Inteligência artificial na contabilidade: o que dizem 393 profissionais

Eu acompanho a contabilidade há tempo suficiente para perceber quando uma mudança deixa de ser promessa e vira rotina. Foi isso que senti ao ver os dados da pesquisa realizada pela IOB, em parceria com FENACON e CFC, entre abril e maio de 2026, com 393 profissionais de todas as regiões do Brasil. O uso de sistemas com inteligência artificial já entrou no dia a dia da área. Não como moda passageira, mas como prática real.

No Brasil, 78% dos profissionais de contabilidade já usam recursos de IA ao menos uma vez por semana, e 53% fazem isso todos os dias.

Esse número, por si só, já diz muito. Ainda assim, o contexto deixa tudo mais claro. Entre os participantes, 69% atuam em empresas de contabilidade e 31% trabalham em outros segmentos. Ou seja, não estamos falando de um grupo isolado. Estamos vendo um retrato amplo de uma profissão que passa por mudança rápida, pressionada por prazos curtos, mais dados e uma busca constante por menos trabalho operacional.

O que está empurrando essa mudança?

Quando eu leio os principais desafios da rotina contábil, quase consigo visualizar a cena. Planilhas abertas, sistemas que não conversam, documentos sendo revisados mais de uma vez e pouco espaço para pensar. É nesse cenário que a tecnologia avança. A procura por mais rendimento e por menos tarefas manuais abriu caminho para novas ferramentas.

Os problemas mais citados pelos profissionais mostram bem isso:

  • Retrabalho manual, com 34%
  • Falta de tempo para análise e consultoria, com 20%
  • Dificuldade de integração entre sistemas, com 17%
  • Erros humanos em atividades repetitivas, com 15%

A maior dor da rotina contábil ainda está nas tarefas repetitivas e no tempo perdido com processos manuais.

Portanto, quando uma empresa busca automação, ela não está apenas comprando software. Ela está tentando recuperar horas, reduzir falhas e abrir espaço para trabalho intelectual. É exatamente nesse ponto que soluções como as da Robolabs fazem sentido, porque atacam o trabalho mecânico e digital que consome energia da equipe sem gerar valor real ao cliente.

Como os profissionais enxergam a IA?

Eu achei interessante notar que a visão geral é positiva. Existe cautela, claro. Contudo, o medo de substituição total aparece muito pouco. A maioria enxerga apoio, transformação e ganho de qualidade no trabalho.

Segundo a pesquisa, 42% acreditam que essa tecnologia mudará bastante o modelo de trabalho e será revolucionária. Outros 37% a veem como parceira para aumentar a produção e melhorar análises. Apenas 2% dizem ter medo de que ela substitua o trabalho humano.

O contador não está saindo de cena.

A percepção dominante é que a tecnologia muda a forma de trabalhar, mas não elimina o valor humano da contabilidade.

Eu concordo com essa leitura. Sempre que uma nova camada de automação aparece, o que muda primeiro não é a existência da função. Muda o foco da função. Em vez de gastar tempo digitando, conferindo ou repetindo passos, o profissional passa a interpretar melhor os dados, orientar clientes e apoiar decisões.

O novo papel do contador

Essa ideia aparece com força no levantamento. Para 58% dos respondentes, a IA tende a dar mais valor estratégico ao contador. Já 29% dizem que várias tarefas serão automatizadas, mas a tomada de decisão e a interpretação dos dados continuarão sob responsabilidade humana.

A automação retira peso das tarefas operacionais, enquanto o contador ganha espaço como intérprete, consultor e tomador de decisão.

Eu vejo esse movimento como uma troca de centro. Antes, o valor do profissional era medido muitas vezes pela capacidade de executar rotinas em volume. Agora, cresce o valor de quem consegue ler cenários, ligar pontos e orientar caminhos. Isso muda contratação, treinamento e até a forma como o escritório se posiciona no mercado.

Não por acaso, as falas das lideranças do setor caminham nessa direção. Jorge Santos Carneiro, presidente da IOB, destacou a tendência de substituição de tarefas operacionais por funções mais estratégicas. Reynaldo Lima Junior, presidente da FENACON, reforçou que sai na frente quem dominar tecnologia e consultoria. Já Joaquim Bezerra, presidente do CFC, chamou atenção para o papel do contador como guardião da informação confiável.

Eu gosto especialmente dessa última visão. Em um cenário com mais dados circulando e respostas geradas em segundos, confiança vira ativo. Nem toda resposta rápida está correta. Nem todo dado bem apresentado foi bem interpretado.

Contador diante de painel contábil digital com gráficos e documentos Uso alto, preparo baixo

Nem tudo, porém, está ajustado. Um dos pontos que mais me chamaram atenção foi o descompasso entre uso e capacitação. Embora os recursos inteligentes já façam parte da rotina, boa parte dos profissionais ainda está nos primeiros passos quando o assunto é domínio técnico.

De acordo com a pesquisa, 62% afirmam ter apenas conhecimento básico sobre o tema. Só 5% dizem ter conhecimento avançado. Além disso, 68% das empresas ainda não oferecem treinamentos. Em contraste, apenas 12% já estruturaram programas formais de capacitação, enquanto 17% pretendem fazer isso no futuro.

O mercado já usa a tecnologia com frequência, mas ainda treina pouco quem precisa operar, revisar e decidir com base nela.

Eu vejo risco nisso. Ferramenta sem preparo pode gerar confiança excessiva ou uso raso. E esse é um ponto sensível na contabilidade, onde contexto, regra e responsabilidade importam muito. Por isso, empresas que investem em formação saem na frente. Não basta adotar sistemas novos. É preciso ensinar a equipe a perguntar melhor, validar respostas e entender limites.

Na prática, penso que esse é um dos motivos que tornam modelos de automação personalizada tão valiosos. Quando a Robolabs desenvolve colaboradores digitais sob medida para processos contábeis, o ganho não está só na execução. Está também na criação de um fluxo mais claro, padronizado e fácil de acompanhar.

Segurança ainda está no centro

Se existe um tema que aparece com força quando se fala em IA na contabilidade, é segurança da informação. E eu considero essa preocupação muito legítima. Estamos lidando com dados fiscais, financeiros, societários e trabalhistas. Basta um erro para o dano ser alto.

Entre os maiores receios citados pelos profissionais estão:

  • Vazamento de dados, com 33%
  • Uso indevido de informações confidenciais, com 22%
  • Decisões automatizadas sem supervisão, também com 22%

Mesmo assim, há um dado que mostra maturidade na percepção do mercado. Apesar dessas preocupações, 83% se sentem muito ou razoavelmente confiantes quanto à segurança das ferramentas de IA.

O setor não ignora os riscos, mas já demonstra confiança moderada quando existem controles, revisão humana e regras claras de uso.

Eu penso que o caminho responsável passa por três frentes simples:

  1. Definir quais dados podem entrar em cada sistema.
  2. Manter supervisão humana nas respostas e decisões.
  3. Criar processos de auditoria e rastreabilidade.

Além disso, a confiança tende a crescer quando a automação é desenhada para a rotina real da empresa, com escopo bem definido. Isso reduz improviso e exposição desnecessária.

As habilidades que ganham valor

Talvez a parte mais interessante da pesquisa seja a mudança no perfil profissional. Quando as tarefas repetitivas começam a ser absorvidas por sistemas e robôs, outras competências sobem de posição. E não são habilidades frias. Pelo contrário, elas exigem repertório, julgamento e comunicação.

As capacidades mais valorizadas nesse novo cenário são:

  • Interpretação de dados, com 32%
  • Pensamento crítico, com 21%
  • Tomada de decisão estratégica, com 20%
  • Comunicação e consultoria, com 20%

O profissional contábil do presente precisa ler dados com senso crítico e transformar números em orientação prática.

Eu já vi equipes muito técnicas perderem espaço por não conseguirem explicar bem o impacto de uma informação. Da mesma forma, vi profissionais ganharem confiança do cliente por saberem traduzir cenários difíceis em passos claros. Portanto, o avanço digital não reduz a presença humana. Ele aumenta a exigência sobre aquilo que só pessoas fazem bem: interpretar contexto, conversar, ponderar riscos e orientar decisões.

Reunião de consultoria contábil com gráficos em tela O que esse retrato mostra para os escritórios

Quando eu junto todos esses dados, vejo uma mensagem bem direta. A tecnologia já está presente, a aceitação é alta e o trabalho operacional perdeu espaço como centro da profissão. Ao mesmo tempo, ainda faltam preparo, governança e desenho inteligente de processos.

Para escritórios contábeis e áreas administrativas ou financeiras, isso muda prioridades. Não faz mais sentido insistir em rotinas manuais que drenam tempo da equipe. Também não basta comprar ferramentas genéricas e esperar milagre. O melhor resultado aparece quando a automação nasce do processo real, com metas claras e acompanhamento.

É nesse ponto que eu conecto o tema com a proposta da Robolabs. A ideia de libertar humanos de serem robôs conversa diretamente com o que a pesquisa revela. Se o maior peso ainda está no retrabalho, nos erros repetitivos e na falta de tempo para pensar, então automatizar com inteligência deixou de ser luxo. Virou caminho natural para um escritório mais estratégico.

O próximo passo já começou

Outro sinal desse momento é o interesse crescente por formação e troca de experiências no setor. Eventos como o CONBCON 2026 já estão com inscrições abertas, o que reforça como o debate sobre tecnologia, contabilidade e atuação consultiva ganhou espaço na agenda profissional. Eu acredito que quem participa dessas conversas chega mais preparado para decidir com calma e agir com menos improviso.

No fim, os 393 profissionais ouvidos deixaram um recado claro. A inteligência artificial já faz parte da contabilidade no Brasil. Ela não apaga o contador. Ela muda o que se espera dele. Se você quer reduzir o trabalho mecânico, dar mais espaço ao pensamento estratégico e construir uma operação contábil mais fluida, vale conhecer melhor a Robolabs e entender como os colaboradores digitais personalizados podem apoiar essa virada no seu negócio.

A Automação como Escudo Contra a Instabilidade Política

Eu aprendi, ao longo dos anos, que a política muda rápido. Uma regra fiscal surge. Uma obrigação acessória ganha novo formato. Um prazo muda no meio do caminho. E, quando isso acontece, o escritório contábil ou a área financeira sente primeiro. Não no discurso, mas na rotina. É no acúmulo de tarefas, no retrabalho e na pressão por resposta imediata.

Por isso, quando penso em proteção empresarial, não penso apenas em caixa, contratos ou reserva. Penso também em capacidade de reação. Quem responde mais rápido às mudanças sofre menos com a instabilidade. E é exatamente aqui que a automação entra como um escudo prático.

Eu não posso controlar os rumos da política nem a velocidade com que o governo publica novas exigências. Contudo, eu posso controlar como meu time reage a isso. Posso reduzir o peso do trabalho manual, cortar etapas repetitivas e criar uma rotina mais previsível. Em vez de correr atrás do atraso, eu passo a trabalhar com mais clareza.

Na contabilidade, isso faz uma diferença real. Ao delegar tarefas repetitivas, como captura de notas fiscais, conferência de dados e lançamentos padronizados, para robôs e fluxos automatizados, a equipe ganha tempo. E tempo, nesse cenário, vale muito. Ele abre espaço para leitura de cenário, revisão de risco e apoio consultivo ao cliente.

Velocidade de resposta é proteção.

Tenho visto esse movimento com mais força em empresas que entenderam uma coisa simples: o contador não foi formado para ser digitador de sistema. O papel desse profissional muda quando a operação mecânica deixa de ocupar o centro da mesa. Em vez de passar horas alimentando telas, ele passa a interpretar dados em tempo real e a orientar decisões mais seguras.

