas sob medida a crianças, nem estimular compras “camufladas” dentro de jogos e plataformas.
  5. Responsabilidade solidária: Empresas, desenvolvedores e até influenciadores podem ser responsabilizados em caso de incidentes ou exposição indevida.
  6. Barreiras técnicas obrigatórias: Plataformas devem garantir mecanismos de bloqueio, controle de idade e filtros adequados à faixa etária.
  7. Educação digital obrigatória: Escolas, públicas e privadas, passam a ter metas de formação em cidadania digital, prevenção a golpes e respeito à privacidade.

Talvez, a lista pareça dura, mas reflete uma tentativa real de diminuir riscos até então subestimados.

Reunião de autoridades públicas com documentos O papel das empresas de tecnologia e automatização

Para negócios como a Robolabs, que trabalham com soluções digitais sob medida, o novo ECA Digital vai além da adequação legal – abre oportunidades inéditas de agregar valor social e reputacional.

  • Desenvolver aplicativos e plataformas já em conformidade com privacidade infantil
  • Oferecer consultoria sobre implementação de filtros, controles de idade e educação digital
  • Contribuir com inovação para tornar o ambiente online mais seguro sem exageros nem bloqueios totalizantes

Robolabs, por exemplo, pode colaborar no desenvolvimento de soluções de automação para escritórios contábeis que também lidam com dados de menores em cadastros, beneficiando administradores e gestores preocupados com a nova lei.

É hora de sair da postura apenas reativa e assumir protagonismo em boas práticas digitais.

Quem fiscaliza agora?

Com a nova ANPD atuando como agência, o poder de auditoria e punição se multiplica. As sanções, inclusive, podem atingir não só gigantes da internet, mas qualquer operadora, escola, clínica, startup, profissional liberal – ou seja, o alcance é mesmo muito amplo.

E não basta se adequar somente no papel. Auditorias serão mais frequentes e criteriosas.

Quem pensa que dados de crianças “não têm valor”, está enganado. Para o crime digital, valem ouro.

O que antes era visto como “detalhe” operacional passou agora a ser linha de frente até mesmo para pequenas empresas. Não há mais desculpa: todos precisam se comprometer.

Principais desafios para a sociedade e o setor público

Engana-se quem acha que só empresas de tecnologia estão envolvidas. Pais, educadores, agentes públicos e influenciadores também têm papel fundamental. Afinal, o vídeo do Felca começou esse movimento mostrando situações cotidianas, muitas vezes banais.

Alguns pontos que merecem debate:

  • Sabemos informar suficientemente pais e responsáveis sobre riscos digitais? Onde podemos melhorar?
  • Qual o limite da responsabilidade das plataformas e do governo versus autonomia familiar?
  • Como garantir inclusão digital sem criar barreiras ou vigilância excessiva?
  • De quem é a culpa em vazamentos ou incidentes: do app, do operador, dos pais, da escola?

Nada disso tem resposta perfeita. Mas é aqui que a atuação de profissionais do setor público, como eu, pode ajudar na mediação e na busca de consensos que considerem a proteção de dados sem engessar o progresso tecnológico.

Impactos na rotina das empresas e nas práticas cotidianas

Com novas regras, até atividades aparentemente simples mudam:

  • Vendas on-line: exige filtro de idade, consentimento claro e política explicativa.
  • Cadastros em escolas, clínicas e clubes: só podem coletar dados estritamente necessários.
  • Publicidade digital e e-mails: ficam proibidas abordagens que tentem enganar ou manipular menores.
  • Games e apps infantis: passam a ser fiscalizados quanto a compras internas e dados compartilhados.

Aqui, soluções automatizadas ganham espaço. Ter robôs digitais personalizados para cada rotatividade de processo, como já faz a Robolabs, permite não só reduzir erros, mas dar respostas rápidas às novas exigências de privacidade.

Robôs digitais trabalhando em escritório moderno Para administradores e profissionais da área fiscal e contábil, como os parceiros da Robolabs, entender essas mudanças é também uma forma de ampliar segurança jurídica e fortalecer confiança perante clientes e familiares.

Aliás, quem busca mais reflexões sobre formas de transformar o cotidiano empresarial com automação e práticas modernas, encontra bons debates disponíveis em portais especializados.

