Imposto de renda 2026: oito erros ao informar rendimentos isentos
Em todo início de ano, quando chega o momento de pensar na declaração anual de ajuste do imposto de renda, percebo o quanto muitas pessoas se sentem inseguras ao preencher cada detalhe do formulário. Já vi de perto profissionais com experiência na área contábil cometendo deslizes bobos, especialmente no campo dos rendimentos isentos. Eu mesmo já me peguei repassando três vezes minhas informações só para garantir que não estava caindo em alguma das armadilhas comuns. E, em 2026, com a chegada da nova tabela e regras mais generosas para isenção, a responsabilidade de informar corretamente aumentou: um erro simples pode gerar dor de cabeça desnecessária, cair na malha fina ou até pagar imposto indevido.
Ao longo deste artigo, vou compartilhar alguns dos principais equívocos que observei, e vivi, ao informar rendimentos isentos no imposto de renda e como evitar cada um deles. Afinal, a rotina do contador já é suficientemente cheia de detalhes e, para escritórios de contabilidade e setores administrativos/financeiros, o apoio de tecnologias como as soluções da Robolabs pode ser um diferencial para evitar erros, economizar tempo e focar no que realmente importa: seu cliente e seu planejamento.
O que são os rendimentos isentos?
Antes de tratar dos erros, preciso explicar, de modo simples, o que são rendimentos isentos. Na declaração, eles se referem a valores recebidos que, pela legislação atual, não sofrem incidência do imposto de renda. Muitas vezes, mesmo sem pagar imposto, o contribuinte é obrigado a declarar essas quantias.
Alguns exemplos frequentes:
- Distribuição de lucros de empresas do Simples Nacional ou lucro presumido;
- Indenizações por rescisão de contrato de trabalho;
- Auxílio-doença, salário-maternidade e parte do seguro-desemprego;
- Julgados judiciais referentes a danos morais ou matérias;
- Poupança, certos tipos de LCI, LCA e letras do Tesouro;
- Pensão alimentícia (a partir de mudanças recentes);
- Herança, doações e outros previstos na legislação vigente.
Rendimentos isentos não são obrigatoriamente dispensados de registro na declaração. Deixar de declará-los pode ser um erro grave.
Quais mudanças trouxe o novo imposto de renda em 2026?
Analisando a nova tabela do imposto, que passou a valer com força total a partir de janeiro de 2026, observei dois pontos principais que impactam quem vai declarar:
- Isenção ampliada: Só precisa declarar imposto quem receber acima de R$ 5.000,00 por mês;
- Redução gradual: Faixas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 passam por regra de redução progressiva.
Mas preste atenção: a obrigatoriedade da declaração não se limita àqueles que pagam imposto. Ela alcança todos que recebem determinados tipos de rendimentos, mesmo que sejam isentos ou estejam na faixa superior da nova tabela.
“Informar mal os rendimentos isentos pode virar um problema sério.”
Erro 1: Não declarar rendimentos isentos por achar que estão “livres do leão”
Começo por esse erro porque foi o que mais vi acontecer, especialmente entre pessoas físicas e até pequenos empresários. Muita gente acredita que, por ser isento, aquele rendimento não precisa constar na declaração. Já precisei explicar, mais de uma vez, que esse é um mito.
Quando o fisco cruza dados bancários e encontra valores não declarados (mesmo que isentos), pode solicitar comprovação e, em alguns casos, abrir investigação por sonegação. Inclusive, um ponto importante: não declarar rendimentos isentos pode impactar financiamentos, obtenção de crédito e até heranças futuras.
Na prática, sempre incluo tudo. Utilizo sistemas inteligentes e automatizados, como os da Robolabs, que ajudam no mapeamento dos lançamentos para não perder nada, mesmo de fontes diferentes.
Erro 2: Confundir rendimentos isentos com não tributáveis
Pode parecer apenas semântica, mas vi muitos colegas confundirem esses conceitos. Isentos são rendimentos expressamente absolvidos do imposto, segundo lei vigente. Já os não tributáveis dependem de enquadramento específico, limite de valor, ou condições particulares.
- Poupança é isenta, desde que dentro dos produtos legais;
- Bolsa de estudo pode ser considerada isenta, mas depende do valor e da finalidade;
- Indenizações trabalhistas têm regras diferentes a depender do tipo de verba e do relacionamento empregatício.
Ignorar essa diferenciação gera informações erradas nos campos da declaração e atrai questionamentos da Receita.