É nesse ponto que o trabalho de empresas como a Robolabs faz sentido. Quando a tecnologia é criada para libertar humanos de serem robôs, a contabilidade deixa de viver apagando incêndios e passa a atuar com mais visão. Não é um tema futurista. É resposta concreta a um presente instável.

Como a instabilidade política impacta a operação?

Para muitos, a instabilidade política parece algo distante, restrito a eleições e debates. No entanto, na prática, ela se manifesta através de portarias, ajustes tributários e novas exigências documentais, afetando diretamente os processos internos.

Essas mudanças não ocorrem isoladamente; elas impactam cadastros, apurações e o atendimento ao cliente. Quando as operações dependem de ações manuais em cada etapa, qualquer alteração se torna um risco. Um campo incorreto ou um prazo perdido podem gerar consequências sérias.

A instabilidade política representa um risco operacional quando a rotina é excessivamente dependente de tarefas manuais.

Equipes competentes podem perder tempo valioso com tarefas repetitivas que poderiam ser automatizadas. Essa pressão por repetição frequentemente resulta em falhas, aumentando o desgaste organizacional em tempos de mudança.

Esse cenário é particularmente desafiador para escritórios contábeis e áreas administrativas, que atuam como o elo entre normas e operações. Se a compreensão de uma nova regra leva tempo, a execução atrasa e os clientes sentem o impacto. E quando a confiança do cliente é abalada, os efeitos podem ser duradouros.

O que a automação protege de fato?

Quando eu falo em sistemas automatizados e RPAs, não estou falando apenas em fazer mais em menos tempo. Estou falando em reduzir vulnerabilidades. O ganho real aparece quando a empresa deixa de depender de improviso para cumprir o básico. Isso é proteção operacional.

Na prática, eu vejo essa blindagem em várias frentes:

  • Redução de erros de digitação e transcrição.
  • Padronização de rotinas que antes mudavam conforme a pessoa responsável.
  • Agilidade na adaptação a novas regras e formatos de envio.
  • Rastreamento mais claro do que foi feito, quando foi feito e por qual fluxo.
  • Liberação da equipe para atividades de leitura, revisão e decisão.

Quando essas camadas passam a existir, o escritório ganha fôlego. E esse fôlego é valioso em períodos de oscilação política, porque nem toda mudança pode ser prevista, mas toda mudança precisa ser absorvida.

Automatizar tarefas repetitivas não elimina a necessidade de julgamento humano, mas preserva esse julgamento para o que realmente exige atenção.

Eu gosto de destacar esse ponto porque ainda existe certa confusão. Muita gente imagina que tecnologia substitui o contador. Eu penso o contrário. Ela devolve ao contador a chance de atuar como contador. Ela retira o peso do processo mecânico e reposiciona o profissional em um lugar mais estratégico.

Da operação travada à resposta rápida

Vou colocar isso de forma simples. Imagine um escritório que recebe grande volume de notas fiscais todos os dias. Sem apoio automatizado, alguém precisa baixar documentos, organizar arquivos, conferir dados, lançar informações e corrigir exceções. Agora imagine uma mudança normativa no meio do mês. O volume continua chegando, mas a regra muda. O time, então, precisa fazer o trabalho de sempre e ainda ajustar a forma de fazer.

Foi em contextos assim que eu percebi como a tecnologia muda o jogo. Quando a captura de documentos, a leitura de dados e parte da escrituração já estão estruturadas em fluxos automáticos, a equipe não para. Ela ajusta o processo e segue. Existe pressão, claro. Contudo, existe base.

Painel fiscal com alertas e dados contábeis em tela Esse é o ponto central do escudo. Não se trata de prever cada mudança política com precisão. Trata-se de criar uma estrutura que responda sem colapsar. Eu considero esse um dos maiores benefícios da automação contábil: transformar reação em rotina, e não em crise.

Na Robolabs, por exemplo, a proposta de criar colaboradores digitais sob medida conversa muito com essa necessidade. Cada operação tem seus gargalos, seus sistemas e seus riscos. Portanto, o desenho do robô precisa nascer da rotina real. Quando isso acontece, a resposta deixa de ser genérica e passa a ter aderência ao dia a dia do cliente.

O novo papel do contador

Eu gosto de observar como o perfil do contador muda quando o operacional deixa de consumir quase tudo. O profissional passa a ler mais, perguntar melhor e orientar com mais segurança. Isso não acontece por mágica. Acontece porque sobram horas mentais e horas de agenda.

Sem o peso da repetição, o contador ganha espaço para pensar cenário, risco e decisão.

Em vez de apenas cumprir tarefas, ele começa a entregar interpretação. Em vez de correr para fechar uma obrigação, ele pode verificar impactos, antecipar desvios e orientar ajustes. Para o cliente, isso tem valor alto. Afinal, em tempos de instabilidade, a empresa precisa de alguém que organize fatos e traduza caminhos.

Eu acredito que essa transição já começou. E ela não depende de abandonar a técnica. Pelo contrário. Ela valoriza a técnica. O que muda é o uso do tempo. Quando o trabalho manual cai, o conhecimento contábil sobe de posição dentro da entrega.

Além disso, essa mudança melhora a relação com o cliente. A conversa deixa de girar apenas em torno de pendência e prazo. Ela passa a incluir planejamento, impacto e prevenção. Isso fortalece o vínculo e dá mais sentido ao serviço prestado.

Quais processos merecem atenção primeiro?

Nem tudo precisa ser automatizado de uma vez. Na minha experiência, começar bem é melhor do que tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O ideal é mapear rotinas com alto volume, pouca variação e grande chance de erro humano. São elas que costumam gerar retorno mais claro no início.

Eu começaria por processos como estes:

  1. Captura automática de notas fiscais e documentos recorrentes.
  2. Classificação e envio de dados para sistemas contábeis ou financeiros.
  3. Conferências padronizadas entre relatórios, planilhas e portais.
  4. Geração de alertas para prazos, exceções e divergências.
  5. Atualização de cadastros e rotinas repetidas em múltiplos ambientes.

Esses fluxos costumam consumir muitas horas da equipe. Além disso, geralmente dependem de atenção contínua para evitar falhas simples. Quando entram em um modelo automatizado, a empresa reduz desgaste e abre espaço para tarefas que pedem interpretação humana.

O melhor ponto de partida é o processo repetitivo que mais toma tempo e mais gera retrabalho.

Eu já percebi que esse primeiro passo também ajuda na cultura interna. Quando o time vê uma dor concreta sendo resolvida, a resistência diminui. A tecnologia deixa de parecer distante e passa a ser vista como apoio real. Esse detalhe conta muito para a adoção.

Automação não é só tecnologia, é método

Existe um erro comum que eu gosto de evitar: tratar o tema como compra de ferramenta. Ferramenta importa, claro. Mas, sem método, ela vira apenas mais uma tela aberta. O resultado aparece quando há desenho de fluxo, regra clara, exceção mapeada e acompanhamento constante.

Por isso, eu costumo pensar em quatro etapas simples:

  • Entender onde o processo começa e termina.
  • Listar atividades repetidas e pontos de falha.
  • Definir o que pode ser executado por robôs e o que deve ficar com pessoas.
  • Medir resultado com base em tempo, erro e capacidade de resposta.

Quando esse caminho é seguido, a implantação faz mais sentido. E isso vale ainda mais em contabilidade, onde pequenas falhas podem se tornar grandes dores. A Robolabs trabalha com essa lógica ao construir RPAs personalizados, algo que considero muito coerente para ambientes que exigem aderência ao processo real.

Fluxo digital contábil com robô e documentos Também considero relevante o modelo de mensalidade fixa e transparente. Em muitos casos, previsibilidade financeira ajuda na decisão. Afinal, se o cenário político já gera incerteza suficiente, faz sentido buscar soluções tecnológicas que tragam mais clareza no custo e no retorno esperado.

Como a empresa fica mais preparada para mudanças?

Eu vejo preparação como a soma de rotina estável com leitura rápida. Se o básico está organizado, sobra espaço para agir diante do novo. Caso contrário, qualquer alteração externa encontra um ambiente interno já saturado. E aí o problema cresce.

Uma operação preparada não corre menos riscos porque adivinha o futuro, mas porque consegue reagir cedo.

Na prática, essa preparação se traduz em alguns sinais. A equipe sabe onde estão os dados. Os prazos são monitorados. As tarefas repetidas rodam com padrão. As exceções aparecem com clareza. E o gestor consegue enxergar gargalos antes que eles virem atraso ou multa.

Quando isso acontece, a política deixa de ser um fator que paralisa e passa a ser um fator que exige ajuste. Parece uma mudança pequena, mas não é. Eu já vi empresas perderem semanas em função de desorganização interna, não apenas pela mudança legal em si. Portanto, o ganho está também em reduzir o caos de resposta.

Outro efeito positivo é a qualidade da informação. Dados mais organizados ajudam na tomada de decisão, no atendimento ao cliente e na defesa de escolhas contábeis. Em tempos de pressão, confiar na informação disponível faz toda a diferença.

O lado humano continua no centro

Quando eu falo em automação, faço questão de reforçar um ponto: o lado humano não perde valor. Ele ganha foco. Robôs não substituem contexto, prudência e visão de negócio. Essas qualidades seguem com as pessoas. O que muda é o tipo de tarefa que ocupa o dia delas.

Isso, para mim, é uma das melhores partes de todo esse movimento. O profissional deixa de ser consumido pelo mecânico e volta a atuar com julgamento. Em escritórios contábeis, isso melhora a entrega. Em áreas administrativas e financeiras, isso melhora a gestão.

A tecnologia faz o trabalho repetitivo para que as pessoas façam o trabalho que pede discernimento.

Eu vejo esse ganho também no clima da equipe. Rotinas muito manuais tendem a cansar, gerar fila e ampliar tensão em épocas de mudança. Já uma operação com apoio digital reduz o acúmulo e permite atuação mais organizada. Não é apenas um tema técnico. É também um tema de saúde operacional.

Menos repetição. Mais clareza.

Quando começar?

Minha resposta costuma ser direta: antes da próxima urgência. Esperar o problema crescer raramente ajuda. O melhor momento para rever processos é quando ainda existe espaço para planejar. Se a empresa já sente pressão de prazo, retrabalho e dependência de tarefas manuais, o sinal está dado.

Eu não penso em transformação total de um dia para o outro. Penso em avanço consistente. Um processo por vez. Uma dor relevante por vez. Com isso, a empresa constrói base, aprende com a implantação e amplia o uso com mais segurança.

Equipe financeira analisando dados em tempo real Em muitos casos, o primeiro resultado já muda a percepção do negócio. A equipe sente alívio. O gestor enxerga o fluxo com mais clareza. O cliente percebe agilidade. E, aos poucos, a empresa troca a lógica do esforço contínuo pela lógica do processo bem desenhado.

Se eu pudesse resumir a ideia deste artigo em uma frase, seria esta: a automação contábil não elimina a instabilidade política, mas reduz o impacto dela sobre a sua operação. E, em um cenário em que novas regras podem surgir a qualquer momento, esse tipo de proteção deixa de ser luxo e passa a ser uma escolha inteligente.

Se o seu escritório contábil ou sua área administrativa e financeira já sente o peso do trabalho repetitivo, vale conhecer melhor como a Robolabs pode ajudar a criar colaboradores digitais sob medida para a sua rotina. Assim, você ganha mais velocidade de resposta e dá ao seu time a chance de focar no que realmente pede visão humana.

Inteligência artificial na contabilidade: 8 fatos da pesquisa 2026

Eu acompanho o setor contábil há bastante tempo e posso dizer com tranquilidade: 2026 marcou uma virada. Não foi uma mudança lenta. Foi visível. Em muitos escritórios, a conversa já não gira só em torno de prazo, obrigação acessória e conferência manual. Agora, ela passa por dados, automação, apoio à decisão e uso de sistemas que aprendem padrões.

