Reforma Tributária entra em fase de testes em 2026
Janeiro de 2026 chegou. Para a maioria das pessoas, era mais um início de ano marcado por resoluções esquecidas, férias de verão e, claro, aquela incerteza sobre como ficarão as contas. Mas para mim, que trabalho acompanhando legislação fiscal e, especialmente, acompanhando desenvolvimentos voltados à automação em contabilidade, esse mês marcou algo diferente: o começo do grande teste do novo sistema de impostos do Brasil.
Vi muita gente brincando: “Agora meu imposto vai ter patch de atualização? Dá pra pedir reembolso se travar no meio?” Sinceramente, até eu sorri. Essas perguntas refletem o clima de expectativa, de dúvida e de ansiedade compartilhado por empresários, contadores, administradores e todos que de alguma forma se relacionam com os tributos nacionais. A promessa era clara: simplificação e transparência, mas também, remendo atrás de remendo até tudo se encaixar. É sobre isso que quero conversar hoje.
A fase de testes da tributação começou e ninguém sabe ao certo onde vai dar.
O que significa essa fase de testes?
Quando ouço “fase de testes”, me remeto imediatamente ao mundo dos softwares, onde rodamos versões beta pra encontrar bugs, problemas e ajustar antes do lançamento oficial. É engraçado pensar que, em 2026, um país inteiro virou uma espécie de laboratório fiscal – e cada empresa, cada profissional de contabilidade, virou quase betatester involuntário.
O objetivo, claro, é verificar se as novas regras realmente funcionam, se os sistemas (da Receita, dos governos, das prefeituras e das empresas) aguentam as mudanças e se tudo fica, de fato, mais fácil de entender e de gerenciar.
Na minha impressão, muita coisa ainda está sendo escrita conforme a necessidade aparece. O sistema tributário brasileiro era imenso, e a tentativa de simplificar não é só mudar uma lei aqui e outra ali, mas mexer em práticas, sistemas e até em cultura organizacional.
Durante essa fase, o próprio governo se comprometeu a ajustes frequentes, escutando diferentes setores e calibrando alíquotas, isenções e mecanismos de restituição.
O que mudou na prática até agora?
Vejo muitos perguntando: “Tá, e agora? O que muda no meu dia a dia?” Até o momento, a principal mudança está na unificação de siglas e tributos. Impostos federais, estaduais e municipais foram agrupados em um novo tributo sobre valor agregado, chamado IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), além de um outro tributo federal, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Não decore as siglas, porque todo mês vemos uma diferente ou mesmo versões da mesma.
O que importa é que a ideia central é que não precisamos mais separar e entender ICMS, ISS, PIS, Cofins e tantas outras “sopas de letrinhas”. Agora, as operações possuem uma alíquota única, facilitando, em teoria, a vida de quem calcula e paga impostos.
A fase de testes prevê paralelismo: ambos os sistemas, antigo e novo, rodam em paralelo até o fim do ano, permitindo adaptação e comparação de resultados.
O Leão também mudou: Receita Federal 2.0
Outro ponto que chamou atenção, principalmente de quem passa horas em portais do governo federal, foi a atualização do sistema da Receita. Rebatizado como “Leão 2.0”, ganhou interface mais amigável, mas continua firme no papel de fiscalizador.
- Painéis interativos e relatórios automáticos.
- Alertas sobre inconsistências quase em tempo real.
- Possibilidade de atualização online e acompanhamento do status das declarações.
- Alguns rumores sobre cashback tributário, mas tudo ainda muito distante da rotina do cidadão comum.
Até conversei, recentemente, com colegas que sentem até alívio por não precisar mais preencher dezenas de documentos redundantes. Outros, porém, relataram confusão com o modelo híbrido de tributação em 2026. Alguns clientes da Robolabs, por exemplo, elogiaram a redução do trabalho manual, mas reconhecem que surgiram novas demandas de adaptação dos processos internos para garantir o cruzamento correto de informações entre os dois sistemas.

Principais dúvidas dos contribuintes
Desde as primeiras discussões, acompanho fóruns online, reuniões em sindicatos e grupos de profissionais com uma pergunta recorrente: “Agora que entrou a fase de testes, vou pagar mais ou menos impostos?” Outros questionam a aplicação das novas regras em setores específicos (indústria, comércio, serviços) ou mesmo como ficam descontos, créditos e restituições.
As dúvidas principais giram em torno dos seguintes aspectos:
- O novo formato de notas fiscais eletrônicas e as exigências para emissão;
- Os prazos para adaptação dos sistemas internos de cada empresa;
- Se haverá ou não necessidade de rever contratos de prestação de serviço devido à mudança na base de cálculo;
- Como ficará a compensação de créditos dentro do regime de valor agregado.
O brasileiro quer saber, principalmente, se a tributação vai pesar mais no bolso ou se, finalmente, teremos um modelo mais justo e transparente.