Educação e cultura digital: o elo mais frágil

A lei pode melhorar, a fiscalização pode apertar, os autos de infração podem dobrar. Mas se crianças, pais e educadores não entenderem o perigo dos dados circulando soltos, pouco adianta. Afinal, muitos abusos acontecem por descuido ou desconhecimento.

Eis aqui a importância da educação digital prevista no ECA Digital. E isso passa por:

  • Inserir temas de privacidade e proteção em disciplinas da grade escolar
  • Realizar campanhas em massa, nas ruas e na internet, com linguagem simples
  • Parcerias com influenciadores e empresas para produção de conteúdo relevante
  • Capacitação continuada de professores, conselheiros tutelares e servidores públicos

As escolas terão metas para registrar atividades, projetos e resultados. Empresas que atuam em educação digital ganham espaço para inovar – novamente, a automação e a personalização de processos, como os defendidos pela Robolabs, podem dar enorme suporte.

Sem cultura digital, a lei vira papel. O conhecimento transforma.

O caminho é longo, porém, temos agora um marco regulatório mais adaptado à era da informação.

Como se preparar: passos para empresas que lidam com dados de menores

Empresas já sentiram, mesmo que de leve, o baque do ECA Digital. E agora?

  1. Revisar as políticas de privacidade e termos de uso: Certifique-se que a linguagem é acessível, tanto para adultos quanto para crianças.
  2. Mapeamento de risco: Identifique onde dados de menores circulam ou ficam armazenados (inclusive backups).
  3. Implementar barreiras técnicas: Filtros de idade, bloqueios e notificações parentais já na base dos sistemas.
  4. Capacitar equipes: Promova treinamentos, inclusive para equipes de marketing e vendas digitais. Todos devem saber o que mudou.
  5. Criar canais de atendimento específicos: Pais terão direito de exigir esclarecimentos, exclusão de dados e revisão de práticas.
  6. Buscar soluções automatizadas: Automatizar rotinas documentais, exclusão de dados, consentimentos e relatórios pode aliviar custos e evitar falhas. Aqui, projetos como os desenvolvidos pela Robolabs se mostram especialmente úteis.
  7. Ficar atento à tramitação: Ainda há instabilidade no cenário legal, pois a MP precisa confirmação parlamentar. Acompanhar o noticiário e atualizar-se é fundamental.

Por mais que pareça um trabalho gigantesco, o segredo está em buscar apoio, se informar e automatizar o que for possível sem perder controle humano.

O que esperar dos próximos anos?

A transformação é profunda. Mas, sinceramente, nada garante que não precisaremos de novas adaptações em breve. A tecnologia avança, hábitos mudam – e o crime acompanha.

Pais e filhos navegando em computador com proteção digital A publicação do ECA Digital e o fortalecimento da ANPD são avanços. Ainda assim, quem pensa que basta entregar o problema ao governo ou aos gestores de tecnologia corre risco de se frustrar.

  • Escolas precisam inovar mais, dentro e fora da sala
  • Pais precisam questionar, aprender, se informar, fiscalizar
  • Mercado precisa inovar e compartilhar soluções inteligentes
  • Influenciadores têm responsabilidade extra de exemplo
  • Política pública não pode parar nos papéis. Precisa virar rotina

Empresas e profissionais que investirem em personalização, automação e educação – como incentiva a Robolabs e seu portfólio de automação contábil – estarão melhor preparados.

Reflexões finais: agilidade, diálogo e tecnologia a serviço da proteção

Em pouco tempo, o cenário mudou drasticamente graças à internet, influência dos movimentos digitais como o de Felca, e ajuste rápido do Congresso. Isso mostra como a sociedade influencia a legislação, mas também como deve cobrar resultados e continuidade.

Fica, então, um convite:

A proteção de dados de crianças não é só lei. É responsabilidade coletiva.

Quer saber como automatizar rotinas, proteger dados e transformar processos administrativos sem perder o lado humano? Descubra mais sobre a Robolabs. Deixe-nos mostrar como a automação personalizada pode ajudar a construir um ambiente digital mais seguro, eficiente e, acima de tudo, humano. Entre em contato, conheça nossos conteúdos e esteja à frente das mudanças.

O futuro exige atitude. Robolabs está pronto. E sua empresa?