Essa percepção ganhou números na pesquisa realizada pela IOB, pela FENACON e pelo Conselho Federal de Contabilidade entre abril e maio de 2026. O levantamento ouviu 393 profissionais contábeis de todas as regiões do Brasil e mostrou um retrato muito claro do momento.

A contabilidade brasileira já entrou em uma nova fase digital, com adoção crescente de recursos de IA no trabalho diário.

Na minha leitura, esse avanço tem uma razão simples: o mercado cobra mais resultado, menos repetição e mais capacidade de pensar o negócio. É exatamente nesse ponto que empresas como a Robolabs ganham sentido, ao transformar rotinas manuais em fluxos automatizados para liberar tempo do contador e das áreas administrativas.

O retrato da pesquisa em 2026

Antes de entrar nos oito fatos, vale olhar para o perfil da amostra. A maior parte dos respondentes, 69%, atua em escritórios de contabilidade. Os demais trabalham em outros negócios. Isso ajuda a entender por que os dados refletem tanto a rotina de quem vive a operação intensa, com grande volume de tarefas, documentos e prazos.

Eu achei esse ponto bem revelador, porque o escritório contábil costuma sentir primeiro o peso do retrabalho. Quando um processo se repete dezenas ou centenas de vezes, qualquer ganho de tempo faz diferença real.

Menos repetição. Mais raciocínio.

Fato 1: o uso já é rotina

O dado mais forte da pesquisa é este: 78% dos profissionais já usam ferramentas de inteligência artificial no trabalho pelo menos uma vez por semana. Mais do que isso, 53% relatam uso diário.

Quando mais da metade do setor usa IA todos os dias, o tema deixa de ser tendência e vira prática.

Eu vejo isso como um sinal de maturidade. Não se trata mais de testar uma novidade por curiosidade. Trata-se de encaixar recursos tecnológicos na rotina para lidar com volume, prazo e cobrança por respostas mais rápidas. Em contabilidade, isso pode aparecer em classificação, leitura de documentos, conferências, apoio em consultas, cruzamento de dados e triagens iniciais.

Também não me surpreende que essa adoção esteja crescendo junto da automação sob medida. Em muitos casos, o que funciona mesmo não é uma solução genérica, mas sim um fluxo desenhado para a realidade do cliente, algo que a Robolabs já defende ao criar colaboradores digitais adaptados ao processo de cada operação.

Fato 2: a pressão por produzir mais está mudando o setor

A pesquisa mostra que o setor está mudando rápido por causa da cobrança por mais produtividade, menos tarefas repetitivas e mais foco analítico. Eu sei que a palavra parece batida, mas a realidade por trás dela é bem concreta: as equipes não conseguem crescer no mesmo ritmo da demanda se continuarem presas ao trabalho manual.

Na prática, o contador de hoje é pressionado por três frentes ao mesmo tempo:

  • Entregar obrigações com rapidez e precisão;
  • Dar respostas mais inteligentes aos clientes e gestores;
  • Trabalhar com sistemas, dados e integrações que nem sempre conversam entre si.

Quando eu converso com profissionais da área, quase sempre ouço a mesma reclamação: sobra pouco espaço para pensar. E isso é um problema, porque a parte mais valiosa do trabalho contábil está justamente na leitura do cenário, na orientação e na decisão.

Fato 3: o maior inimigo ainda é o retrabalho manual

Os principais desafios apontados na rotina dos contadores ajudam a explicar por que a adoção de IA e automação vem acelerando. Os números da pesquisa foram estes:

  • Excesso de retrabalho manual: 34%;
  • Pouco tempo para análise e consultoria: 20%;
  • Dificuldade de integrar sistemas e dados: 17%;
  • Erros humanos em tarefas repetitivas: 15%.

O maior gargalo da contabilidade em 2026 não é falta de conhecimento técnico, e sim o peso das rotinas repetidas.

Esse dado faz muito sentido para mim. Quando uma equipe precisa copiar informação de um sistema para outro, revisar planilhas parecidas, conferir lançamentos semelhantes e repetir cliques por horas, o custo aparece de vários jeitos. O tempo some. O erro cresce. O desgaste aumenta.

É aí que entra a automação bem aplicada. Não para tirar o humano da contabilidade, mas para tirar o humano do que é mecânico. Essa lógica conversa diretamente com a proposta da Robolabs de libertar pessoas do trabalho digital repetitivo.

Profissional contábil analisando painéis e documentos digitais no escritório Fato 4: a percepção sobre IA é mais positiva do que muita gente imaginava

Existe ainda quem ache que o setor contábil olha para a IA com receio. Mas a pesquisa mostra um quadro diferente. Para 42% dos entrevistados, ela vai mudar muito o modo como se trabalha em contabilidade. Já 37% a consideram uma aliada para aumentar produtividade, melhorar análises e baixar custos. Só 2% dizem ter medo real de perder o emprego para máquinas.

O medo de substituição total é pequeno, enquanto a percepção de apoio ao trabalho é alta.

Eu gosto desse dado porque ele desmonta uma visão simplista. O contador não está vendo a tecnologia como rival. Está vendo como apoio. Faz sentido. Um sistema pode sugerir, cruzar, alertar e processar. Mas o julgamento sobre contexto, risco, impacto e caminho a seguir ainda depende de gente preparada.

Jorge Santos Carneiro, presidente da IOB, resumiu bem esse momento ao afirmar que a contabilidade está entrando em nova etapa digital e que a IA vai reforçar o lado consultivo do contador. Na minha visão, essa frase acerta no centro da questão. A técnica continua necessária, mas o valor percebido cresce quando o profissional sai da execução pura e entra na orientação.

Fato 5: o contador ganha mais valor estratégico

Outro número que chama atenção é este: 58% dos entrevistados dizem que a IA aumenta o valor estratégico do contador. Além disso, 29% acham que algumas tarefas vão ser automatizadas, mas o profissional seguirá tendo papel muito forte, sobretudo em interpretação e decisão.

A automação muda o tipo de trabalho do contador, e não apaga sua relevância.

Eu já vi isso acontecer em outras ondas tecnológicas. Primeiro, muita gente pensa no que vai desaparecer. Depois, percebe que a pergunta certa era outra: o que vai sobrar para o humano fazer melhor? Na contabilidade, a resposta aponta para atividades como:

  • Ler cenários com mais profundidade;
  • Orientar clientes e gestores com clareza;
  • Identificar risco antes que ele vire problema;
  • Transformar dado em recomendação prática.

Reynaldo Lima Junior, da FENACON, afirmou que será cada vez mais vantagem unir conhecimento tecnológico e capacidade consultiva. Eu concordo. O profissional que entende processo, dado e negócio passa a ocupar um espaço mais nobre dentro da operação.

Fato 6: a adoção cresceu mais rápido do que a capacitação

A pesquisa aponta um descompasso claro. Embora o uso seja alto, 62% dos profissionais dizem ter conhecimento apenas básico sobre IA. Só 5% se consideram avançados.

Do lado das empresas, o quadro também merece atenção:

  • 68% não têm programa de treinamento sobre o tema;
  • 12% já têm algum programa;
  • 17% pretendem criar futuramente.

O setor já usa IA com frequência, mas ainda treina pouco suas equipes para tirar melhor proveito dela.

Eu considero esse um dos pontos mais sensíveis de toda a pesquisa. Quando a ferramenta chega antes do preparo, há risco de uso superficial, expectativa fora da realidade e falhas na governança. Saber apertar botão não basta. É preciso entender limite, qualidade da entrada de dados, necessidade de revisão e efeito da saída.

Por isso, eu vejo muito valor em projetos que combinam tecnologia com desenho de processo e acompanhamento próximo. Não adianta só colocar uma ferramenta nova. É preciso encaixá-la no fluxo de trabalho real.

Fato 7: segurança preocupa, mas a confiança segue alta

Quando o assunto é tecnologia aplicada à contabilidade, a segurança da informação sempre entra na conversa. E com razão. A pesquisa mostrou três preocupações principais:

  • Vazamento de dados de clientes: 33%;
  • Uso indevido de informações: 22%;
  • Decisões de IA sem supervisão humana: 22%.

Ao mesmo tempo, 83% dizem confiar muito ou razoavelmente na segurança das ferramentas. Eu achei esse equilíbrio interessante. Há cautela, mas não paralisia.

O setor aceita a tecnologia, porém quer regras, revisão humana e cuidado real com os dados.

Joaquim Bezerra, do CFC, trouxe uma fala que merece atenção. Segundo ele, o contador tem a responsabilidade de ser guardião da integridade do dado, porque dados ruins podem gerar decisões ruins, mesmo com algoritmos sofisticados. Eu gosto dessa frase porque ela recoloca o debate no lugar certo. O problema não está só no sistema. Está também na qualidade da informação que entra nele.

Em projetos de automação, eu sempre vejo a mesma lição: processo bagunçado automatizado continua sendo processo ruim, só que mais rápido. Por isso, segurança, validação e governança precisam caminhar juntas.

Painel digital de segurança com dados contábeis protegidos Fato 8: as habilidades mais valorizadas já estão mudando

Talvez este seja o fato que mais diz sobre o futuro da profissão. A pesquisa mostra mudança no perfil de competências valorizadas. Interpretação de dados aparece com 32%, e tomada de decisão estratégica com 20%. Elas ficam à frente de habilidades mais operacionais.

O mercado passa a valorizar mais quem interpreta e decide do que quem apenas executa rotinas.

Isso muda contratação, formação e carreira. Cresce a busca por profissionais capazes de:

  • Ler cenários com senso crítico;
  • Orientar clientes com clareza;
  • Comunicar implicações de números e riscos;
  • Prestar consultoria com base em fatos;
  • Conectar áreas financeira, fiscal, contábil e gestão.

Eu penso que essa transição é boa para a profissão. Durante muito tempo, o contador foi visto por parte do mercado como alguém preso ao operacional. Agora, os dados mostram espaço para outro papel, mais próximo da decisão.

O que esses oito fatos dizem sobre o próximo passo

Se eu juntar todos os números, a mensagem fica bem clara. A contabilidade já adotou recursos de IA em larga escala. Ela quer reduzir tarefas repetitivas, ganhar tempo para pensar melhor e reforçar a atuação consultiva. Mas ainda precisa amadurecer formação, integração de sistemas e governança de dados.

Em outras palavras, a tecnologia já entrou pela porta. Agora vem a fase de organizar a casa.

Esse movimento também explica por que soluções personalizadas tendem a fazer sentido. Cada escritório e cada área administrativa tem seus próprios gargalos, sistemas e volumes. Em muitos casos, o ganho aparece quando a automação é moldada ao processo real, e não o contrário. Eu vejo esse raciocínio com frequência em operações que buscam parceiros como a Robolabs para desenhar RPAs conforme a rotina do cliente, com previsibilidade de custo e foco em aliviar o trabalho digital mecânico.

O futuro do contador é mais consultivo.

Um setor em movimento

Outro ponto que merece menção é o CONBCON 2026, congresso online que já está com inscrições abertas. Eventos assim mostram como o debate amadureceu. O foco não é mais perguntar se a IA vai chegar à contabilidade. Ela já chegou. A questão agora é como adotar melhor, com preparo, segurança e visão de longo prazo.

Eu termino este artigo com uma convicção simples: a tecnologia não reduz o valor do contador quando é bem aplicada. Ela abre espaço para um trabalho mais humano, mais analítico e mais próximo da decisão. Se a sua operação ainda está presa ao retrabalho, talvez este seja o momento de rever processos e conhecer soluções como as da Robolabs, que ajudam a tirar o peso das tarefas repetitivas para que sua equipe possa se dedicar ao que realmente pede inteligência humana.

Reunião de consultoria contábil com apoio de tecnologia e dados

Frente Parlamentar de IA: o que muda para empresas e dados?