Atenção redobrada com automação contábil
Nesse contexto, percebo que nunca foi tão fundamental investir em automação personalizada. A Robolabs tem visto aumento na demanda por soluções que adaptem os processos das empresas a mudanças frequentes, eliminando planilhas paralelas e controles manuais. Afinal, estamos falando de um ambiente em constante transformação e muita margem para erros humanos, seja na interpretação da lei, seja na execução em sistemas antigos.
Os principais pontos da simplificação
Durante meus estudos e experiências no setor contábil e financeiro, percebo que a reestruturação dos impostos foi guiada por algumas premissas:
- Redução do número de tributos: O maior objetivo é agrupar diversos impostos em poucos tributos de base ampla, distribuindo a arrecadação entre União, Estados e municípios de forma mais transparente.
- Unificação da base de cálculo e do documento fiscal:
- Criação de mecanismos automáticos de restituição e compensação tributária:
- Padronização da incidência de impostos sobre consumo, afastando distorções regionais.
- Desburocratização dos processos para pequenas e médias empresas.
Quem atua na área fiscal sabe quanto tempo se perde conferindo, recalculando e interpretando detalhes divergentes entre município, estado e União.
Impactos esperados: O que deve mudar em 2026?
Minha primeira impressão é que, ainda que o discurso oficial prometa simplicidade, a prática mostra que a simplificação não se faz do dia pra noite. A convivência entre trabalhadores, empresários e os novos sistemas exigirá paciência e tempo.
Entre as principais mudanças que notei estão:
- Fim progressivo do ICMS e ISS, tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo novo imposto unificado.
- Incidência no destino do consumo, e não na origem, favorecendo estados menos industrializados.
- Adaptação de contratos e reorganização de cadeias produtivas, já que os créditos passarão a ser automáticos e incidirão em cadeia.
- Necessidade de atualização de sistemas eletrônicos de emissão de nota, escrituração e contabilidade.
- Adoção de novos layouts de documentos fiscais eletrônicos.
Para muitas empresas, o maior desafio é garantir que as informações trafeguem corretamente entre seus sistemas de gestão, emissão de nota, financeiro e contábil. Quando algum elo dessa cadeia falha, o risco não é apenas de pagar imposto errado, mas de reincidir em infrações e multas automáticas via cruzamento da Receita!

O que esperar das próximas atualizações?
Na maior parte dos sites oficiais, a expectativa é que a fase de testes perdure até dezembro de 2026, com ajustes periódicos sempre que forem detectados erros, distorções ou gargalos. Experiências anteriores mostram que o sistema público nacional não resolve bugs da noite para o dia. A transparência das mudanças e clareza na comunicação serão essenciais para que empresários e contadores não fiquem perdidos entre versões e notas técnicas.
Para mim, o mais inteligente neste momento é trabalhar com previsibilidade e flexibilidade – justamente as características centrais buscadas nos sistemas da Robolabs: automação adaptável, que acompanha cada nova demanda regulatória rapidamente.
Testar, errar, corrigir: esse é o ciclo esperado do novo modelo fiscal até 2027.
Quais são os benefícios esperados?
Nas conversas que tive com especialistas e mesmo em grupos de colegas da área, os principais pontos positivos apontados para o novo sistema são:
- Simplificação do cálculo de impostos, reduzindo a chance de erros;
- Possibilidade de planejamento tributário mais transparente e previsível;
- Facilidade no treinamento de novos profissionais da área contábil e financeira;
- Redução do tempo gasto em reconciliações, conferências e retrabalho.
Se houver sucesso gradativo nos testes, a perspectiva é que empresas possam focar menos em questões burocráticas e mais na gestão estratégica.
Em menos tempo, mais pessoas conseguirão entender e controlar sua própria vida tributária.
Os riscos: O que ainda pode dar errado?
Não posso deixar de listar alguns dos riscos apontados para quem está vivendo essa migração:
- Erros de parametrização no sistema, que podem levar a cálculo incorreto e, consequentemente, à aplicação de multas;
- Dificuldade para pequenas empresas que não contam com automação ou tecnologia para realizar ajustes nos seus processos internos;
- Possíveis atrasos na restituição de créditos, devido à adaptação dos sistemas públicos e privados;
- Confusão na transição e necessidade de acompanhamento constante das atualizações publicadas pela Receita Federal;
- Gargalos de integração entre o sistema unificado e plataformas contábeis já estabelecidas.
Muitas dessas preocupações têm aparecido de forma recorrente em reuniões, lives e webinars de áreas técnicas. Vejo que a ansiedade é maior para pequenos escritórios, microempresas e autônomos, justamente quem mais sentia a dor da burocracia e agora precisa entender como aproveitar a simplificação e não ser atropelado pelo digital.
É aí que a consultoria especializada, a adaptação tecnológica e a automação tornam-se praticamente inseparáveis da rotina empresarial moderna.