Inteligência Artificial Fiscal: 7 Erros que Podem Custar Milhões

 A inteligência artificial transformou a maneira como lidamos com informações fiscais. Softwares e robôs são capazes de processar, analisar e entregar relatórios com uma velocidade e precisão impensáveis alguns anos atrás. Mas toda novidade traz riscos, especialmente quando envolve dinheiro. E, quando falamos de tributos, basta um deslize para perdas imensas aparecerem sem aviso.

Vamos entender como a inteligência artificial fiscal tem avançado, os ganhos conquistados e, principalmente, os erros que podem custar milhões. Para isso, levo em consideração a bagagem de Roberto Dias Duarte, o RDD, referência no setor contábil e mentor de dezenas de empresas na área.

O crescimento acelerado da inteligência artificial na área fiscal

Imagine um escritório fiscal nos anos 1990. Pilhas de documentos, calculadoras, retrabalho humano até tarde da noite. Agora, pense em uma equipe apoiada por algoritmos que conferem notas fiscais, cruzam dados, detectam inconsistências e sugerem correções instantaneamente.

“Automatizar é libertar o humano do mecânico.”

Com a inteligência artificial, surgiram os colaboradores digitais, como os desenvolvidos pela Robolabs, que fazem o trabalho repetitivo de maneira ágil, transparente e sob medida. Processos contábeis e fiscais ganharam escala, erros bobos diminuíram e as entregas ficaram mais rápidas.

  • Documentos fiscais processados em minutos;
  • Análises de riscos automatizadas;
  • Padrões de compliance respeitados sem desatenção;
  • Informações acessíveis para toda a equipe;
  • Menos pressão sobre colaboradores humanos.

Mas, mesmo com tanta facilidade, a armadilha está na confiança cega. Como relatou RDD, com mais de 30 anos de atuação e vasta experiência em fusões, sucessões e consultoria administrativa, a automação nunca elimina a necessidade do olhar atento. Quando um erro acontece, ele pode se multiplicar silenciosamente, ganhando corpo até virar uma avalanche difícil de conter.

Computador moderno exibindo gráficos fiscais digitais O que pode dar errado? Perigos por trás da automação

Primeiramente robôs fazem o que mandamos. Se mandamos de forma errada, eles continuam, sem questionar. E aí mora o perigo. Pode ser um parâmetro mal configurado, uma interpretação equivocada da legislação ou um processo interno desatualizado. E, nas rotinas fiscais, cada detalhe conta.

RDD, com sua formação em administração, MBA pelo IBMEC e especialização internacional, costuma enfatizar: “a inteligência artificial é poderosa, mas não é infalível”. Assim como qualquer ferramenta, ela precisa ser revisada, testada e adaptada. Nenhum algoritmo encara a complexidade tributária brasileira com a sensibilidade de quem lida diariamente com clientes, consultores e novas regras.

Por que empresas apostam na automação fiscal?

  • Busca por redução de custos operacionais;
  • Aumento da velocidade dos fechamentos contábeis;
  • Prevenção de multas e autuações;
  • Liberação de talentos para atividades humanas, pensar, analisar, decidir;
  • Necessidade de auditar grandes volumes de dados rapidamente.

No entanto, mesmo quem investe em tecnologias de ponta, como RPAs personalizados da Robolabs, precisa olhar além das vantagens imediatas. Não basta confiar cegamente no que aparece na tela.

7 erros de inteligência artificial fiscal que podem custar milhões

Erros fiscais nem sempre são detectados de imediato. Muitas vezes, passam despercebidos por meses ou até anos, virando dores de cabeça monumentais depois. Veja a seguir sete erros frequentes − e perigosos − que merecem total atenção.

1. Configurações equivocadas

Muitos profissionais estabelecem parâmetros no sistema uma única vez e simplesmente esquecem deles. Mudou a legislação? Mudou o perfil do cliente? Mudaram os produtos ou fluxos de operação? Se as regras não acompanham essas mudanças, o robô segue as velhas rotinas.

“Robôs erram quando seguem ordens antigas.”

Já vi empresas perderem milhões em créditos fiscais porque o sistema não reconheceu corretamente tipos de operações. O barato da automação virou caro na pontinha do lápis.

2. Falta de revisão manual

A inteligência artificial facilita, mas o olhar humano ainda detecta incoerências que passam batido pelos algoritmos. Muitas vezes, confiar totalmente nos relatórios automatizados faz com que falhas simples não sejam corrigidas a tempo.