Quando eu vejo o Congresso criar um novo espaço de debate sobre tecnologia, minha primeira reação é simples: isso pode mudar a rotina de muita empresa. E não falo só das grandes. Falo também de escritórios contábeis, áreas financeiras, times de compliance e negócios que lidam com dados todos os dias.

A criação da Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital sinaliza que o tema entrou de vez na agenda política brasileira.

O grupo foi oficializado pelo Congresso Nacional com a publicação da Resolução nº 19/2026, assinada pelo presidente do Senado na última sexta-feira, dia 10. Na prática, trata-se de uma frente que reúne deputados e senadores de diferentes partidos para discutir a transformação digital no Brasil. Isso, por si só, já mostra um movimento relevante. Quando um assunto deixa de ser tratado de forma isolada e passa a ter um canal estável de conversa, o mercado presta atenção.

Eu acompanho esse tipo de debate com cuidado porque ele afeta decisões bem concretas. Uma regra nova pode mexer em contratos, em políticas internas, em tratamento de dados e até no modo como a automação é adotada dentro das empresas. Para negócios que vivem de processos, como os atendidos pela Robolabs, esse tipo de mudança merece leitura atenta.

O que é essa Frente Parlamentar?

A Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital nasce como um grupo suprapartidário. Isso quer dizer que ela não está presa a uma única linha ideológica ou a um só partido. A proposta é funcionar como um espaço permanente de discussão.

A Frente foi criada para aproximar parlamentares, órgãos públicos, setor produtivo, universidades, especialistas e sociedade civil em torno dos temas de IA, dados e proteção digital.

Esse ponto me chama atenção porque a tecnologia já não cabe mais em conversas fechadas. Hoje, quando uma empresa adota um sistema automatizado, ela não mexe apenas com software. Ela mexe com risco, responsabilidade, privacidade, treinamento de equipes e governança.

Em muitos casos, o debate técnico corre de um lado e o jurídico corre de outro. A Frente tenta reduzir essa distância. Se conseguir fazer isso bem, tende a melhorar o diálogo entre quem cria regras e quem lida com a operação no dia a dia.

Regra boa nasce de diálogo real.

Quais são os objetivos do grupo?

Nos meus estudos sobre o tema, percebi que os objetivos da Frente são amplos, mas bastante práticos. Ela foi formada para acompanhar a evolução da inteligência artificial e das tecnologias digitais, promover debates e audiências públicas sobre inovação tecnológica, ajudar na elaboração e no aperfeiçoamento de projetos de lei, incentivar políticas públicas voltadas à proteção de dados e à defesa cibernética, além de estimular a cooperação entre poderes e instituições ligados ao assunto.

Em termos mais diretos, o grupo deve atuar em várias frentes ao mesmo tempo:

  • Acompanhar o avanço das ferramentas de IA e seus efeitos no país;
  • Discutir impactos legais, sociais e econômicos das novas tecnologias;
  • Apoiar a criação e a revisão de leis ligadas ao ambiente digital;
  • Incentivar políticas de privacidade, proteção de informações e resposta a incidentes;
  • Aproximar Congresso, governo, empresas, academia e sociedade civil.

Eu vejo valor nisso porque o tema é interligado. Não adianta falar de inteligência artificial sem falar de dados. Não adianta falar de automação sem discutir responsabilidade. E não faz sentido falar de inovação sem olhar para confiança e proteção das informações.

O foco da Frente não é apenas acompanhar a tecnologia, mas ajudar a traduzir seus impactos em regras, políticas e parâmetros de uso responsável.

Por que a criação acontece agora?

O momento político ajuda a explicar. A formação da Frente ocorre quando o Congresso discute propostas vistas como estratégicas para o setor digital. A mais conhecida delas é o Projeto de Lei nº 2.338/2023, que define um marco regulatório para a inteligência artificial no Brasil.

Além desse texto, também estão em pauta leis sobre infraestrutura crítica, proteção de dados pessoais e segurança cibernética. Ou seja, não se trata de uma discussão isolada. Há um conjunto de temas avançando ao mesmo tempo. Isso aumenta a pressão por coordenação.

A nova Frente surge no momento em que o Brasil discute como regular IA, proteger dados e reduzir riscos em sistemas e serviços digitais.

Eu penso que esse contexto torna o grupo ainda mais relevante. Em vez de reagir a cada projeto de forma solta, o Congresso cria um fórum para dar continuidade ao debate. Isso pode dar mais consistência às conversas e evitar decisões apressadas.

Para empresas, esse ponto pesa bastante. Ninguém gosta de investir em uma solução, montar processo, treinar equipe e depois descobrir que faltou base legal clara para sustentar o uso daquela tecnologia. A previsibilidade jurídica, quando cresce, reduz incertezas e melhora o ambiente de negócios.

Plenário com painel digital sobre IA e dados O que pode mudar para empresas?

Essa é a pergunta que mais escuto. A resposta curta é: talvez não mude tudo de uma vez, mas pode mudar bastante a forma como empresas planejam o uso de IA e dados.

Quando uma Frente como essa ganha espaço, ela tende a influenciar o tom das discussões legislativas. Isso afeta o desenho de obrigações futuras, padrões de governança e até critérios para avaliar riscos em sistemas automatizados.

Empresas de tecnologia, startups, escritórios de advocacia, profissionais de compliance e especialistas em proteção de dados acompanham de perto a criação da Frente justamente por isso. As decisões debatidas ali podem orientar regras sobre:

  • Governança de inteligência artificial;
  • Responsabilidades pelo uso de sistemas automatizados;
  • Tratamento e compartilhamento de dados;
  • Critérios de transparência e prestação de contas;
  • Políticas nacionais para inovação digital.

Eu gosto de trazer isso para o chão da operação. Imagine uma empresa que usa automação para ler documentos, classificar dados, lançar informações em sistemas e apoiar decisões internas. Esse uso pode ser legítimo e muito útil. Mas ele precisa estar cercado por boas regras, trilhas de auditoria, controle de acesso e critérios claros sobre o que a máquina faz e o que continua sob avaliação humana.

É exatamente nesse tipo de ponto que negócios como a Robolabs entram com mais maturidade. Automação não deve ser vista como um atalho sem controle. Ela precisa nascer com método, responsabilidade e visão de risco.

Para as empresas, o maior efeito da Frente pode ser a construção de um ambiente com mais clareza sobre deveres, limites e responsabilidades no uso de IA.

O impacto sobre dados e proteção das informações

Se há um tema que atravessa toda essa discussão, é o uso de dados. Sistemas de inteligência artificial dependem de informação para funcionar. Ao mesmo tempo, quanto maior o fluxo de dados, maior o dever de cuidado.

Na minha visão, a criação da Frente reforça um recado simples: inovação e proteção precisam andar juntas. Não faz sentido defender tecnologia sem cuidar de privacidade, consentimento, base legal, guarda de registros e prevenção a incidentes.

O debate sobre Segurança Digital tende a ganhar mais peso porque IA, automação e compartilhamento de dados ampliam riscos quando não há governança adequada.

Isso vale para vários cenários. Vale para empresas que centralizam grandes volumes de informação. Vale para organizações que contratam serviços digitais de terceiros. E vale, de modo muito claro, para áreas contábeis e financeiras, onde dados sensíveis circulam com frequência.

Eu já vi empresas tratarem proteção de dados como item de checklist. O problema é que, quando um incidente acontece, o custo não é só técnico. Há impacto reputacional, jurídico e operacional. Por isso, quando o Congresso abre um fórum para discutir políticas públicas de resguardo digital, o tema deixa de ser periférico.

Mais segurança jurídica e menos zona cinzenta

Especialistas costumam apontar que um ambiente regulatório mais transparente tende a aumentar a segurança jurídica para empresas e a fortalecer a defesa dos direitos dos cidadãos. Eu concordo com essa leitura.

Hoje, muitas companhias querem inovar, mas esbarram em dúvidas reais. Até onde vai a responsabilidade por uma decisão apoiada por IA? O que deve ser documentado? Quando é preciso reforçar revisão humana? Como compartilhar dados entre áreas e parceiros sem abrir risco desnecessário?

Quanto mais claras forem as regras, menor tende a ser a zona cinzenta para quem desenvolve, contrata ou opera sistemas automatizados.

Isso não quer dizer ausência de custo ou de adaptação. Nenhum marco regulatório sério nasce sem exigir ajustes. Mas clareza costuma ser melhor do que incerteza permanente. A empresa consegue desenhar política interna, rever contratos, treinar times e organizar governança com mais firmeza.

Também há outro ganho. Um debate público mais estruturado pode contribuir para prevenir ataques cibernéticos, ao estimular padrões de proteção, resposta a incidentes e gestão de vulnerabilidades. Quando a conversa sobe de nível, o mercado tende a amadurecer junto.

Confiança digital não nasce por acaso.

Como a Frente deve atuar na prática?

A expectativa é que o grupo organize seminários, audiências e estudos técnicos sobre os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho, na economia, na administração pública e na proteção de dados. Isso é relevante porque traz material mais denso para apoiar decisões legislativas.

Eu vejo com bons olhos esse formato, desde que o debate não fique preso a slogans. O Brasil precisa discutir casos concretos. Precisa falar de contratação pública, de riscos em sistemas automatizados, de critérios de transparência e de formas reais de reduzir danos.

Na prática, a Frente deve favorecer a articulação política e ampliar o diálogo entre setores afetados pelas novas tecnologias. Isso inclui empresas, universidades, órgãos públicos, especialistas e entidades da sociedade civil.

Quando há audiência pública séria, muita coisa aparece com mais nitidez:

  • Problemas regulatórios que ainda não estavam claros;
  • Custos de adaptação para empresas de diferentes portes;
  • Riscos sociais do mau uso da IA;
  • Gargalos de fiscalização e de aplicação da lei;
  • Caminhos para equilibrar inovação e proteção de direitos.

Se a Frente mantiver uma agenda técnica e contínua, ela pode se tornar um dos principais fóruns de debate sobre inovação tecnológica no Congresso.

Equipe revisando fluxos de dados e conformidade Os efeitos para contabilidade, financeiro e áreas administrativas

Eu faço questão de aproximar esse tema da rotina de quem lida com processos repetitivos, documentos, validações e controles. Nessas áreas, a IA e a automação já deixaram de ser promessa distante. Elas estão entrando no cotidiano.

É aí que o debate legislativo toca a operação de forma direta. Escritórios contábeis e áreas administrativas precisam prestar atenção em temas como rastreabilidade, acesso a dados, critérios de revisão, retenção de registros e uso responsável de sistemas automatizados.

Setores que trabalham com alto volume de informação sensível tendem a sentir primeiro os efeitos de novas regras sobre dados, automação e responsabilidade digital.

Na minha experiência, quando a empresa se organiza antes da obrigação virar norma detalhada, o caminho fica menos traumático. Isso inclui mapear fluxos de dados, registrar processos, revisar permissões, separar funções humanas e automatizadas e tratar proteção da informação como parte do desenho do trabalho.

Esse raciocínio conversa diretamente com a proposta da Robolabs. Ao criar colaboradores digitais sob medida para processos contábeis e administrativos, a empresa parte da ideia de libertar pessoas de tarefas mecânicas, sem perder controle, visibilidade e responsabilidade. Esse detalhe faz diferença em um cenário regulatório que tende a cobrar mais método.

O que as empresas já podem fazer?

Mesmo antes de mudanças legislativas mais amplas, eu vejo algumas ações que já fazem sentido. Não são medidas de pânico. São passos de maturidade.

Primeiro, vale olhar para dentro. Onde a IA já é usada? Quais dados entram nesse fluxo? Quem responde por esse processo? Existe revisão humana? Há registro das decisões? Esses pontos parecem simples, mas muita empresa ainda não tem respostas completas.