O papel da automação e da inteligência artificial
Desde que comecei a acompanhar o uso da automação em processos contábeis, vejo na prática o quanto ela é capaz de transformar a forma como lidamos com tributos. Na Robolabs, nosso lema é libertar humanos de tarefas robóticas, permitindo que as pessoas concentrem seus esforços em decisões estratégicas, não no quadro de planilhas sem fim.
Com a atualização do modelo de impostos, cresce ainda mais a demanda por RPAs personalizados, que acompanhem as peculiaridades do novo sistema, validando documentos, realizando cálculos, checando inconsistências e encaminhando alertas em tempo real.

No contexto da nova tributação, os processos repetitivos e suscetíveis a erros humanos tendem a sumir onde a automação atua. O tempo dos profissionais é direcionado para análise, planejamento e diálogo com clientes e auditores.
Empresas que se adiantaram e investiram em automação durante 2025 reportaram quedas expressivas no retrabalho e na incidência de notificações fiscais.
Como pequenas e médias empresas podem se adaptar?
Ao conversar com gestores de pequenas e médias empresas, noto que o maior temor é não conseguir acompanhar a velocidade das mudanças. Nem todo empreendedor tem um setor de compliance, TI ou mesmo uma equipe contábil interna capaz de lidar diariamente com sistemas e integrações.
Por isso, alguns caminhos têm sido adotados por quem quer evitar gargalos:
- Buscar orientação de profissionais familiarizados com a nova legislação;
- Investir em soluções digitais escaláveis, capazes de se ajustar às novas regras de cálculo e emissão de documentos;
- Estar atento aos canais oficiais e atualizar softwares sempre que novas versões forem liberadas;
- Capacitar funcionários para uso correto das ferramentas e interpretação dos relatórios fiscais;
- Tirar dúvidas diretamente com empresas de automação, caso do atendimento personalizado da Robolabs.
Assim, sinto que a principal diferença será entre quem reagirá proativamente a cada atualização e quem aguardará para ver “se vai dar problema”. No atual momento do sistema tributário, esperar pode sair caro – em tempo, paciência e dinheiro.
Vantagens para profissionais da área contábil
Para os escritórios e profissionais de contabilidade, vejo oportunidades se desenhando. Quem domina as novidades da legislação e adapta rapidamente suas rotinas poderá ampliar o portfólio, oferecendo não só apuração de impostos, mas também orientação estratégica, análise de impactos e antecipação de riscos. E quando se conta com automação personalizada – como as desenvolvidas pela Robolabs – o salto qualitativo é gritante.
A tecnologia não dispensa o contador, mas libera o tempo dele para atuar como protagonista no planejamento e no diálogo com o cliente.
Efeitos sociais e culturais da simplificação tributária
Costumo dizer que os impostos, apesar de parecerem distantes, afetam o dia a dia de todos. Compramos pão, café, e pagamos taxas em quase tudo. Quando o sistema se torna menos opaco, todos tendem a entender melhor o que pagam, por que pagam e como podem planejar suas finanças.
Diversos governos tentaram simplificar no passado, mas o modelo de 2026 marca não apenas a reforma legal, mas uma tentativa real de modernizar a relação entre cidadão, empresa e Estado.
Com transparência, cresce a percepção de justiça fiscal e diminui a distância entre contribuinte e Estado.
Imagino que a próxima geração vai achar estranho escutar que já houve época em que se gastava mais tempo preenchendo guias de impostos do que tomando decisões para crescer um negócio. O futuro nos parece mais digital, integrado… e humano, se tivermos coragem para conduzir essa transformação de forma ética e aberta.
Conclusão: 2026, o ano em que testamos (de verdade) o futuro da tributação
Não existe cenário perfeito nessa transição. Como alguém que acompanha na prática a rotina dos setores contábil, financeiro e administrativo, afirmo que fases de testes são naturalmente marcadas por incerteza, ajustes constantes e, sobretudo, por aprendizado coletivo.
O sistema tributário brasileiro nunca esteve sob tanto holofote – e nunca dependeram tanto da tecnologia e das pessoas para funcionar.
Minha recomendação é clara: aproveite o período de testes para investir em formação, tecnologia e revisão de processos. Se sua empresa ainda opera com controles manuais ou planilhas paralelas, busque apoio em automação personalizada. Esse é um caminho sem volta para quem quer sobreviver e prosperar em um cenário regulatório que muda mês a mês.
A Robolabs está disponível para quem busca soluções que “conversem” com o novo mundo dos impostos. Nossas automações foram pensadas para se ajustar a realidades distintas, sem taxas escondidas, nem sustos na fatura.
A transição tributária de 2026 não é um pesadelo, mas uma oportunidade rara de modernizar, aprender e transformar. E se tiver dúvidas, vontade de melhorar ou simplesmente quiser conversar sobre como deixar seu dia menos burocrático e mais leve, convido você a conhecer o trabalho que realizamos na Robolabs.