  • Erros nos Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOP);
  • Apuração automática de impostos sem confrontar notas emitidas;
  • Registros gerados de forma padronizada, mas inapropriados para exceções do negócio.

RDD relata que, em sua consultoria, já encontrou empresas que praticamente abandonaram a revisão humana. Parece moderno, mas o risco se tornou um fantasma sempre presente.

3. Interpretação errada da legislação tributária

Atualmente o Brasil é um dos países mais complexos do mundo quando o assunto é imposto. A legislação muda frequentemente, os estados têm regras próprias, há exceções para quase tudo.

Um robô fiscal pode interpretar literalmente a norma, mas, cá entre nós, quantas legislações permitem literalidade sem análise de contexto? Falha pequena, impacto gigante.

Profissional revisando documentos fiscais eletrônicos na tela 4. Atualizações mal gerenciadas

Por falar em mudança, atualizar sistemas fiscais automatizados exige preparação, comunicação e testes. Quando uma atualização não é bem implementada, surgem inconsistências graves. Dados de entrada mudam, campos são reorganizados e aquela confiabilidade tão valorizada desaparece.

O ideal é testar amplamente toda atualização antes de rodá-la em definitivo. Além disso, segundo RDD, muitas empresas pulam essa etapa por pressa ou excesso de confiança, e pagam caro a longo prazo.

5. Ausência de parametrização para exceções

A maioria dos robôs fiscais se baseia em rotinas padrão. Quando surge uma exceção, e, no mundo real, ela aparece frequentemente, a inteligência artificial pode patinar. A falta de flexibilidade no sistema acaba ignorando detalhes cruciais, gerando autuações ou perdas de crédito tributário.

  • Clientes com regimes especiais;
  • Operações interestaduais diferenciadas;
  • Produtos com isenções sazonais;
  • Compras internacionais com exigências próprias.

Grandes prejuízos surgem justamente quando se trabalha no automático e esquece o olhar personalizado para cada caso.

6. Relatórios expostos sem conferência

Assim, quando um relatório fiscal automatizado vai direto para o cliente ou para auditorias sem revisão prévia, o risco aumenta. Um campo mal preenchido, um valor invertido, uma categoria erroneamente classificada, esses deslizes corroem a imagem profissional, geram retrabalho e levam a multas.

RDD costuma dizer: “Robôs produzem em escala, mas só o humano sabe onde mora o erro.”

7. Falta de integração com outros sistemas

Por fim, muitas empresas automatizam o setor fiscal, mas se esquecem da integração com compras, vendas, financeiro e estoque. A inteligência artificial precisa de dados confiáveis e atualizados. Se ela “bebe” em fontes desatualizadas ou distorcidas, todos os cálculos posteriores são afetados.

“Automação sem integração é receita para dor de cabeça.”

Quedas de estoque, divergência em faturamento e impostos errados viram rotina em ambientes onde os sistemas não conversam direito.

O impacto dos erros fiscais: do prejuízo silencioso ao rombo inesperado

Pequenos deslizes em automações fiscais podem parecer inofensivos, mas, somados ao longo dos meses, ganham proporções gigantescas. Um erro de classificação, por exemplo, pode significar pagamento a maior ou a menor de impostos em dezenas de operações diárias.

  • Pagamento duplicado de tributos;
  • Perca de créditos a que se tem direito;
  • Multas por falta de cumprimento de obrigações acessórias;
  • Incompatibilidade nas demonstrações contábeis;
  • Risco reputacional, além do financeiro.

Portanto quando a autoridade fiscal encontra um erro acumulado, os juros e correções levam o problema a outro patamar. Não raro, empresas precisam refazer demonstrações, arcar com autuações e explicações públicas.

Sala de reunião com equipe preocupada analisando los resultados fiscais Como evitar armadilhas: postura crítica, capacitação e tecnologia adaptada

Ninguém quer voltar à era dos papéis, mas também não dá para dormir no ponto. O segredo é buscar sistemas inteligentes, como os oferecidos pela Robolabs, acompanhados de um processo rígido de revisão, capacitação da equipe e atualização contínua.