Depois, é útil criar uma base mínima de governança. Isso pode incluir:

  • Mapa de processos com uso de automação e IA;
  • Classificação dos dados tratados em cada fluxo;
  • Regras de acesso e autenticação por perfil;
  • Política interna para contratação e uso de ferramentas digitais;
  • Planos de resposta para falhas, vazamentos e incidentes;
  • Treinamento das equipes sobre privacidade e risco operacional.

Eu também sugiro acompanhar o avanço das discussões legislativas com atenção prática. Não basta ler manchete. É melhor entender como cada proposta pode afetar contratos, sistemas, atendimento ao cliente e rotinas internas.

Empresas que tratam governança de dados e proteção cibernética como parte da gestão tendem a reagir melhor a mudanças regulatórias.

Isso vale tanto para quem desenvolve tecnologia quanto para quem a contrata. No fim, todos participam da cadeia de risco.

O que esperar dos próximos meses?

A tendência é de debate intenso. A rápida expansão das ferramentas de IA, somada ao aumento das preocupações com privacidade, segurança e uso responsável dessas tecnologias, deve manter o tema no centro da agenda pública.

Eu acredito que a Frente terá visibilidade crescente justamente porque consegue reunir assuntos que antes apareciam em blocos separados. Inteligência artificial, proteção de dados e defesa digital agora entram no mesmo espaço político de discussão. Isso pode gerar uma conversa mais conectada com a realidade.

Claro, nem toda discussão parlamentar resulta logo em mudança prática. Algumas avançam, outras travam, outras voltam para revisão. Ainda assim, a criação formal da Frente já é um sinal. O Congresso reconhece que o tema pede acompanhamento permanente.

Para empresas, o melhor caminho é evitar dois extremos: ignorar o debate ou reagir com ansiedade excessiva. Entre um ponto e outro, existe uma postura mais inteligente. Acompanhar, entender, ajustar e construir processos mais seguros.

Processo automatizado com controle humano em escritório Conclusão

A criação da Frente Parlamentar Mista de Inteligência Artificial, Proteção de Dados e Segurança Digital, oficializada pela Resolução nº 19/2026, não é apenas um gesto político. Eu vejo nela um marco de organização do debate público sobre tecnologia no Brasil. Ao reunir deputados e senadores de diferentes partidos em um espaço suprapartidário e permanente, o Congresso abre caminho para discussões mais estáveis sobre IA, dados, privacidade, proteção cibernética e inovação.

O que muda para empresas é a chance de ter regras mais claras, mais diálogo institucional e um ambiente menos incerto para usar tecnologia com responsabilidade.

Para quem atua com processos, dados e automação, o momento pede atenção e preparo. E isso vale ainda mais para escritórios contábeis, áreas administrativas e times financeiros, que convivem com alto volume de informação e rotinas sensíveis. Se você quer dar esse passo com mais segurança, conhecer a Robolabs pode ser um bom começo para entender como aplicar automação sob medida sem perder controle, confiança e responsabilidade no uso da tecnologia.

Receita Atende: novo canal digital centraliza atendimento em julho

Receita Atende: novo canal digital centraliza atendimento em julho

Nos últimos anos, assisti de perto à transformação digital dos órgãos públicos brasileiros. De tempos em tempos, surge uma mudança realmente perceptível no dia a dia de quem precisa resolver questões com o governo. Entre os destaques recentes, um anúncio da Receita Federal me chamou bastante a atenção: em 6 de julho, será lançado o Receita Atende, uma plataforma que promete uma experiência inédita e mais ágil para cidadãos e empresas.

Com base na minha vivência e nas informações disponíveis, quero compartilhar o que muda com essa centralização do atendimento digital, explicar as fases da transição e mostrar de que jeito isso conversa com o mundo da tecnologia e automação, e até o compromisso da Robolabs com a libertação dos profissionais de tarefas mecânicas.

Por que a Receita Federal criou o Receita Atende?

Quem já precisou acessar serviços públicos no Brasil sabe como é complicado lidar com diferentes canais, emails, formulários online e respostas pouco claras.

Por muito tempo, a Receita Federal atendeu cidadãos e empresas por meio do serviço Fale Conosco, que apesar de ter ajudado muita gente, acumulava limitações, principalmente em termos de agilidade, controle e transparência.

O novo canal digital nasce justamente do desejo de modernizar esse relacionamento. O Receita Atende surge para simplificar a comunicação com os contribuintes, centralizando demandas em um único sistema.

Centralizar é dar autonomia e rapidez para quem precisa de resposta agora.

O que muda com o novo sistema centralizado?

Desde que comecei a falar sobre automação e digitalização, percebo que a tendência não tem volta. A Receita Federal seguiu nessa trilha. Agora, antes de qualquer coisa, cabe destacar a principal mudança neste primeiro momento:

  • Substituição do Fale Conosco: A maioria dos temas tratados atualmente pelo Fale Conosco será migrada para o novo canal digital.
  • Solicitação centralizada: Tudo o que era feito em múltiplos ambientes, agora passa a ser acessado pelo Receita Atende.
  • Adaptação progressiva: Mudanças não acontecem de um dia para o outro. O modelo será implementado em etapas para garantir adaptação e evitar prejuízos.

Logo, quem precisa de orientação fiscal, esclarecimento de dúvidas, ou acompanhamento de processos, vai encontrar tudo centralizado em uma só plataforma.

Quais são as funcionalidades do Receita Atende?

Em minhas pesquisas, levantei quais funções estarão disponíveis, principalmente nestes primeiros meses do Receita Atende no ar. É importante frisar que a intenção é ampliar as funções com o tempo, mas para início, teremos:

  1. Abertura de solicitações digitalmente: O usuário faz o pedido ou questionamento direto pela plataforma, de modo intuitivo e controlado.
  2. Acompanhamento facilitado: Será possível checar o andamento do pedido, respostas da Receita e resoluções.
  3. Acesso segmentado: Empresas e pessoas físicas terão campos próprios, com temas orientados para cada público.
  4. Orientações guiadas: A plataforma trará instruções automáticas para tópicos comuns, orientando sobre documentos e caminhos possíveis antes mesmo de abrir uma nova solicitação.

Só essa lista já me faz pensar no quanto evoluímos tecnicamente nos últimos anos, sobretudo quando lembro das filas em unidades físicas ou longos prazos de resposta dos antigos formulários online.

Interface da plataforma centralizada Receita Atende na tela de um notebook Como funciona a substituição do Fale Conosco pelo novo canal?

A primeira fase do lançamento será marcada pela substituição paulatina do Fale Conosco. Em minhas análises, consegui distinguir claramente o roteiro que será seguido:

  • Etapa inicial: Temas já aderentes ao modelo digital passam imediatamente ao Receita Atende, como perguntas sobre obrigações acessórias, regularização cadastral e consultas simples.
  • Descontinuidade controlada: O Fale Conosco continuará ativo por algum tempo para temas mais específicos ou ainda não disponíveis na nova plataforma, evitando qualquer desamparo.
  • Redirecionamento: Os usuários tentarão acessar o Fale Conosco e serão orientados a usar o novo sistema, de modo claro e gradual.

Na prática, o objetivo declarado da Receita é fortalecer um ponto único de contato, reduzindo desencontros e facilitando o acompanhamento das demandas.

Um só sistema, menos incertezas na hora de tirar dúvidas com o órgão.

Quais temas já serão migrados na primeira fase?

Recebo vários questionamentos sobre quais assuntos, afinal, já entram diretamente no Receita Atende na largada. De acordo com as publicações oficiais, entre os principais tópicos estão:

  • Regularização de CPF e CNPJ;
  • Situação cadastral;
  • Dúvidas sobre Imposto de Renda pessoa física e jurídica (questões simples, sem consulta processual específica);
  • Informações sobre certidões, declarações e obrigações acessórias;
  • Orientação para emissão de comprovantes e segunda via de documentos fiscais.

Essas mudanças permitem que empresas e cidadãos solucionem boa parte de suas necessidades sem apelar para telefonemas ou múltiplos formulários, reduzindo ruídos e otimizando o tempo de todos os envolvidos, algo que, como profissional de tecnologia, venho defendendo há anos.

O que significa essa modernização para empresas e pessoas físicas?

Gosto sempre de recordar como a evolução digital cria impactos práticos na vida de quem precisa de serviços públicos, principalmente contadores, administradores, gestores financeiros e contribuintes em geral.

Para as empresas, sobretudo escritórios contábeis, público-alvo da Robolabs, a centralização tem potencial para transformar a rotina, reduzindo retrabalho e aumentando a segurança de que as solicitações serão acompanhadas adequadamente.

A digitalização dos processos no Receita Atende representa menos tempo gasto em filas, menos idas e vindas de email e maior rastreabilidade das respostas recebidas.

No âmbito das pessoas físicas, noto que muita gente ainda se sente insegura diante do universo de siglas e obrigações. Uma plataforma centralizada e transparente reduz dúvidas, evita golpes e fraudes e cria uma ponte mais segura entre o cidadão e a Receita Federal.

Profissional de escritório contábil usando sistema digital moderno Como fica a transição para o Receita Atende?

Conversando com colegas, percebo uma preocupação recorrente: como garantir que ninguém fique perdido nesse caminho do antigo para o novo? Conforme a Receita já comunicou, a implementação acontecerá por etapas, para não deixar nenhum grupo desassistido.

Durante o tempo definido de transição, os serviços serão migrados gradativamente e haverá avisos claros nos antigos canais, servindo de ponte entre o que era e o que está sendo construído.

Muitos temas continuarão disponíveis até o total amadurecimento do novo ambiente. Essa estratégia parece, a meu ver, acertada: permite adaptações, feedbacks e correções antes de desativar definitivamente o que já existia.

  • Redirecionamento inteligente: usuários receberão aviso quando tentarem acessar temas já integrados ao novo canal.
  • Atenção constante: as equipes técnicas vão monitorar dúvidas recorrentes e ajustar o sistema conforme as necessidades dos cidadãos.

Essa postura abre espaço para que a inteligência tecnológica, algo com que trabalho diariamente na Robolabs, ajude a melhorar, e não apenas digitalizar, o relacionamento com o público.

Quais as vantagens para escritórios contábeis e setor financeiro?

Na minha experiência diária, vejo que quanto mais centralizado for o atendimento, mais simples é criar rotinas automáticas e digitalizadas. Para quem trabalha com contabilidade ou administração financeira, a mudança traz alguns ganhos bem concretos:

  • Visão unificada: Historicamente, cada colaborador do escritório precisava acompanhar várias caixas de email ou sistemas diferentes. Agora, há um só ponto de acompanhamento.
  • Agilidade no atendimento: Menos tempo perdido buscando respostas, maior controle sobre prazos e respostas recebidas.
  • Automação futura: Com o Receita Atende, abre-se caminho para integração com APIs, robôs digitais e sistemas automatizados, exatamente como já fazemos aqui na Robolabs.

Quando acompanho a evolução dessas soluções, percebo o tanto que o setor contábil pode ganhar autonomia, agilidade e tranquilidade para se dedicar a tarefas mais estratégicas, sem se preocupar tanto com burocracias repetitivas.

A centralização prepara o terreno para automações ainda mais inteligentes.

Como será o futuro: integração de e-mail e processos digitais

Se você, assim como eu, vem acompanhando o projeto de perto, já sabe que a digitalização não para por aqui. Tenho estudado a proposta anunciada pela Receita Federal, que é integrar, em uma segunda fase, outros dois grandes canais de comunicação:

  • Atendimento por e-mail: Diversos assuntos ainda são tratados exclusivamente por email, mas a intenção é reunir também esses canais no novo sistema centralizado.
  • Atendimento por processos digitais: Solicitações mais complexas ou que envolvam análise aprofundada devem migrar para dentro do mesmo ambiente.