Erro 3: Declarar valores de forma acumulada e não por fonte pagadora
Em anos anteriores, vi muitos clientes chegando com uma lista de valores isentos já “somados”. Eles apenas lançavam o montante global na ficha de rendimentos isentos, sem detalhar quem pagou o quê. Cada fonte pagadora exige um lançamento, individualizado, mesmo que o CNPJ seja semelhante ou os valores pequenos.
Eu sempre recomendo reunir cada informe de rendimento recebido de diferentes empresas, bancos ou órgãos. Caso utilize um serviço de automação contábil como a Robolabs, esse risco é minimizado porque o próprio sistema mapeia cada entrada e direciona para o local correto.
Erro 4: Esquecer de atualizar dados após mudanças na legislação
Já aconteceu comigo em um ano de mudança de regra: o cliente seguiu lançando pensão alimentícia como tributável porque “sempre foi assim”, ignorando a atualização que tornou essa verba isenta após decisão do STF, absorvida legalmente depois.
Permanecer preso a padrões antigos pode distorcer toda a estrutura da declaração. É sempre fundamental revisar as mudanças antes de enviar o formulário, especialmente em anos como 2026, em que houve alteração significativa na tabela e em diversas regras.
- Pensão alimentícia passou a ser totalmente isenta;
- Algumas indenizações judiciais entraram como isentas;
- Novos limites para saque de FGTS isentos foram definidos.
Quando uso automação, fico tranquilo porque o sistema já considera as normas mais recentes, reduzindo meu risco de repetir erros antigos.
“A legislação mudou? É hora de revisar seus hábitos de declaração.”
Erro 5: Declarar valores brutos, quando o correto seria o líquido
Um dos pontos mais polêmicos. Muitas vezes, ao receber um informe bancário, as pessoas tendem a declarar o valor bruto de um rendimento isento, antes de deduções legais, imposto retido, taxas e outros descontos.
Mas, em várias situações, o correto é informar apenas o valor efetivamente creditado. Por exemplo:
- Distribuição de lucros empresariais: só o valor líquido apurado na contabilidade;
- Rescisão de contrato: o que foi depositado após descontos sindicais, INSS etc.;
- Aplicações financeiras isentas: valores líquidos de resgate.
Informar de forma incorreta pode, além de gerar inconsistências, aumentar suas chances de cruzamento automático e eventual malha fina.
Erro 6: Ignorar comprovantes e documentação de suporte
Um erro clássico que já presenciei: confiar apenas na memória ou em extratos bancários, sem se preocupar com os comprovantes formais.
Se ocorrer fiscalização, é preciso apresentar os documentos que originaram aquele rendimento isento:
- Informes bancários;
- Recibos de distribuição de lucros;
- Sentenças judiciais;
- Recibos de bolsa de estudos, doações, heranças, etc.
Particularmente, gosto de manter arquivos digitais organizados e renomeados por tipo, data e CNPJ. Soluções de automação recomendam e, em alguns casos, já organizam todos os comprovantes em pastas específicas, facilitando não apenas a declaração, como possíveis fiscalizações.
Erro 7: Não conferir códigos adequados para cada tipo de rendimento
Quem nunca ficou em dúvida se aquele rendimento da poupança vai para o código 12 ou 14? Em meu percurso, acompanhei diversas autuações porque o contribuinte escolheu o código errado e, assim, o sistema de cruzamento automático identificou “divergência”.
Selecionar o código incorreto pode afetar restituição, gerar multas, atrasar processos e complicar a vida do contribuinte e do contador.
Separei abaixo os códigos mais comuns para algumas situações:
- Linha 12: Lucros e dividendos recebidos;
- Linha 13: Indenização por rescisão de contrato de trabalho;
- Linha 15: Pensão alimentícia;
- Linha 26: Bolsas, auxílios, prêmios;
- Linha 21: Rendimento de caderneta de poupança.
O preenchimento pode ser simples, mas não costuma perdoar disfunções. Por isso, mesmo que use plataforma automática, costumo revisar os códigos uma segunda vez antes de enviar.
Erro 8: Deixar de atualizar cadastros de dependentes e fontes pagadoras
Por último, um erro recorrente principalmente em famílias e empresas com muitos beneficiários: esquecer de atualizar CPFs, dados de dependentes e informações de fontes pagadoras. Já precisei corrigir declarações que repetiam dados desatualizados ou usavam CNPJs antigos de empresas que não existem mais, só porque foi “copiado do ano anterior”.
Dados errados comprometem a ligação entre valores recebidos e comprovantes, alimentando suspeitas de inconsistência documental. O correto é atualizar o cadastro de todos os envolvidos a cada ano, especialmente se houve alguma movimentação, nascimentos, óbitos ou mudança de empresas.