  • Mapeamento dos processos fiscais;
  • Treinamento constante dos responsáveis;
  • Validação cruzada (robô e humano conversam);
  • Monitoramento das integrações e dos dados;
  • Revisão periódica das regras e parâmetros;
  • Utilização de relatórios gerenciais para análises aprofundadas.

RDD sempre orienta empresas: o profissional contábil do futuro será aquele que usa a inteligência artificial como parceiro, nunca como substituto de si mesmo.

O papel da consultoria estratégica de RDD

Roberto Dias Duarte, formado em administração, mestre em andamento em Business Administration pela Florida Christian University e com MBA pelo IBMEC, atua como conselheiro, investidor serial e consultor estratégico há mais de 30 anos.

Esse conhecimento prático o levou a ajudar dezenas de empresas contábeis a implementar, revisar e aprimorar soluções fiscais tecnológicas. Sua abordagem prioriza flexibilidade, personalização e cuidado humano, princípios também aplicados na filosofia da Robolabs e em outros projetos de sucesso do mercado.

“Quem olha só para o robô esquece que o risco está na ponta da caneta, ou do mouse.”

Dicas para profissionais e empresas: como se preparar para o futuro fiscal

Você já parou para pensar se a sua empresa está realmente pronta para o novo cenário fiscal automatizado? Então, será que as configurações do sistema refletem sua realidade hoje? E a equipe, está treinada para revisar aquilo que robôs não capturam?

  • Mantenha-se informado sobre mudanças legislativas. É básico, mas muita gente escorrega logo nesse primeiro degrau;
  • Pense em automação como parceria, não mágica;
  • Busque feedback com clientes, auditores e colegas. Olhos de fora enxergam lacunas;
  • Documente tudo. Cada alteração, atualização e exceção;
  • Invista em capacitação continuada. Profissionais alinhados entendem o valor do processo, não só do resultado.

Sim, o caminho pode ser sinuoso. Mas empresas que abraçam a revisão crítica e a melhoria contínua abrem espaço para crescer, com segurança.

Estudo de caso: o perigo do excesso de confiança

Certa vez, uma empresa de médio porte delegou sua rotina fiscal a um sistema automatizado sem preparar a equipe de revisão. Durante meses, os relatórios estavam “corretos”. Apesar disso, só após uma auditoria externa, descobriram um erro de parametrização que havia gerado pagamentos indevidos e multas altíssimas.

O prejuízo superou sete dígitos. O mais irônico? O erro, mesmo grave, era fácil de detectar por quem conhece as exceções fiscais do setor, mas a automação “mascarou” o problema.

Conhecendo soluções confiáveis: por que escolher tecnologia alinhada ao humano?

Afim, os colaboradores digitais da Robolabs são personalizados para cada cliente, adaptando-se a rotinas, exceções e necessidades específicas. Embora a filosofia da empresa baseia-se na transparência: mensalidade fixa, ausência de custos de implantação e incentivo ao compartilhamento de processos que ampliam o retorno sobre investimento.

Ao unir tecnologia, acompanhamento humano e revisão estratégica, empresas conseguem alcançar resultados consistentes sem abrir mão da segurança. Assim como para quem busca aprofundar estratégias, no blog da Robolabs há diversos conteúdos sobre automação contábil e os principais avanços em rotinas fiscais digitais.

Robôs digitais personalizados interagindo em um ambiente de escritório

Onde conhecer mais articulistas contábeis?

Enfim, se você gostou deste texto e quer ampliar seu repertório, indico acompanhar a seção de automação contábil do blog, onde articulistas compartilham soluções, estudos de caso e dicas para quem deseja aliar tecnologia à inteligência humana na contabilidade.

Conclusão: seu próximo passo

Automação fiscal pode tirar a sobrecarga e tornar processos mais assertivos. Mas o melhor caminho segue mesmo no cruzamento entre tecnologia adaptada, acompanhamento humano e atualização constante. Inspire-se na visão de Roberto Dias Duarte e procure parceiros que pensam como você, como a Robolabs, que acredita numa contabilidade diferente: menos robótica, mais estratégica.

“Libertar humanos de serem robôs não é slogan. É missão.”

Descubra como impulsionar o seu escritório ou área financeira eliminando tarefas digitais, elevando o patamar de seu trabalho. Conheça hoje as soluções personalizadas da Robolabs e prepare-se para a contabilidade do futuro.