A previsão é que, ao reunir todas essas formas de contato em um só local, seja possível acompanhar melhor cada etapa dos pedidos, priorizar demandas e responder tudo de modo automatizado, eliminando duplicidade e perda de informações.

No mundo da automação e tecnologia, o segredo está em eliminar canais paralelos para garantir segurança e clareza a todos.

O que muda para o futuro do atendimento público?

Se me perguntam sobre os principais reflexos desse tipo de centralização, reafirmo que muito mais gente encontrará facilidade na hora de resolver suas demandas fiscais. Isso aproxima o Brasil das melhores práticas digitais do mundo, dando passos largos para tempos em que menos informações se perdem, menos processos ficam parados e mais pessoas se sentem bem atendidas.

É uma mudança que, aliás, está muito alinhada ao que defendemos na Robolabs: criar soluções que libertem o profissional das tarefas mecânicas, tornando o relacionamento entre empresas, cidadãos e Estado mais humano, claro e eficiente.

Painel digital mostrando evolução gráfica de processos contábeis digitais Resumo das principais etapas do Receita Atende

Eu gosto de estruturar bem as informações importantes. Por isso, listo de forma clara como serão as principais etapas desse projeto:

  1. Lançamento oficial do Receita Atende em 6 de julho, substituindo grande parte dos atendimentos do Fale Conosco.
  2. Manutenção dos canais antigos apenas para assuntos não integrados e durante a fase de transição.
  3. Migração controlada dos temas remanescentes do Fale Conosco para o novo ambiente digital.
  4. Posterior integração de canais digitais por email e processos eletrônicos ao Receita Atende, criando um ponto único para todos os contatos.
  5. Ajustes constantes e aperfeiçoamento do sistema com base no uso real, sugestões dos usuários e análise de dados.

Cada passo desses reflete uma nova mentalidade de atendimento que valoriza o tempo do cidadão e o trabalho de quem lida com rotinas fiscais, contábeis e administrativas.

O que preciso para usar o Receita Atende?

Surgem muitas dúvidas sobre os requisitos. Explico, de forma bem direta:

  • Ter acesso à internet, pelo celular, computador ou tablet.
  • Entrar na plataforma Receita Atende quando ela estiver disponível, usando informações básicas de cadastro (CPF ou CNPJ, conforme o caso).
  • Saber o tema que deseja tratar, a própria plataforma ajuda com menus orientados.
  • Em caso de dúvidas específicas, anexar documentos digitalizados, caso o serviço peça.

Na verdade, o uso intuitivo é um dos focos do projeto.

Quanto mais simples for usar, maior a adesão e a satisfação.

Como a automação apoia essa modernização?

Como alguém que atua em projetos de automação para contabilidade, percebo que iniciativas assim preparam o terreno para integrar ainda mais robôs e assistentes digitais no cotidiano dos escritórios e das áreas administrativas.

Com canais padronizados, é muito mais viável criar rotinas automáticas de consulta, abertura e acompanhamento de solicitações. Dessa maneira, a atuação estratégica dos profissionais ganha força, já que tarefas repetitivas e burocráticas vão, aos poucos, sendo automatizadas.

Não à toa, a Robolabs nasceu justamente desse desejo: permitir que escritórios contábeis e áreas administrativas rompam com o velho padrão das tarefas robotizadas, para conquistar resultados melhores e mais humanos no relacionamento com órgãos como a Receita Federal.

Quais dúvidas persistem com a mudança?

Neste contato inicial com a plataforma, nem tudo estará pronto ou coberto. Costumo receber perguntas recorrentes, e compartilho aqui algumas bem frequentes, junto às respostas com base nas informações atuais:

  • Todos os serviços vão para o Receita Atende de imediato? Não. A centralização será por etapas. Alguns temas migrarão só nas fases seguintes.
  • Terei que criar novo cadastro? Não, normalmente os dados de identificação que você já usa (CPF/CNPJ) servem.
  • Como saberei se meu tema já foi migrado? A plataforma irá informar claramente quais assuntos já estão disponíveis dentro do sistema novo.
  • É seguro anexar documentos sensíveis pelo canal? Sim, as informações trafegam em ambiente protegido e seguem padrões de segurança digital da Receita Federal.
  • Atendimento presencial acabou? Não, o objetivo é priorizar o digital, mas em casos específicos o atendimento presencial poderá ser mantido.

O que representa para o futuro das relações com a Receita?

No meu entendimento, a maior conquista está em tornar as relações mais transparentes, claras e acompanháveis.

Observo que muitos dos problemas enfrentados por empresas e profissionais contábeis surgem da falta de clareza, da multiplicidade de canais e da perda de documentos ou histórico de atendimento. Ao juntar tudo em um só local, o Receita Atende reduz o risco de informações desencontradas e abre caminho para uma inovação sustentável no setor público.

Onde há simplicidade, há progresso.

E essa visão acompanha diretamente os valores da Robolabs: acreditamos que a tecnologia deve libertar, e não complicar o trabalho dos profissionais e cidadãos.

Como vejo o impacto do Receita Atende no dia a dia das empresas?

Já consigo prever uma série de benefícios na rotina das organizações:

  • Economia de tempo ao acessar respostas centralizadas;
  • Melhor controle sobre prazos e histórico dos atendimentos;
  • Menos falhas humanas por tratar demandas em fontes diferentes;
  • Facilidade de treinamento dos colaboradores para lidar com um só sistema;
  • Preparação para integração de RPAs (robôs de automação), integrando sistemas internos à plataforma pública.

Justamente nessas etapas de transição e acostumação é que projetos inovadores, como os da Robolabs, ganham mais sentido: antecipar soluções para adaptação ao novo mundo digital é o que vai diferenciar empresas prontas para o futuro.

O que esperar dos próximos passos após o lançamento?

Prevejo, com base na experiência de outras implementações digitais, que os primeiros meses trarão ajustes, atualizações constantes e muito aprendizado entre usuários e desenvolvedores do sistema.

Depois da fase inicial, acredito que novos módulos, temas e funcionalidades entrarão no Receita Atende, principalmente conforme aumenta a confiança dos usuários na plataforma. E, com a chegada da integração de atendimento via email e processo digital, só aumenta a segurança da informação e a rastreabilidade de todos os contatos feitos com a Receita Federal.

Conforme costumo reforçar aos clientes da Robolabs, o segredo para tirar o melhor proveito das mudanças digitais é manter-se atualizado, estimular feedbacks das equipes e buscar sempre a automação do que for possível dentro do novo ecossistema digital.

Conclusão: Receita Atende e o novo capítulo da digitalização contábil

Ao final desse panorama, quero destacar que a inauguração do Receita Atende é o começo de uma fase em que a Receita Federal reforça seu compromisso com o avanço digital. Centralização, informação clara, segurança e facilidade passam a ser palavras-chave para todo contribuinte.

Com o lançamento em 6 de julho, tanto empresas quanto cidadãos ganham uma ferramenta que promete transformar a comunicação e o acompanhamento de demandas junto ao órgão. E para quem atua em escritórios contábeis, setores administrativos e financeiros, como é o nosso caso na Robolabs, vejo uma oportunidade perfeita para integrar robôs digitais que foquem no trabalho estratégico, deixando o operacional nas mãos da tecnologia.

Se você também quer libertar sua equipe das tarefas mecânicas e acabar de vez com a rotina de “ser um robô”, convido você a conhecer os projetos que desenvolvemos na Robolabs. Fique à vontade para entrar em contato, esclarecer dúvidas e descobrir como podemos juntos potencializar seus resultados nesse novo cenário digital.

PL da IA no Brasil: o que muda para empresas e porque foi adiado

O avanço da inteligência artificial no Brasil já não é uma tendência distante. Todos os dias, novas ferramentas surgem para transformar como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos com a tecnologia. Em meio a esse cenário dinâmico, o Projeto de Lei 2338/2023, conhecido como o novo marco regulatório da inteligência artificial no país, conquistou destaque em debates empresariais, jurídicos e sociais.

Eu tenho acompanhado essa discussão desde que o texto começou a tramitar, e posso afirmar: a ansiedade é geral, principalmente entre empresas que, como a Robolabs, investem todos os dias em soluções de automação e IA para transformar processos repetitivos em atividades estratégicas.

O que é o PL 2338/2023?

O PL 2338/2023 é um projeto de lei que visa estabelecer regras claras para o desenvolvimento, implementação e uso de sistemas inteligentes em todo o território nacional. O texto já foi aprovado no Senado, mas depende de nova análise na Câmara dos Deputados para virar lei.

Se você trabalha em áreas administrativas, contábeis ou financeiras, como vários dos clientes da Robolabs, sabe que a IA deixou de ser um tema do futuro. Criar um marco legal é uma resposta à necessidade de equilibrar o potencial inovador com a proteção de direitos fundamentais e a segurança jurídica das empresas.

Por que a votação foi adiada?

Na semana passada, acompanhando de perto pela imprensa, vi que a votação do projeto foi adiada novamente na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, comunicou que o texto não será analisado neste momento. O motivo? Falta de consenso político entre deputados e senadores.

Essa decisão mostra como o tema é sensível e demanda cautela. O receio é que mudanças de última hora atrasem ainda mais o andamento do marco da IA. O presidente foi claro:

“Não será votado antes de um alinhamento prévio entre as Casas, para evitar alterações e idas e vindas.”

Ou seja, o debate está longe do fim, e decidir “às pressas” pode custar caro em insegurança jurídica.

Por que a regulamentação é tão esperada?

Eu sempre escuto, em conversas com colegas do setor, que nunca se viu tanta urgência quanto agora.

A disseminação recente da IA generativa, usada em atendimento ao cliente, produção de conteúdo, análise de dados, RH e fintechs, acelerou questionamentos e preocupações sobre seu impacto no dia a dia dos negócios.

De empresas pequenas a gigantes, todos querem saber: como garantir segurança aos negócios, proteção de dados dos usuários e respeito aos direitos humanos usando IA?

A resposta passa por regras claras e mecanismos de fiscalização. E é exatamente o que propõe a lei.

Principais mudanças propostas para empresas

O projeto não se limita a criar um “manual” para programadores de IA. Ele traz obrigações diretas para empresas que desenvolvem, integram, distribuem ou operam sistemas inteligentes no Brasil. Listei alguns pontos que acredito serem os mais relevantes:

  • Criação de regras para desenvolvimento e uso: Estabelece normas que devem ser respeitadas em todo o ciclo de vida do sistema.
  • Classificação de sistemas conforme o nível de risco: Sistemas de IA serão enquadrados em categorias de risco (baixo, moderado e alto), cada uma com requisitos específicos.
  • Normas específicas para aplicações de alto risco: Obriga controles extras para sistemas usados em setores sensíveis, onde um erro pode gerar graves danos.
  • Proibição de aplicações perigosas: Veda o uso de IA em situações que atentem contra direitos fundamentais, como manipulação de comportamento ou discriminação.
  • Proteção de dados e direitos dos cidadãos: Determina garantias adicionais para proteger informações pessoais e assegurar transparência.
  • Responsabilização de empresas e desenvolvedores: Regula em que situações empresas e fornecedores respondem por danos causados pelos sistemas.
  • Criação de um sistema nacional de governança de IA: Propõe órgão responsável por fiscalização e orientações técnicas.

Essas propostas mexem diretamente com quem contrata, comercializa ou integra soluções baseadas em algoritmos, como as oferecidas pela Robolabs.