“O cuidado com os detalhes faz toda a diferença no ajuste anual.”
Como a tecnologia pode ajudar a evitar esses erros?
A automação entrou em cena para poupar o contador e o responsável financeiro de tarefas mecânicas, como identificar rendimentos, separar comprovantes e inserir dados repetitivos. Em minha experiência, a Robolabs se destaca ao usar robôs personalizados para cada cliente, reunindo informações de forma inteligente e atualizando automaticamente códigos, valores e limites conforme as leis vigentes.
Com automação, o risco de erro diminui e sobra mais tempo para conferir o que realmente faz diferença. Mesmo ao utilizar soluções digitais, ainda recomendo uma breve checagem humana: revisar os lançamentos que geram dúvida e conferir a documentação.
Dicas finais para acertar nos rendimentos isentos em 2026
Depois de tantas mudanças na tabela, é fundamental adotar um processo cuidadoso para cada etapa do preenchimento:
- Conferir todos os informes de rendimento e comprovantes antes de começar;
- Separar os valores por fonte pagadora e lançar de acordo com os códigos oficiais;
- Atualizar sempre os cadastros de dependentes, empresas e beneficiários;
- Revisar a legislação do ano vigente antes de preencher a declaração;
- Manter documentos organizados, físicos ou digitais, por pelo menos cinco anos.
E, claro, buscar auxílio de soluções tecnológicas pode poupar horas de trabalho repetitivo e virtualmente zerar os erros nas informações prestadas. Nesse ponto, o papel da Robolabs em digitalizar e automatizar a rotina do contador demonstra o real benefício de aproveitar a inteligência artificial a serviço da transparência e do cuidado.
Conclusão: O segredo está na atenção aos detalhes
Não existe fórmula mágica, nem para o leigo, nem para o profissional de contabilidade. Ao longo dos anos, aprendi que o segredo para uma declaração tranquila, sem surpresas ou multas, está na atenção aos pequenos detalhes e na atualização constante sobre as regras do imposto de renda vigente em cada ciclo.
Informar corretamente os rendimentos isentos significa evitar problemas com a Receita, garantir uma restituição adequada e, principalmente, transmitir confiança ao cliente e à equipe.
Se você quer revolucionar a forma como lida com dados, automatizar o que é repetitivo e empregar energia no que realmente importa, convido você a conhecer melhor as soluções da Robolabs. Dessa maneira, a contabilidade se torna um agente estratégico e os humanos podem, enfim, deixar de ser robôs diante do Imposto de Renda.

Os novos protocolos de segurança e rastreamento
Destaco alguns pontos de destaque que percebi:
Os principais efeitos perceptíveis:
O que foi debatido na Comissão de Defesa do Consumidor?
Como agiam os criminosos?
O papel da rastreabilidade, transparência e controle
O papel das empresas de tecnologia e automação
O passo a passo do cálculo
Foco em simplificação: unificação de documentos fiscais
Já vi casos em que os processos manuais levavam até dois dias por mês só para apurar PIS/COFINS. Com automação, esse tempo caiu para algumas horas, sem o desgaste de erros ou retrabalhos. Vale lembrar alguns dos principais ganhos:
Impactos práticos nas rotinas de contabilidade e ERPs
A necessária revisão das vinculações e o papel do gestor público
Tenho acompanhado cidades pequenas assumindo compromissos impossíveis sem a transferência proporcional de receitas. Não é raro ver gestores locais em apuros para arcar com pisos salariais ou novos programas sociais sem os recursos necessários, criando dependência ou até descontinuidade de serviços importantes.
Em todos esses contextos, se o Estado tivesse tido mais margem legal para direcionar recursos rapidamente, a resposta teria sido melhor. A rigidez orçamentária expõe o país não só à demora nas soluções, mas também à sensação de impotência do gestor público diante de emergências.
Adultização, exposição e privacidade
O papel das empresas de tecnologia e automatização
Para administradores e profissionais da área fiscal e contábil, como os parceiros da Robolabs, entender essas mudanças é também uma forma de ampliar segurança jurídica e fortalecer confiança perante clientes e familiares.
A publicação do ECA Digital e o fortalecimento da ANPD são avanços. Ainda assim, quem pensa que basta entregar o problema ao governo ou aos gestores de tecnologia corre risco de se frustrar.
O que pode dar errado? Perigos por trás da automação
4. Atualizações mal gerenciadas
Como evitar armadilhas: postura crítica, capacitação e tecnologia adaptada