Executivos de empresas discutindo projeto de lei em sala de reunião com telas exibindo gráficos de IA. Setores mais sensíveis na mira da legislação

O texto separa uma atenção especial para segmentos que lidam diretamente com direitos coletivos e condições de vida dos cidadãos. Alguns dos setores citados explicitamente são:

  • Recrutamento de trabalhadores: Para evitar filtros e análises injustas ou discriminatórias no uso de IA para seleção de candidatos.
  • Educação: Impede que algoritmos reforcem desigualdades ou separem alunos de maneira arbitrária.
  • Concessão de crédito: Garante transparência nas análises automatizadas de crédito, preocupação crescente com o crescimento do open finance.
  • Serviços públicos: Previne decisões automatizadas que prejudiquem cidadãos, por exemplo, em benefícios sociais.
  • Sistemas biométricos: Controle sobre o uso de reconhecimento facial e de voz, especialmente em ambientes públicos ou sem consentimento explícito.

Cada um desses setores já começa a sentir as implicações do que está por vir. No universo contábil, por exemplo, em que a Robolabs atua, a automação está em pleno crescimento, inclusive com aplicações sensíveis como cruzamento de dados fiscais e análises de conformidade. Nosso compromisso é garantir que a inovação siga sempre respeitando as pessoas e a legislação.

Como funciona a classificação de risco?

Para dar conta da pluralidade das aplicações de IA, o projeto prevê níveis de risco, baixo, moderado ou alto, que determinarão o grau de exigência legal. Mas essa é exatamente uma das maiores polêmicas do texto.

Segundo especialistas que acompanho há anos, errar nessa classificação pode comprometer a própria efetividade da lei. Um sistema de recrutamento que não exija controles rígidos, por exemplo, pode fomentar discriminação sem que os responsáveis respondam por isso. Já empresas que usam IA para tarefas repetitivas e simples não podem ser sufocadas por burocracia.

Assim, uma das discussões atuais gira em torno de quem deve definir esses critérios, se o próprio Congresso ou se a tarefa ficará a cargo de agências reguladoras de cada setor. Delegar essa função pode agilizar a adaptação e acompanhamento de novas tecnologias, mas também traz debates sobre transparência e uniformidade nas decisões.

Quadro branco com diagramas e gráficos sobre classificação de risco de IA, equipe analisando fluxos. O equilíbrio entre flexibilidade e segurança regulatória será determinante para o sucesso do texto.

A disputa: inovação ou cautela?

Um dos impasses mais acalorados do debate sobre o marco regulatório é este: até onde podemos proteger a sociedade sem atravancar o crescimento tecnológico?

De um lado, empresas de tecnologia, setores produtivos e parte do parlamento defendem que regras excessivas podem afastar investimentos e prejudicar a inovação no Brasil. Alegam que a burocracia pode inibir o desenvolvimento de novos negócios e tornar as soluções nacionais menos competitivas.

Do outro, entidades da sociedade civil, acadêmicos, pesquisadores e especialistas alertam que sem uma regulação firme, a sociedade ficará exposta a riscos como:

  • Violações de dados sensíveis
  • Discriminações automatizadas
  • Tomada de decisões sem transparência
  • Danos físicos, morais ou financeiros gerados por sistemas imprevisíveis

Nessa balança, setores como o jurídico e o financeiro acompanham cada vírgula do texto, pois a clareza sobre quem responde por danos é essencial para sustentar relações de confiança em novos produtos e serviços.

O que pode acontecer na Câmara dos Deputados?

A Câmara dos Deputados pediu mais tempo para analisar pontos sensíveis e buscar um acordo que evite mudanças radicais no texto já aprovado pelo Senado. Eu diria, com base em tantas experiências anteriores, que são nestes detalhes que mora o sucesso ou o fracasso da legislação.

Alterações feitas sem consenso total podem obrigar o projeto a voltar ao Senado, travando todo o processo por semanas ou meses. O próprio presidente da Câmara afirmou que qualquer avanço depende de alinhamento prévio, especialmente na definição de critérios de risco e de responsabilidades para empresas e desenvolvedores.

Em tempos em que a transformação digital é vista quase como um “novo marco civilizatório”, o sentimento é de que não há mais espaço para indefinições.

Como fica a responsabilidade para empresas?

Esse é um dos pontos práticos mais relevantes para as organizações que investem em ferramentas de IA como clientes da Robolabs: saber em quais situações podem ser responsabilizadas por danos causados por sistemas inteligentes.

Pelo texto atual, a responsabilidade pode incidir tanto sobre quem cria quanto sobre quem comercializa ou opera o sistema, desde que sua conduta contribua para o dano. Isso inclui falhas no desenvolvimento, omissão de informações relevantes, vazamento de dados e até o uso inadequado do sistema por clientes.

O projeto trata a IA como mais que uma tecnologia: trata como uma questão de direitos, deveres e confiança.

No caso de aplicações de alto risco, as regras para prestação de contas e transparência tendem a ser mais rigorosas. O objetivo é evitar tragédias como acidentes graves, fraudes financeiras e discriminações automatizadas difíceis de rastrear.

Proteção de dados: que obrigações surgem?

Com o novo marco, empresas deverão não apenas cumprir a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), mas implementar salvaguardas extras para proteger informações pessoais e garantir a transparência no uso dos algoritmos.

Na prática, fica proibido o uso de IA para manipular opiniões, enganar consumidores, praticar discriminação automática ou coletar dados sem consentimento claro. Além disso, usuários terão direito de acesso, explicação e contestação de decisões automatizadas, um desafio, por exemplo, para empresas de crédito e recrutamento.

No contexto da Robolabs, percebo que a tendência, no futuro próximo, será criar rotinas automatizadas alinhando inovação tecnológica com respeito absoluto à privacidade dos usuários e transparência nos processos realizados por colaboradores digitais.

Empresário apresenta tela com dados sensíveis destacados, equipe observa atentos. Sistema nacional de governança: quem fiscaliza a IA?

Outro destaque do projeto é a criação de um órgão nacional para coordenar políticas públicas e fiscalizar o cumprimento das normas de uso de IA. Esse sistema será responsável por emitir orientações técnicas, promover boas práticas e agir em situações de abuso.

O modelo de governança busca unir especialistas, sociedade civil e representantes do poder público para construir e revisar parâmetros conforme a tecnologia evolui.

Pessoas físicas e jurídicas poderão recorrer a esse órgão para denunciar práticas abusivas, tirar dúvidas e receber informações consistentes sobre o funcionamento e os riscos de soluções inteligentes. Isso aumenta a confiança geral no ecossistema digital brasileiro.

Urgência e riscos: o cenário atual da IA nas empresas

Enquanto a lei não anda, novas soluções de IA continuam sendo implementadas em ritmo acelerado. Em minha rotina na Robolabs, vejo clientes cada vez mais interessados, e também preocupados, em adotar automações personalizadas, mas sem cair em armadilhas jurídicas.

O ritmo das inovações é um fato. Basta abrir notícias do setor financeiro, de recursos humanos, marketing digital ou mesmo do poder público para identificar iniciativas que já usam IA generativa, automação de chatbots ou sistemas preditivos avançados.

Especialistas alertam sobre um risco real: a ausência de regras claras pode não só gerar globais inseguranças jurídicas, mas também abrir espaço para disputas longas e onerosas em tribunais, atrasando o crescimento saudável do setor.

Assim, cada dia de atraso na aprovação do projeto amplia a janela para decisões que podem afetar profundamente empresas, consumidores e trabalhadores nos próximos anos.

Pontos de impasse e divergências

Os principais pontos que impedem um consenso rápido entre Senado, Câmara e sociedade envolvem:

  • Definição clara dos critérios de risco dos sistemas de IA
  • Grau de responsabilidade de empresas e programadores em diferentes contextos
  • Possibilidade de delegar classificação de risco para agências reguladoras setoriais
  • Fronteiras entre proteção de direitos fundamentais e liberdade para inovar
  • Transparência nas decisões automatizadas e direito de contestação para usuários

Esses fatores têm gerado acalorados debates técnicos, jurídicos e políticos. Em minha vivência profissional, percebo que os maiores desafios estão, ironicamente, nos detalhes das exceções e das interpretações sobre o que é risco alto ou baixo.

O que esperar para o segundo semestre?

Apesar de mais um adiamento, há indicações de que a votação pode acontecer ainda neste semestre. Tudo depende do relatório final que será levado à Câmara e, principalmente, da costura política que permita harmonia entre os Poderes para evitar o retorno do texto ao Senado.

Se aprovado, entraremos em uma nova fase na transformação digital do Brasil, com a IA ganhando novos contornos normativos e abrindo espaço para soluções inovadoras, porém responsáveis.

Enquanto isso, minha sugestão é que empresas se preparem revisando políticas internas, treinando times e buscando parceiros de tecnologia com compromisso claro com a responsabilidade e transparência. O trabalho da Robolabs, nesse sentido, já foca em automação ética, segura e personalizada.

Como a Robolabs se posiciona nesse cenário?

Na Robolabs, sempre enxergamos a automação como uma ferramenta para libertar pessoas de tarefas mecânicas, resgatando o potencial humano para atividades criativas e estratégicas. Nunca foi só tecnologia pela tecnologia.

O futuro da IA não será só criado por programadores, mas por quem souber unir inovação com respeito ao ser humano.

Se você representa um escritório contábil, financeiro ou administrativo, o momento pede atenção e ação. Não se trata só de adotar novas soluções, mas de entender como a legislação pode impactar negócios, para mitigar riscos e aproveitar oportunidades.

Falo com tranquilidade, pela experiência à frente de projetos transformadores: quem se antecipa constrói vantagem competitiva sustentável e fortalece a confiança de clientes e parceiros.

Conclusão: hora de decidir, não de esperar

O marco regulatório da IA no Brasil é uma das discussões mais relevantes dos nossos tempos. Decisões tomadas agora moldarão como empresas, profissionais e consumidores vão conviver com tecnologias cada vez mais autônomas, seja para o bem ou para o risco.

Enquanto aguardamos o desfecho no Congresso, recomendo fortemente que você busque compreender os impactos específicos do projeto no seu setor, fortaleça a cultura de responsabilidade e siga atento às novidades. E, claro, conte com a Robolabs para discutir, adaptar e implementar soluções de automação que respeitam todas as exigências da legislação.

Queremos contribuir para que a transformação digital aconteça de forma transparente, humana e alinhada à legislação, libertando você das tarefas repetitivas e abrindo espaço para o que realmente importa.

Conheça mais sobre a Robolabs e descubra como podemos ajudar sua empresa a se preparar para o futuro da inteligência artificial, com confiança, ética e inovação personalizada.

Digitalização em órgãos públicos: como garantir acesso seguro aos dados

A digitalização em órgãos públicos não é apenas uma tendência: se tornou uma realidade diária para quem está à frente das áreas administrativas, jurídicas e financeiras. De uns anos para cá, tenho percebido como a preocupação com a proteção de informações sensíveis saltou para o centro das discussões, tanto no ambiente público quanto nas empresas comprometidas com boas práticas.

É interessante notar como, à medida que avançamos nessa jornada, buscamos não apenas mais agilidade e consistência, mas principalmente segurança e rastreabilidade. Falar de acesso seguro aos dados é falar de responsabilidade, confiança institucional e alinhamento com normas como a LGPD.

O crescimento da digitalização e o desafio de proteger informações

No meu cotidiano, percebo que a quantidade de documentos eletrônicos em órgãos públicos e empresas só aumenta. Isso trouxe benefícios claros, como rapidez no fluxo de trabalho e facilidade para encontrar registros antigos. Porém, essa evolução tecnológica também escancarou o risco maior de exposição, vazamentos e incidentes cibernéticos.

Com a aprovação da LGPD, senti nas conversas com clientes e colegas que muitos gestores passaram a revisar seus processos internos de armazenamento, compartilhamento e controle de documentos. Não se tratava mais só de escanear papéis, mas sim de garantir que as informações digitais estivessem protegidas contra acessos indevidos e com trilha clara de quem acessou o quê e quando.

Como a digitalização acelerou o cuidado com dados

Até poucos anos atrás, boa parte dos processos girava em torno de pastas físicas, armários e arquivos. O esforço para encontrar um documento antigo era enorme, e o risco de perda era constante. Com a digitalização, notei uma inversão: passamos a enfrentar o desafio de proteger as informações corretamente, já que agora ficam todas em repositórios online ou servidores locais.

Os incidentes cibernéticos também explodiram nesse cenário. Ataques de ransomware, tentativas de phishing, vazamentos acidentais e falhas de configuração passaram a ocupar o tempo dos responsáveis por tecnologia. Tudo isso colocou ainda mais pressão para que órgãos públicos e empresas adotassem controles eficazes, não pensando só no hoje, mas também no futuro.

Padronização: a resposta ao novo desafio regulatório

Foi nesse contexto que, em 2024, o Arquivo Nacional promoveu a atualização do Código de Classificação e da Tabela de Temporalidade das atividades-meio do Poder Executivo federal. Vi como a notícia movimentou os departamentos de protocolo, arquivo e tecnologia, todos buscando entender como seguir essa nova padronização. Afinal, padronizar significa garantir que qualquer pessoa autorizada, agora ou no futuro, consiga encontrar e compreender os documentos salvos, além de definir claramente quando e como cada registro deve ser descartado.

Padronização previne a perda e facilita a recuperação de informações estratégicas.

Essa mudança, na minha análise, aconteceu justamente porque muitos órgãos federais manifestaram dificuldades práticas com seus próprios arquivos digitais. O volume de dados cresceu, mas o método de organização não acompanhou na mesma velocidade. Vi casos de equipes gastando horas procurando o documento certo, de perda de informação durante auditorias e de ofícios vencendo prazos legais por falhas de controle.

O movimento de atualização do Código e da Tabela não é isolado. Outras esferas do poder público e empresas também buscaram padrões para nomeação, categorização e destinação dos documentos. Quando todos usam o mesmo padrão, os riscos jurídicos e operacionais caem significativamente.

A diferença entre guardar e organizar documentos

Em muitas rodas de conversa e palestras, lembro da fala do CEO da Doc Security, Fabiano Carvalho, sempre chamando a atenção para uma confusão comum: guardar não é sinônimo de oferecer acesso estruturado. É muito fácil acumular PDFs, imagens e planilhas em pastas digitais; difícil é garantir que essa massa de dados realmente esteja disponível para uso efetivo, auditável e seguro.

Segundo Fabiano, “empresas que apenas armazenam estão longe de ter um verdadeiro processo estruturado, pois a ausência de metadados e taxonomias adequadas limita – e compromete – qualquer tipo de busca ou recuperação futura”. Acredito que essa percepção faz muito sentido quando penso na prática diária dos clientes da Robolabs: muitos, ao iniciarem um projeto de automação, se dão conta de que seus problemas não começam na tecnologia, mas sim na forma como lidam com a catalogação de informações.

Metadados, taxonomias e a busca inteligente por informações seguras

Uma das grandes descobertas que tive nos últimos anos foi perceber como o uso de metadados pode transformar o jeito de encontrar informações e reduzir riscos de acesso indevido.

Servidor mostrando um sistema com taxonomias e filtros de metadados para documentos digitais Enquanto trabalhar com uma “pasta cheia de arquivos” pode até resolver por um tempo, cedo ou tarde essa prática gera ruídos. Em vez disso, sistemas que usam metadados (como tema, data, setor, tipo de documento, autor, entre outros) permitem buscas muito mais rápidas e seguras. Eu mesmo já precisei encontrar um documento específico, de anos atrás, e vi como a presença de metatags bem definidas mudou o resultado da busca em segundos.

Criar taxonomias, hierarquias e padrões de catalogação abre portas para três benefícios:

  • Redução radical do tempo de busca – O usuário sabe onde e como procurar, sem ter que abrir arquivo por arquivo.
  • Menos risco de acesso não autorizado – Permissões podem ser criadas de acordo com o setor, nível de responsabilidade ou tipo de informação.
  • Maior segurança jurídica – É possível mostrar quem criou, alterou ou visualizou um arquivo relevante, atendendo a auditorias e controladorias.

Nenhum desses resultados é alcançado apenas com a digitalização pura e simples. Sem estrutura e indexação clara, digitalizar documentos muitas vezes aumenta o caos organizacional.

Digitalização sem organização atrapalha o acesso

Lembro de um cliente que chegou até a Robolabs comemorando que tinha acabado de digitalizar um acervo inteiro. Quando precisei pedir um documento, o caos apareceu: ninguém sabia onde estava, como tinha sido catalogado ou sequer se estava completo. A digitalização, sem planejamento, pode criar uma falsa sensação de modernidade enquanto esconde gargalos antigos sob uma nova camada digital.

Percebi no setor público relatos semelhantes – órgãos que gastaram tempo e dinheiro digitalizando, mas deixaram de definir padrões e fluxos de organização. Resultado: informações “perdidas” em meio a milhares de arquivos digitais e riscos de exposição acidental de dados confidenciais.

Permissões, segmentação e a redução dos riscos de exposição

Quando falo de proteção de informações sensíveis, preciso mencionar as formas de segmentar o acesso e registrar todas as ações dentro dos sistemas. Descobri, principalmente após a LGPD, que sistemas sem classificação de permissões aumentam o risco de exposição de dados privilegiados, como folha de pagamento, contratos ou documentos jurídicos.

Hoje, ferramentas que permitem criar níveis de acesso segmentados viraram padrão para organizações que lidam com dados financeiros ou estratégicos. Essas soluções não somente bloqueiam a tentativa de acesso indevido, como também mantêm um registro detalhado do que cada colaborador fez: quando acessou, alterou, encaminhou ou excluiu determinado arquivo.

Operador acompanhando tela com logs de acesso e permissões em um órgão público Esses “logs de auditoria” passaram a ser exigidos não só para atender órgãos de fiscalização, mas para resguardar gestores em casos de eventuais vazamentos ou tentativas de fraude. Na minha prática, sempre recomendo que registros de acesso fiquem disponíveis para análise regular de conformidade, apoiando investigações e prevenindo incidentes.

A força da LGPD e as exigências de autenticação e controle

A LGPD acelerou a migração para sistemas mais robustos de proteção e controle de arquivos digitais. Ao conversar com responsáveis por áreas sensíveis, vi que a pressão (e a preocupação) por fixar processos claros virou rotina. Hoje, já se tornou comum encontrar soluções que incluem dupla autenticação, criptografia ponta a ponta e registros completos de acesso.

  • Dupla autenticação garante que mesmo que uma senha seja comprometida, um segundo fator é exigido para liberar o acesso.
  • Criptografia protege os dados durante o armazenamento e no tráfego de informações entre sistemas e usuários.
  • Auditoria detalhada mostra exatamente quem acessou, alterou ou transmitiu cada documento.

Em especial, empresas e órgãos com grandes volumes de dados confidenciais passaram a considerar obrigatório o uso dessas práticas. Em muitos casos recentes, a falta desses controles resultou em notificações de órgãos reguladores, nada mais desconfortável do que ter que justificar para auditorias externas qualquer desvio no controle de acesso.

Segmentação de permissões: dividindo para proteger

Dividir o acesso significa separar, de fato, o “quem pode o quê”. Um sistema sem permissões ou classificação de usuários permite que qualquer um veja tudo, e isso abre portas para situações graves, desde vazamentos internos até exposição pública acidental de informações restritas.

O padrão, hoje, é atribuir permissões considerando funções, setores e características dos documentos. Contratos ficam acessíveis só ao jurídico; dados de folha de pagamento, restritos ao RH; relatórios estratégicos, apenas para a diretoria. Parece óbvio, mas nem sempre foi assim.

Padronização: solução para problemas recorrentes

Gosto sempre de lembrar que, na raiz dos grandes problemas com gestão documental, está a falta de padrão. Sem regras claras, cada servidor, departamento ou gestor inventa sua própria lógica de nomeação, de organização e de guarda dos arquivos. Essa prática fragmenta o conhecimento institucional, aumenta a chance de perda e atrasa processos críticos.

O grande valor da atualização do Código de Classificação e da Tabela de Temporalidade é relembrar aos gestores a necessidade de unificar procedimentos e linguagens. Trabalhar com padrões significa poupar tempo, reduzir conflitos e prevenir falhas que podem custar caro na hora da verdade, seja em uma auditoria, seja numa crise de imagem.

Normas e padrões separam processos que funcionam apenas hoje dos que resistem ao tempo.

Vi, na prática, que órgãos públicos que se adaptaram mais rápido às recomendações do Arquivo Nacional passaram a ter menos problemas na hora de passar pelo crivo de controladorias e órgãos fiscalizadores. A clareza na classificação e o respeito à temporalidade dos documentos facilita até o descarte seguro de arquivos, evitando que informações fiquem expostas ou mantidas além do prazo legal.

O papel da Robolabs e a automação inteligente para proteção no acesso

É nesse contexto desafiador que soluções como a Robolabs entram em cena. Venho acompanhando de perto o impacto positivo que a automação personalizada tem trazido para áreas administrativas e contábeis. Quando implementamos robôs digitais que seguem regras padronizadas de classificação, segmentação e registro de ações, reduzimos drasticamente a margem para erros humanos na manipulação de dados.

Automatizar não é só substituir tarefas repetitivas – é garantir que cada informação siga um protocolo claro de entrada, conferência, armazenamento e destinação. E quando a automação é desenvolvida sob medida, considerando os fluxos e riscos próprios de cada empresa ou órgão público, a qualidade do controle sobre os dados alcança outro patamar.

Da mesma forma, a Robolabs aposta em preços fixos e transparência de custos, o que, na minha visão, favorece a ampliação e adoção por vários clientes de perfis diferentes. Isso é algo que realmente faz diferença para quem precisa pensar em longo prazo, tanto na proteção quanto na sustentabilidade do investimento em novas tecnologias.

O futuro da gestão documental é seguro, humano e estratégico

O compromisso da Robolabs de libertar profissionais de tarefas mecânicas nos lembra que, apesar de toda tecnologia, o fator humano segue no centro das decisões e estratégias. Quando conseguimos entregar acesso rápido, seguro e estruturado aos dados, liberamos o tempo das equipes para pensar, criar e agir de forma mais estratégica.

Profissionais analisando dados digitais de forma colaborativa em frente a uma tela digital O CEO da Doc Security, ao comentar sobre o futuro, resumiu bem: “É a aderência a normas e padrões que separa os processos que funcionam apenas hoje daqueles que continuam funcionando no futuro”. Concordo plenamente. Se a gestão documental e o acesso a informações estratégicas não acompanharem o avanço das regras e tecnologias, cedo ou tarde a conta chega – e pode ser alta.

Conclusão: por que investir continuamente em sistemas seguros?

Ao olhar para o caminho percorrido, fica evidente para mim que digitalizar só traz ganhos reais quando unimos três pilares: organização, controle rigoroso de acesso e respeito às normas. Todo ambiente que manipula informações sensíveis está sujeito a riscos, mas com processos estruturados, metadados bem definidos e ferramentas confiáveis, não é preciso viver sob ameaça constante.

Investir em boas práticas de segmentação, auditoria e padronização não é gasto: é proteção de reputação, conformidade jurídica e confiança institucional.

Se você ainda tem dúvidas sobre como aperfeiçoar o controle e a segurança das informações no seu setor ou entidade, recomendo buscar soluções que conciliem automação, flexibilidade e transparência, como as oferecidas pela Robolabs.

Conheça mais de perto como a Robolabs pode ajudar sua organização a transformar o acesso a documentos digitais em um processo mais seguro, inteligente e humano. Agende uma conversa para descobrir novas formas de proteger seus dados e entregar mais valor às pessoas e à sociedade.